JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

PAIS E FILHOS

Esperando a matriz Baby Shower

Sou uma mulher sem filhos. Posso dizer o que é ser filha. Ser filha é ter com os pais momentos bons e outros nada bons.



Esta conclusão, fruto de minha história pessoal, me faz crer que quando uma mulher descobre sua grávidez e o homem sabe que vai ser pai, este sentimento de amor materno e paterno pode ser cheio de altos e baixos, não é automático. Neste longo caminho entre a concepção e a educação do filho vários sentimentos bons e ruins podem ser vividos, por vários motivos.


Pode ser que alguns pais ao ouvirem as constantes mensagens que convidam à abnegação e a tantos sentimentos nobres frequentemente relacionadas à maternidade e paternidade (mais à maternidade) digam para si mesmos que não conseguem fazer tudo o que é recomendado pelos estudiosos do setor.

Acho importante dizer a estes pais que não se sintam culpados. Somos humanos.

Vocês, pais devem em sua história individual ter passado por muitas dificuldades e ter tido sentimentos bons e ruins pelo seu filho e ter agido errado com ele várias vezes.

Enfim, não importa o que você fez até hoje. O que é real é que você tem um filho, que depende de você pra traduzir o mundo pra ele. Um filho é alguém que vai continuar a obra que você começou. Este mundo que habitamos pode ser melhor. A paz e a justiça que tanto queremos, nascem da vontade de fazer diferente nos pequenos atos do dia a dia.

Ter um filho pode ser uma oportunidade de escrever uma história diferente para sua vida, de não repetir "velhas fórmulas". Mesmo com a evolução dos costumes, a maternidade em especial é vista como algo transcendente e quando dialoga com a ciência assume a dimensão de instinto materno, ou seja, são questões que dão um caráter de verdade inquestionável que impedem de certo modo as discussões em torno do que sai "do modelo".

Na relação entre pais e filhos podem ter pedras e flores e o importante é buscar superar as dificuldades dando "um passo de cada vez".

Pais e mães sugiro que o primeiro passo é querer fazer diferente e para isso é importante procurar se conhecer melhor. Analise quais seus pontos fortes e fracos ou converse com pessoas de sua confiança e se nada adiantar, procure um psicólogo. É o primeiro gesto de amor: aquele que você precisa ter por si mesmo e o que torna profundo e legítimo o amor que dá aos outros

Procure observar com sinceridade os momentos que você sente dificuldade de conviver com seu filho. Enfim, é um trabalho no dia a dia que se quiser realizar, você e sua família terão muito a ganhar.

Você não precisa ser perfeito. Maternidade e paternidade pode ser vivida como disposição de fazer diferente, sem culpa, mas com sinceridade e transparência, não buscando uma relação perfeita, mas uma relação possível.

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