JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Entrevista - Flávio Richieri

'Brasil restrito a visionários'


Aprender a usar as ferramentas tecnológicas é fácil. Difícil é juntar lé com cré: ou seja, associá-las a benefícios possíveis e criar soluções gerenciais. Tal a maior dificuldade do gestor de hoje, diz Flávio Richieri, professor da ESPM e sócio-diretor da GTS Brasil. Como contornar a deficiência? Desenvolvendo visão estratégica e conhecimento multidiscipinar.

O GLOBO: Que novos dispositivos tecnólogicos estão sendo usados lá fora para tornar a gestão mais eficiente?

Flávio Richieri: Dividimos as ferramentas de tecnologia da informação em três grandes grupos: 1) O primeiro visa a fazer automatização e gestão mais efetivas. Assim, se, por exemplo, você treina um funcionário para usar determinado programa, você pode mudar a plataforma tecnológica 500 vezes que ele não vai notar e trabalhar sem perder a eficiência. 2) O outro grupo refere-se à logística: antes, o foco estava centrado nos transportes. Agora está voltado para o planejamento e vendas. 3) O terceiro grupo de gestão do desempenho, permite identificar quais produtos ou pontos de venda estão dando pouco ou nenhum retorno. Trata-se de ganhos de volume, sendo que as ferramentas nos permitem associar diferentes processos: numa fusão, por exemplo, pode usar as plataformas das duas empresas envolvidas.


No Brasil, em que estágio estamos?

Richieiri: No Brasil, o uso dessas tecnologias está restrito a empresas visionárias, muito grandes ou de fora. Essas ferramentas, que são fundamentais para empreendedores que precisam se desenvolver, sobreviver, são pouco exploradas.

A causa estaria no custo? Os sistemas são considerados caros demais?

Richieri: Estes gastos têm de ser vistos como retorno de investimento. Além disso existem várias ferramentas com níveis de custos diferentes. A empresa tem que saber qual qual é o seu objetivo e as alternativas mais adequadas à realidade dela. Pode-se optar por usar Excel aliado a um programa simples de software. Ou pode-se optar por sistemas de US$ 1 milhão, US$ 2 milhões.

Que tipos de dificulddes são mais comuns entre profissionais?

Richieri: Uma dificuldade está na compreensão do que a tecnologia pode trazer. A execução é tranquila.

Mas fora da questão técnica, há dificuldades para associar ferramentas a novas idéias, não há? como corrigir isso?

Richieri: É verdade. Essa tembém é uma dificuldade: não saber como potencializar, como ir adiante, mesmo tendo a tecnologia nas mãos... A concepção/desenho das soluções exige além do conhecimento da tecnologia em questão, visão estratégica e conhecimento multidisciplinar por parte dos gestores. É preciso investir nesse perfil.

Fonte: Jornal O Globo caderno Boa Chance - pág 8. Data: 12 de julho de 2009

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