26 de jun de 2011

ESPELHO NOSSO



fonte vídeo:www.youtube.com

Poucas crianças aprendem a dividir um brinquedo, conviver com diferenças e tolerar defeitos

Por Rosely Sayão

Faz um tempo que observo a movimentação nos horários de entrada e saída das escolas. Fora os carros, que atrapalham o trânsito em todo entorno, há crianças e adolescentes que saem e entram, sozinhos ou com seus pais.

É uma confusão geral: correria, gritaria, malas enormes que são arrastadas sem o menor cuidado e que produzem muito barulho, buzinas estridentes etc. Sempre fico impressionada com a indiferença das pessoas envolvidas nessas situações frente a esse caos que vivenciam.

Não é muito diferente o cenário que se observa durante a período do recreio, na maioria das escolas.

As crianças parecem ficar desnorteadas com tanta liberdade: correm e gritam sem direção e, invariavelmente, também sem contexto.

O corre-corre e, os gritos não fazem parte de alguma brincadeira que exija tais manifestações.

Um dia desses, vi um garoto de uns dez anos mais ou menos, correndo em direção a alguém quando saía da escola. Talvez o pai ou um colega, não pude identificar. Acontece que, em seu trajeto, ele esbarrou com força em outro menino um pouco menor que ele que, pela força do empurrão foi ao chão.

Você imagina o que aconteceu logo em seguida, não é leitor? Uma briga entre dois meninos que para ser apartada, precisou de dois adultos.

O garoto que corria não via mais nada além da meta que ele queria alcançar. Tudo o que estava em seu caminho, ele ignorou: chegou até mesmo a pisar em uma mala estacionada, o que provocou um certo desequilíbrio em sua jornada. Ele conseguiu contornar esse obstáculo, mas ficou no próximo que era o aluno.

Dias depois ao ler o jornal, vi uma notícia que me fez lembrar desse caso.

O serviço telefônico da Polícia Militar de São Paulo registra em média  70 ligações por dia para comunicar desentendimentos ocorridos no trânsito. Pelo menos 20 desses conflitos acabam em violência física entre motoristas - Todo santo dia.

A relação entre os casos é inevitavel. Nesse mundo em que a vida é vivida com velocidade máxima e em que o outro quase sempre é um estorvo ou uma ameaça, os adultos estão dispostos a brigar por qualquer coisa a todo momento.

o trânsito é uma oportunidade excelente para isso, já que é caótico e que consome um tempo precioso da vida das pessoas.

Por que as crianças agiriam de modo diferente, se observam atentamente tudo o que acontece no mundo do adulto? A criança de uma maneira geral, só aceita que a outra seja seu par se essa estiver a serviço dos seus interesses: a brincadeira que quer brincar, o passeio que quer dar, a lição que precisa fazer etc. Fora dessas situações, outra criança a atrapalha, a ameaça.

Ter de compartilhar brinquedos, conviver com a diferença e tolerar defeitos não são atos comuns entre as crianças. Poucas delas aprendem essas lições seja na escola, seja em casa, com pais e parentes.

O curioso é que, ao observarmos a vida dos mais novos, logo percebemos que: eles brigam em demasia; exageram nas reações quando se defrontam com situações que lhes trazem dificuldade, decepções ou frustrações; não sabem administrar, tampouco resolver os conflitos que a convivência provoca.

Entretanto, não temos a mesma facilidade para constatar que estamos fazendo o mesmo em nossas vidas e que, portanto, os mais novos têm aprendido conosco a agir como agem.

Se conseguirmos retirar a venda de nssos olhos e enxergar tuddo o que temos ensinado a eles, talvez fique menos àrdua a tarefa educativa, em família ou na escola.

Só assim teremos menos confusão e tolerância frente aos erros que eles cometem, já que, afinal, são provocados por nós mesmos.

Rosely Sayão é psicóloga e autroa de “Como Educar Meu Filho” (Publifolha)
Fonte: Folha de São Paulo - Caderno Equilíbrio, 21/06  p.8
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25 de jun de 2011

Gente, hoje estou assim sincera, buscando alegria sem desistir de ver que a Vida é encantamento, música, suor, lágrimas mas no final o Sol brilha!



Recado

Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha
Se me der um beijo eu gosto
Se me der um tapa eu brigo
Se me der um grito não calo
Se mandar calar mais eu falo
Mas se me der a mão
Claro, aperto
Se for franco
Direto e aberto
Tô contigo amigo e não abro
Vamos ver o diabo de perto
Mas preste bem atenção, seu moço
Não engulo a fruta e o caroço
Minha vida é tutano é osso
Liberdade virou prisão
Se é amor deu e recebeu
Se é suor só o meu e o teu
Verbo eu pra mim já morreu
Quem mandava em mim nem nasceu
É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver
E se tentar me tolher é igual
Ao fulano de tal que taí
Se é pra ir vamos juntos
Se não é já não tô nem aqui
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23 de jun de 2011


Cuidando do Cuida-dor

Por: Darcy Cesário Franca*
“Há dias que a gente se sente,/ como quem partiu ou morreu,/ a gente estancou de repente/ ou foi mundo então que cresceu./ A gente quer ter voz ativa/ e quer no destino mandar./mas eis que chega roda viva/ e carrega o destino pra lá.../ Roda mundo, roda gigante/ roda moinho roda pião,/ o tempo rodou num instante,/ nas voltas do meu coração.”

Foi com esse fragmento da canção do Chico Buarque que me remeti ao escutar os cuida-dores dos doentes de Alzheimer pela primeira vez e a cada vez que os escuto desde 2001 quando a Associação Brasileira de Alzheimer, Regional do Pará – Abraz- PA me chamou para prestar atendimento psicológico ao cuidador familiar ou profissional, dos doentes de Alzheimer

A princípio vou falar resumidamente sobre a doença de Alzheimer ou DA e depois contarei a maneira encontrada para atender os cuidadores.

Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva, conhecida erroneamente como “esclerose” ou “caduquice”, e acomete preferencialmente pessoas idosas, e ainda não se tem conhecimento sobre sua causa e tratamento. Embora seja confundida com a esclerose, não se relaciona com ela, nem tampouco com problemas circulatórios. É uma forma de demência devida a morte das células cerebrais que produz o atrofiamento do cérebro. E dentre as várias teorias para explicar suas causas, a que a considera como uma doença geneticamente determinada é bastante aceita.

Os primeiros sintomas manifestados são pequenos esquecimentos e, em geral, são percebidos pelos familiares como coisas do envelhecimento. Esses só vão procurar ajuda profissional qualificada quando o doente passa apresentar alterações significativas da personalidade e do comportamento. Tornando-se cada vez mais confusos e esquecidos, desorientados quanto ao espaço e tempo; sentem-se perseguidos e, numa grande maioria das vezes, tornam-se também agressivos. O agravamento progressivo da sintomatologia conduz o doente à completa dependência do cuidador, pois o esquecimento que era fortuito, leva à perda total da memória, evoluindo da memória atual à antiga, sendo que a memória musical é a última a ser perdida.

A partir de pequenos esquecimentos, por vezes engraçados – “colocar sal no café” ou “açúcar no feijão” – se chega à completa indiferença para com os seus, para com o mundo em volta e para consigo mesmo. O desconhecimento dos familiares vai se instalando, não sabendo mais quem são os filhos, netos, ou o parceiro (a). Perde a auto referência a ponto de passar diante do espelho e cumprimentar aquele que lá está, por não reconhecer sua própria imagem refletida. ‘Quem é você?’, ou ‘Quem é ele?’ são as perguntas que o sujeito faz diante do espelho pois ‘Quem sou eu?’ não pode mais ser feita porque o sujeito já não está mais presente, ausentou-se, ou vai ausentando-se sem alarde, numa saída discreta pela porta dos fundos da vida. Enquanto o organismo que ainda funciona e permanece em contato com os familiares, o sujeito já não mais está, por conta do esvaziamento pulsional.

Juntamente com a perda da memória, as funções corporais também vão sumindo, aparecendo a dificuldade de locomoção, perda do controle dos esfíncteres e da capacidade de deglutição, exigindo, assim, um acompanhamento constante de um cuida-dor para auxiliá-lo no exercício das atividades elementares do cotidiano, tais como alimentação, higiene, vestuário etc.

Com um tufão, a DA invade o cotidiano do doente e da família e, muito mais intensamente, daquele que é ‘eleito’ cuida-dor. Eleição esta que, na maioria das vezes, é feita de maneira inconsciente.

O grupo familiar coloca um membro, que se deixa colocar, no lugar de ciuda-dor. Às vezes, as circunstâncias habitacionais, econômicas etc., contribuem para isso. Mas mesmo quando essas razões são claras, ao longo do atendimento outros motivos que subjazem a ‘tecitura’ afetiva familiar vão comparecendo para elucidar a escolha daquele membro como cuida-dor, assim como o seu processo de ficar no lugar de ‘bode-expiatório’, ou de ‘aparador’ do sofrimento do grupo.

Assim sendo, o cuida-dor é aquele que cuida da dor. Que cuida do outro que foi atingido por uma doença avassaladora e impiedosa, cujo alvo não é somente o sujeito, mas todos aqueles que o cercam, em um raio bastante amplo. E é também o que é alvejado pelas dores produzidas na família pela DA, tendo que suportar as exigências impostas pela doença, pela família e por si mesmo.

A DA altera a rotina familiar do cuidador, modifica o espaço físico e temporal e tonteia fortemente o psiquismo. Os afetos são bulidos e remexidos. Os filhos (as), esposas (os), netos (as) etc. perdem o seu lugar afetivo e vão ocupar o lugar de pessoas existentes na vida do paciente em um passado remoto, ou então, ocupam lugar nenhum. É frequente a aparição de um desconhecido com hábitos, valores e afeto inteiramente opostos àqueles que possuíam antes. Sem pudor, o paciente tira a roupa e toca a sua genitália na frente de outras pessoas. Mesmo a senhora mais recatada ou o cavalheiro mais respeitador pode passar a falar palavrões, os mais obscenos sem distinção de lugar, hora ou espectador.

Se o cuida-dor é descendente do doente de Alzheimer, um medo beirando ao horror instala-se em sua vida. A inquietação atormenta-o por pensar que poderá vir a ser o herdeiro do DA. É um sofrimento inigualável que o assola, embora saiba que a teoria que reconhece a DA como geneticamente determinada não sustenta sua hereditariedade. Parece que diante da incerteza do que está vivendo e da errância humana, apega-se a isto como uma certeza e não como uma possibilidade.

Diante dessa compreensão e de um grupo de auto-ajuda que se reunia na sede da Albraz- PA, organizei um grupo de apoio e reflexão como atividade de um projeto que desenvolvo na Universidade Federal do Pará. Eram pessoas de diferentes faixas sociais, econômicas, sociais, educacionais e etárias. Os vínculos com os doentes de Alzheimer também eram muito heterogêneos. Tinham netos, filhos, esposos, esposas, irmãos, sobrinhos, noras, cunhados, amigos e os cuidadores profissionais.

É um grupo aberto que se reúne uma vez por semana, com duas horas de duração. Nunca se sabe quantos participantes virão, assim como não se sabe se os que virão hoje serão os mesmos que vieram na semana passada, nem tão pouco se virão na próxima semana. A rotatividade é grande, por muitas razões. Pode acontecer porque o paciente piorou e não se tem com quem deixa-lo pra vir ao grupo ou porque o cuida-dor participante adoeceu; pois diante de tamanho sofrimento, não é incomum a baixa de sua resistência, ficando à mercê de doenças físicas e da depressão.

No grupo, os sentimentos vão encontrando lugar para serem manifestados. A sensação de estar só, isolado, desamparado, vão comparecendo e, ao mesmo tempo, encontrando eco e ressonância nos outros membros, que dão acolhimento e apoio. A inevitável pergunta ‘por quê isso está acontecendo comigo?’ vai encontrando alguma resposta, ou gritando menos. Ou, até mesmo, vai sendo modificada: ‘Por quê isto acontece conosco?’ A troca é um elemento principal em cada encontro – quer seja de esclarecimentos teóricos, de reflexão sobre as emoções, de orações, abraços, apoio, informações ou sobre um cida-dor profissional.

Os afetos contraditórios vão emergindo, mesmo aqueles que são considerados como “sentimentos horríveis” ou “pecaminosos”. À medida que um membro permite falar sobre eles, os afetos, os outros membros vão fazendo coro, ou utilizando-se daquele que fala como porta- voz de seus pensamentos e desejos escusos. Aliviando-se, mas por vezes, angustiando-se ainda mais, voltando na próxima sessão em busca de acolhimento e especularização.

A raiva, a mágoa e a culpa são afetos que se entrecruzam no cuidador. Quer por sentir-se abandonado pelo doente, quer pelo investimento que tem de fazer em alguém que dá um retorno cada vez mais escasso, ou nenhum retorno, ou pelo que viveu com o seu familiar antes do Alzheimer aparecer. A impotência diante da DA, e de seu familiar, abate ao que cuida. Sua voz não é escutada. Pois os ouvidos do doente foram ensurdecidos, não fisiologicamente, mas afetivamente. A alma ensurdece não mais respondendo ao que invade o ouvido. A saudade, frustração, agressividade, raiva, medo incerteza, pena remorso, admiração, rancor e respeito são afetos que formam uma tessitura furtacor na alma do cuida-dor e que confunde. Além do mais, sente-se culpado por ter esses sentimentos. Afinal, está inscrito na cultura que não se pode sentir, muito menos manifestar tais afetos, principalmente por aquele que sofre. E se este for pai ou mãe, pior ainda. É pecado!

Nesse vai e vem, o cuida-dor vai aprendendo que pode sentir e manifestar o afeto que tem por seus familiares, por seu doente, por si mesmo, pela sociedade, pelo mundo e por Deus. Também vai aprendendo a lidar com sua impotência frente à demanda de uma realidade com DA e, principalmente, com suas auto exigências.

Vai sendo reconhecido e reconhecendo-se como alguém que também precisa de cuidado  que precisa de apoio e parceiros para o enfrentamento da tarefa que está sobre ele. É encorajado a buscar apoio nos outros familiares, assim como responsabilizá-los também pelos cuidados, distribuindo tarefas, tempo, responsabilidades financeiras etc. aprende também que pode fazer um afastamento do alvo de seus próprios ataques e da mira dos outros familiares que, por vezes, inconscientemente, o fazem depositário de seus afetos angustiantes.

Em sendo assim, o grupo passa a ser um ponto de apoio na inabilidade do cuidador, para tratar com o seu doente no dia a dia. Um lugar onde encontra outros iguais, estabelecendo uma relação de troca de experiências e afetos. Assim como desenvolve o aprendizado para lidar com seu doente, vizinhos e familiares, encontra também no grupo o espelho no qual vê a face marcada pela dor – do outro e da sua.

Dor de cuida-dor que precisa ter sua dor cuidada.

Descobre que não está sozinho e que tem um grupo do qual vai se fazendo pertencente, incluindo-se no campo da possibilidade e não da idealização, e mesmo que a oração do cuida-dor peça serenidade diante da tempestade da vida, coragem frente ao medo que o invade e sabedoria quando nada sabe, descobre que, em algum momento pode falar: ‘Eu não aguento mais!’
____________________________________________________________
(*) Psicoterapeuta e psicanalista e grupoanalista da Clínica de Psicologia da Universade Federal do Pará (UFPA), pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental da UFPA, mestre em Teoria Literária – interface entre literatura e psicanálise- e coordenadora do Projeto Atendimento Psicológico Grupal, em prevenção e tratamento à comunidade de baixa renda da Amazônia
Fonte; Revista Diálogos – Conselho Federal de Psicologia abril/2004


Achei interessante trazer este texto antigo por ter na minha família uma pessoa que está no que parece ser a fase inicial desta doença e as pessoas que estão mais próximas cuidando, costumam de modo geral se sentirem tomadas por muitos sentimentos, aliados à desinformação sobre a doença e qual deve ser a postura daquele que cuida. Gostei do modo como minha colega tratou do assunto neste belo texto objetivo e competente. O que o torna capaz de ser lido não só por aqueles que trabalham com psicologia.
Muito mais complexo se torna o problema quando temos um sistema de saúde público incapaz de lidar com consultas e exames simples de rotina, quanto mais uma doença como esta que necessita de um atendimento mais especializado e a detecção precoce pode ajudar a garantir ao doente alguma qualidade de vida.
Listamos aqui um site que pode ser útil àqueles que passam por situações semelhantes:


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19 de jun de 2011


Um não à violência



foto:www.billvaz.wordpress
Há 11 anos, manifestações repudiam a exploração sexual infantil


Jhonata Mendes, Nayara Mantovani e Mayara Dantas, do Vrajovem Campinas (SP)*


Em 1973, Araceli Cabreira Sanches tinha oito anos quando foi brutalmente violentada por um grupo de jovens de classe média alta da cidade de Vitória (ES). Os autores desta ato estão impunes até hoje. Este triste episódio fez da menina o símbolo do combate à exploração sexual infantil.


A indignação gerada pela impunidade dos autores deste ato e a repercusão internacional levaram à criação da Lei n0 9.970/2000 que instituiu 18 de maio como o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Anualmente esta data é lembrada pelas várias entidades de defesa de direitos infanto-juvenis, que promovem eventos nacionais e internacionais para lembrar à sociedade e as autoridades da importância do combate de atos que vitimou Araceli.


Em Campinas (SP), o 18 de maio não passou em branco. Mas um evento de enfrentamento ao abuso sexual reuniu a população para assistir várias apresentações de grupos e bandas que alertavam sobre a importância do tema. O evento contou com a participação de representantes do poder público e de várias instituições de defesa à infância e à juventude.
"As pessoas pensam que a palavra de Deus está apenas na bíblia, mas na verdade, ela se encontra na reta consciência de cada indivíduo", disse o padre Vinícius Paula, um dos participantes do evento, fazendo uma reflexão sobre a necessidade de praticar o bem em todos os momentos.


Disque 100


Denúncias de casos de violência sexual podem ser feitas pelo Disque 100. De acordo com a publicação Disque 100: Cem mil denúncias e um retrato da violência sexual infanto-juvenil, da Secretaria Especial de Direitos Humanos de 1997 a 2009, o serviço recebeu 100 mil denúncias e no período de 2003 a 2009, a Região Nordeste é a que registrou o maior número de casos
Índice de Denúncias de Exploração Sexual por região (2003 - 2009) 
Região Nodeste - 33.440 denúncias = 34,22%
Região Sudeste - 31.844 denúncias = 32,58%
Região Sul - 12.884 denúncias = 13,18%
Região Centro Oeste = 9.833 denúncias = 10,5%
Região Norte - 9.749 denúncias = 9,97%


Tá na mão
foto::www.arautonline.com.br
Use o Disque 100 para denunciar casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes. O serviço funciona diariamente das 8 às 22h. As denúncias podem ser feitas também pelo e-mail: disquedenuncia@sedh.gov.br
*Um dos conselhos jovens do Vira presentes em 22 estados e no Distrito Federal (sp@viração.org.br)
Fonte: Revista Viração n073 junho 2011, p. 08 - www.viração.org.br


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18 de jun de 2011

A Filosofia Na Psicologia

A Filosofia Na Psicologia

obs: Clique no título. O texto é muito interessante.
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16 de jun de 2011





BULLYING – PARTE III: EFEITOS, CONSEQUÊNCIAS E DIRETRIZES
10.00h - Abertura
Dra. Ivone Ferreira Caetano
Presidente do Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica e Juíza de Direito Titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca da Capital/RJ

10.20h – Palestra: “Cyberbulling: efeitos e conseqüências do assédio moral pela internet contra crianças e adolescentes”
Dra. Maria Cristina Milanez Werner
Psicóloga, sexóloga, terapeuta de casal e família
Mestre em Psicologia Clínica – PUC/RJ

11.20h – Palestra: “Convivência e violência no contexto escolar”
Prof. Mariângela da Silva Monteiro
Psicóloga Educacional
Professora de Psicologia - PUC/RJ

12.20h – Palestra: “Aspectos Jurídicos”
Dra. Simone Moreira de Souza
Defensora Pública - Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital

Mediador: Vereador Tio Carlos
Presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro

13.20h - Intervalo

MESA REDONDA – SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
15.00h – Palestra: “Um diálogo sobre as relações de ensino no espaço escolar - Contribuições de uma equipe interdisciplinar”
Profª. Mercia Cabral de Oliveira
Diretora do NIAP / SME

15.40h – Palestra: “A escola que produz saúde: Uma ação inter-setorial”
Profª Angélica Bueno Carvalho
Programa Nacional Saúde na Escola

16.20h – Palestra: “Construindo a cultura da Paz”
Profª Leticia Carvalho Monteiro
Projeto Educação para Paz: AME-Rio

17.00h – Encerramento






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12 de jun de 2011

Mercado Aquecido - parte 3 Gestão quando faltam pessoas

O fenômeno de falta de profissionais qualificados é intenso, mas recente. Por isso grande parte das organizações ainda não alterou seu conceito sobre o que é ser "bom gestor", preferindo promover um gestor de recursos em detrimento de um gestor de pessoas. Esta preocupação vem sendo transmitida com frequência  por Fábio Ribeiro, presidente da Diretoria  Executiva da ABRH - RJ (Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro).
 
Felizmente ele tem uma certeza: a de que este panorama mudará, seja pela convicção e aprendizado dos executivos, ou pela força do mercado que se impõe ao ameaçar a sobrevivência da organização.
 
"Se na década de 1980 as organizações que não administravam bem seus recursos financeiros não sobreviviam, o mesmo ocorrerá com a gestão de pessoas, ou seja, se repor um profissional era uma questão repassada ao RH que os 'colhia' em um mercado com grande oferta, hoje sua situação é diferente", considera Fábio, que faz três provocações a seguir:
 
QUANTO TEMPO DA SUA AGENDA O GESTOR DEDICA ÀS PESSOAS?
 
Fábio acredita que um tema, de fato, só é prioridade quando este ocupa a agenda. Em empresas identificadas como boas para se trabalhar e, consequentemente, com baixo turnover, o presidente dedica pelo menos 50% de seu tempo à Gestão de Pessoas. "Dedicar significa formar líderes, mas também quebrar as barreiras hierárquicas e estar disponível para ouvir, ajudar a solucionar problemas e abir espaço para opiniões", esclarece o presidente da ABRH-RJ.
 
DE QUEM É O PROBLEMA DA PRODUTIVIDADE?
 
Em tempo de mão de obra escassa, não faz mais sentido vermos uma pessoa trabalhando enquanto outras três observam o primeiro. Também não cabe ignorar a capacidade das pessoas de apresentar soluções e inovações.
Quem já teve oportunidade de viajar aos EUA ou Europa, como Fábio, pôde vivenciar situações de alta produtividade e capacidade técnica, combinação que representa a única forma de um povo ser bem remunerado pelo trabalho de forma sustentável. "No Brasil, porém, criamos um perverso modelo no qual o empregador muita vezes tenta se apropriar do ganho de produtividade", aponta o executivo.
Para ele o problema da produtividade é grave, pois o modelo de gestão e os gestores tem pouca capacidade de: (1) reconhecer e premiar os mais produtivos, (2) pensar os processos de trabalho, (3) trabalhar sobre padrões e (4) identificar o que as pessoas mais produtivas fazem e ensinar isso para os demais.
Fábio assegura que, se mudarmos nestes itens, todos sairão ganhando: a empresa que conseguirá atender seus clientes e os profissionais que serão melhor remunerados.
 
QUEM ESTÁ CUIDANDO DA NECESSIDADE DE GENTE DE AMANHÃ E DEPOIS?
 
Segundo o presidente da ABRH-RJ, predomina uma visão de curto prazo desta questão: geralmente treinamos para o posto de trabalho a ser ocupado naquele momento.
 "Devemos formar mão de obra e liderança também com o foco no futuro; olhando não apenas para o mercado, mas também para quem já está no ambiente da empresa e tem potencial a ser desenvolvido", ressalta Fábio. E com a diversidade de gente que há no mercado, as empresas também devem assumir, segundo ele, o papel de resgatar a autoestima, fornecendo educação básica e cidadania.
"Estamos vivendo um momento especial no Brasil e temos a oportunidade de, ao respondermos a estas perguntas, nos tranformarmos em gestores estratégicos de pessoas e em agentes de mudança social.
 
Fonte Jornal O Globo - Caderno Boa Chance p.2
Para maiores informações: www.abrhrj.org.br
 
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11 de jun de 2011




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Neurociência - Exaustão Cerebral

Por Suzana Heculano - Houzel

Mesmo o mais belo dos museus nos deixa exaustos depois de uma ou duas horas apreciando arte

Eu estou habituada a falar durante a 90 minutos sem grandes desgastes, às vezes por até três ou quatro horas, sobretudo se lembrar de levar uma garrafinha de água para bebericar o tempo todo.

Por que então, ontem saí tão exausta de uma hora de palestra seguida de duas horas de entrevista por uma banca de cinco pessoas? 

A neurociência explica: esgotamento neuronal por causa do esforço para manter por duas horas a atenção aguçada para interpretar as sutilezas das perguntas da banca, escolher cuidadosamente as palavras das minhas repostas, monitorar reações e pensar no que mais eu gostaria de dizer. Ufa!

A fadiga neuronal é resultado da própria atividade dos neurônios, que leva à produção de adenosina. Aquela mesma adenosina que, ao se acumular, leva à sonolência. Antes de chegar naquele ponto, contudo, ela começa por se acumular ao redor dos neurônios mais ativos.

A adenosina acumulada é ao mesmo tempo um indício de começo de esgotamento energético dos neurônios e um sinal que os impede de sustentar o mesmo nível de atividade de antes.

Ela age diretamente sobre os neurônios como um inibidor, o que evita que ele fiquem ativos demais e entrem em colapso energético - como um sistema autolimitante de proteção.

Por essa mesma razão, a fadiga é específica ao sistema cerebral usado de maneira sustentada. Passe meia hora lendo e seus neurônios envolvidos na leitura começarão a demonstrar cansaço - mas outros responsáveis por tocar piano, continuarão perfeitamente capazes.

Acho que isso também explica porque mesmo o mais belo dos museus nos deixa exaustos depois de uma ou duas horas apreciando arte.

E quanto maior o nível de atenção sustentada, mas rapidamente a fadiga chega aos neurônios exercitados.

Por isso não é recomendável praticar ao piano, fazer contas, escrever ou preparar relatórios por muito tempo de uma vez só: seus neurônios inevitavelmente se cansam. E com isso, o desempenho cai, às vezes até o ponto de você achar que está...desaprendendo.

Mas isso, como quase tudo, tem jeito (senão não estaríamos aqui hoje): o cérebro exaurido repõe suas energias e remove a adenosina acumulada durante o sono. E não precisa ser o sono noturno; uma sonequinha de meia hora já ajuda os neurônios a se recuperar da fadiga e voltar ao zero, prontos para outra.

Suzana Herculano - Houzel. Neuorcientista e professora da UFRJ e autora de "Pílulas de neurociência para uma vida melhor" (Editora Sextante)
Fonte: Folha de São Paulo. Data 07/06/11 - Caderno Equilíbrio
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5 de jun de 2011

Menina de 13 anos em conversa no msn ( mostrem aos seus filhos)por favor leiam e importante para os filhos que acessam internet





Não sei se o texto é autentico.


Quem tem filho....ATENÇÃO!!!!!!
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Após  deixar seus livros no  sofá ela decidiu comer  um lanche e entrar  online. Conectou-se com  o seu nome na tela:
"Docinho14:"
 Revisou sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava conectado.
Ela  enviou uma mensagem  instantânea:

  

Docinho14: Oi. Que sorte que vc está aí! Pensei que alguém me seguia na rua hoje. Foi esquisito mesmo!
 Meteoro123: RISADA. Vc assiste muita TV. Por que alguém te seguiria? Vc não mora em um bairro seguro?

 

Docinho14: Com certeza. rsrsrs. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém quando virei.  Meteoro123: A menos que vc tenha dado teu nome online. Vc não fez isso, né?

 

Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, vc já sabe.
 Meteoro123: Você jogou vôlei depois do colégio hoje?
 Docinho14: Sim e ganhamos!
 
Meteoro123: Ótimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio Sagrada Família. rsrsrs. Seus uniformes são um nojo! Pareciam abelhas.. rsrsrsrsrs

 

Meteoro123: Como se chama teu time?
Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes...São muito legais.
 Meteoro123: Você joga no ataque?
 
Docinho14: Não, jogo na defesa. Tenho que sair. Tenho que fazer minha tarefa antes que cheguem meus pais. Não quero que fiquem
bravos. Tchau!

Meteoro123: Falamos mais tarde. Tchau.

Entretanto Meteoro123 foi ao menu de membros e começou buscar sobre o
perfil dela. Quando apareceu, copiou e imprimiu. Pegou uma caneta e anotou
o que sabia de Docinho até agora.

 
Seu  nome: Tatiane

aniversário: Janeiro 3, 1993.

Idade.: 13.:

Cidade onde vive: Santo Antônio da Platina, Estado do Paraná.

Passatempos: vôlei , inglês, natação e passear nas lojas.


 
Além  desta informação sabia  que vivia em Santo  Antônio da Platina  porque lhe tinha contado  recentemente. Sabia que  estava sozinha até  as 6.30 PM todas  as tardes até que  os pais voltavam do  trabalho. Sabia que  jogava vôlei nas quintas  feiras de tarde com  o time do colégio,  os Gatos de Botas.
 
Seu  numero favorito, o 4,  estava estampado na  sua jaqueta. Sabia que  estava na oitava série  no colégio Sebastião  Paraná. Ela tinha contado  tudo em conversas online.
 
Agora  tinha suficiente de  informação para encontrá-la.  Tatiane não contou  a seus pais sobre  o incidente ao voltar  do parque. Não queria  que brigassem com ela  e que lhe impedissem  voltar caminhando dos  jogos de vôlei.

Os pais sempre exageram e os seus eram os piores. Ela teria gostado não ser filha única.
 
Talvez  se tivesse irmãos seus  pais não tivessem sido  tão sobre-protetores.
Na quinta feira Tatiane já tinha esquecido que alguém a seguia. Seu jogo estava em plena ação quando de repente sentiu que alguém a observava. Então lembrou. Olhou desde sua posição para ver um homem observando-a de perto.
 
Estava  inclinado contra a cerca  na arquibancada e sorriu  quando o viu. Não
parecia alguém de quem temer e rapidamente fugiu o medo que sentiu. Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o treinador.
Ela percebeu seu sorriso mais uma vez quando passou do lado.

Ele acenou com a cabeça e ela devolveu o sorriso. Ele percebeu seu nome nas costas da camiseta. Sabia que a tinha achado.
 
Silenciosamente  caminhou numa distância  certa atrás dela. Eram  só umas quadras até  a casa de Tatiane  quando viu onde morava  voltou logo ao parque  para procurar seu carro.

Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que chegou a hora de ir à casa de Tatiane. Foi a uma lanchonete e sentou até a hora de começar seu objetivo.

 

Tatiane  estava no seu quarto,  mais tarde essa noite,  quando ouviu vozes na  sala. "Tati, vem aqui!", chamou seu pai. Parecia perturbado e ela não imaginava o porquê. Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá."Senta aí",
começou seu pai,
"este senhor nos acaba de contar uma história muito interessante sobre você".

Tatiane  sentou-se. Como poderia  ele contar-lhes qualquer  coisa? Nunca o tinha  visto antes de hoje!
 
"Você sabe quem sou eu?" perguntou o homem.
 
"Não'" respondeu Tatiane.
 
"Sou polícia e teu amigo do chat, Meteoro123".
 

Tatiane  ficou pasmada. "É impossível! Meteoro123 é um menino de minha
idade!
Tem 14. e mora em Minas Gerais !".

 
O  homem sorriu. "Sei que eu disse tudo isso, mas não era verdade. Veja, Tatiane, tem gente na internet que se faz passar por garotos; eu era um deles. Mas enquanto alguns o fazem para machucar crianças e jovens e fazer dano, eu sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos
malfeitores. Vim te encontrar para te ensinar que é muito perigoso falar online. Você me contou o suficiente sobre você para eu te achar facilmente... Você me deu o nome da tua escola, do teu time e em que posição
você joga".

 

O  numero e teu nome  na jaqueta fizeram com  que eu te encontrasse  rapidinho.
Tatiane gelou.
"Você quer dizer que não mora em Minas Gerais?". Ele riu.
"Não, moro em Santo Antonio da Platina. Você se sentiu segura achando que
morava longe, né?"

 

"Eu tenho um amigo cuja filha era como você. Só que ela não teve tanta sorte. O cara a encontrou e a assassinou enquanto estava sozinha em sua casa. Ensina-se  as crianças e jovens a não dizer pra ninguém quando que
eles estão sozinhos, porém contam isso o tempo todo pela internet.

 

As  pessoas maldosas te  enganam para tirar informação  daqui e de lá  online. Antes que você  saiba você já lhes  contou o suficiente  para ele te achar  sem você perceber.  Espero que você tenha  aprendido uma lição  disto e que não  o faças de novo.
Conta  a outros sobre isto  para que também estejam  seguros".
 

"Prometo que vou contar!".

Essa noite, Tatiane e seus pais ajoelharam-se juntos e agradeceram a Deus por protegê-la do que poderia ter sido uma situação trágica...
 
AGORA:
Por  favor envia isto a  tantas pessoas que você  possa para lhes ensinar  a não dar informação  sobre elas. Este mundo  em que vivemos hoje  é perigoso demais!
 

INCLUSIVE  REENVIE ISTO A PESSOAS SEM FILHOS PARA  QUE O ENVIEM A SEUS AMIGOS QUE TEM  FILHOS E NETOS.
 CUIDADO  COM AS INFORMAÇÕES QUE VC PASSA NO  ORKUT OU MSN OU AINDA EM OUTROS.



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http://reginabomfim.blogspot.com/
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Ontem foi o Dia Mundial Contra a Agressão Infantil






4 de junho – Dia Mundial contra a Agressão Infantil: data sem motivos para comemoração

“Violência doméstica lidera ranking de agressões contra crianças e adolescentes.”Os pais são os principais agressores contra crianças e adolescentes. A constatação pode ser vista na página da internet que mantém atualizadas as denúncias dos Conselhos Tutelares de todo o país, enviadas ao Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia). São 186.415 registros, de 1999 até hoje.

Também constata-se que os números de agressões contra crianças e adolescentes são altos pelo Disque 100, sistema que permite que qualquer um faça denúncias, inclusive anônimas. Em números absolutos, os casos de agressão por negligência ou agressão física e psicológica são 54.889 dos 111.807 registros. Isso representa 67,40% do total. Entre os registros, 242 são denúncias de violência com morte da criança ou do adolescente.

Diante do índice, especialistas em questões da infância, consideram que episódios como o da menina Isabella Nardoni, que morreu aos 5 anos, causando comoção por ter causas ainda desconhecidas, são mostras de um país ainda tolerante com a agressão contra crianças e adolescentes.

Para o integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro Alves, os dados revelam que a violência contra a infância é generalizada no Brasil e que há muita tolerância para com ela – o que faz com que as pessoas se sintam menos à vontade para denunciar.
“Devemos tratar do caso da menina Isabella e, a partir dele, refletir com toda a sociedade brasileira. Os números mostram que a violência contra a infância e a juventude é generalizada e, muitas vezes, a violência ocorre exatamente nos locais em que elas deveriam receber proteção, que são os lares, escolas e creches”, disse.

A coordenadora do Programa de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos, Leila Paiva, concorda com o conselheiro do Conanda. Para ela, o que contribui para a manutenção deste quadro é a falta de iniciativa de quem observa a violência, mas não denuncia.

“Existe um pensamento no imaginário popular de que não devemos interceder em problemas que ocorrem no âmbito familiar, o que é um equívoco. Mas, ao mesmo tempo, eu penso que o aumento dos registros no Disque 100 é pelo fato dele garantir o anonimato e a distância das pessoas”, analisou a coordenadora.
Ariel Alves, do Conanda, retoma a questão do papel da sociedade: “Não é só a família a responsável por garantir os direitos da infância e juventude, o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que é um dever de todos: da família, do Estado e de toda a sociedade brasileira.”

A média de utilização do Disque 100, desde que foi implantado em 2003 até hoje, é crescente. Começou com 12 relatos por dia, passou para 38 em 2006 e chegou a 69 em 2007. Até março deste ano, foram contabilizados em torno de 93 casos diariamente.

Os dois especialistas atribuem o crescimento do número de denúncias à sensibilização de todos da importância em não se calar diante dos casos de agressão a crianças e a adolescentes. Para ambos, não se trata de aumento dos casos de agressão.

Alves citou estudo da Universidade de São Paulo sobre o tema: “Uma pesquisa do Laboratório de Estudos da Criança da USP, feito entre 1996 e 2007, diagnosticou a existência de 159.754 casos de violência doméstica. E também concluiu que aproximadamente 10% dos casos de abusos e violência contra crianças e adolescentes são denunciados.”
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