16 de ago de 2009


Sobre a dor - Andrea Pavlovitsch



Existe sempre aquela pergunta no ar: o que dói mais, a dor física ou a dor emocional? Na guerra, quando alguém quer fazer alguém sofrer usa a tortura física. E sabemos como o ser humano pode ser cruel ao acessar o seu lado animal, grotesco, que só deseja a vingança e a raiva. Mas será que os causadores de dores físicas, por exemplo, também não são pessoas que sentem tanta dor que ela se torna insuportável? Sentir dor é a sensação da morte o tempo todo perto de nós. È como se algo se arrastasse lento, numa cadencia suave e longa, que parece não ter mais fim. A alegria é rápida, ansiosa. A dor é lenta, é gradual. A dor cutuca em momentos em que não esperamos. Na sola do nosso sapato apertado, na topada na quina da mesinha de centro, no outdoor do Dia dos Namorados, quando você está sem namorado ou numa relação nada agradável. Ás vezes ela aparece logo que a gente acorda, como quando acabamos de fazer uma cirurgia e nos lembramos da dor que estávamos sentindo no dia anterior. Doem as palavras mal ditas. Doe ouvir a verdade de um modo peculiarmente cruel. Dói ouvir a mentira. Dói saber e não saber de algumas coisas na nossa vida. E as dores são necessárias. Sim, as dores nos fazem ver o que temos de bom na vida. Sempre que sentimos dor nos perguntamos, primeiramente, o porquê. O que, afinal, me levou a sentir essa dor. A resposta pode estar pertinho, como no caso da topada na mesa, ou a quilômetros de distância, na sua infância, quando a sua mãe não tinha dinheiro para um sorvete fora de hora. A verdade é que a dor nos fortalece. A dor faz com que possamos ver uma força dentro de nós que nem sabíamos que existia. Nós passamos pela dor, superamos a dor e continuamos a viver. Até que um dia estamos alegres, felizes novamente. Mas se ela cicatriza, as cicatrizes ficam. Conheço pessoas que não suportam o cheiro de crisântemos, pois é o cheiro característico dos velórios e a simples presença das flores a fazem lembrar a dor. Existem pessoas, ao contrário, que gostam de sentir a dor em suas últimas conseqüências, utilizando meios eficazes para isso. A dor permeia a nossa existência desde o mundo é mundo. E não adianta passar a vida toda fungindo dela. Ela corre, na sua rapidez mórbida, em saltos quânticos, e nos alcança. E um dia você vê que ela veio, chegou e passou. Viva a sua dor. Passe por ela. Sinta. Não a esconda numa gaveta no fundo do armário. A dor vivida é dor passada. As cicatrizes ficam, mas não doem mais. Serão só marcas do nosso passado. Mas se não passamos realmente por elas, podem virar fantasmas nos atordoando de madrugada. Dor é feita para ser sentida. Assim como o prazer e a alegria.




Andrea Pavlovitsch


Psicoterapeuta (11)4105 4674
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15 de ago de 2009

Psicologia: Uma visão além do âmbito de atuação




A psicologia não busca por intermédio de suas técnicas mudar comportamentos e adaptar o indivíduo ao meio, tampouco dizer ao outro o que e como deve fazer tal qual uma peça mecânica que necessita de substituição em uma de suas engrenagens.

Este investimento que o indivíduo se permite realizar em si mesmo é uma tragetória complexa, não necessaraimente longa. É um continuo desenhar de alternativas, uma viagem de contornos imprevisíveis para todos os envolvidos. Ao contrário do que possa parecer, não estou falando da famosa psicologia clínica com suas múltiplas abordagens.

Ouso falar de um fazer psicológico atuante em qualquer especialidade - um exercício constante de olhar o mundo, aprender sobre si mesmo, as pessoas, os ambientes, entre as certezas e as dúvidas tentar não se perder. um risco de tantos que são parte dos nossos caminhos...
É o ofício de valorização da pessoa humana para suportar as inconguências do mundo, ser o melhor que puder. Porque como diz uma canção antiga da cantora Marina Lima e Antônio Cícero, "sou uma gata" - A vida arranha!! E é bela!! A beleza é minha!!
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6 de ago de 2009

Humanização do Cuidar por Luciana Bertachini, Fonoaudióloga


A humanização nos ambientes hospitalares, clínico e domiciliar oferece bem-estar e dignidade ao paciente idoso e sua família. A capacidade técnico-científica dos profissionais da saúde deve ser colocada em prática considerando acima de tudo o ser humano, assim surge a habilidade de cuidar do paciente, conferindo-lhe "palavra", o direito de se comunicar e de ser reconhecido. Fundamental "escutar" o idoso, para reconhecer e acolher a sua individualidade, sua saúde biográfica, expectativa e preparação frente ao envelhecimento. Surge a comunicação como fator de humanização da terceira idade. Importante reconhecer e interpretar os sinais não-verbais (voz, olhar, postura, física, o andar...) e verbais: a palavra, seu significado.

Projeto Voz
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