E o Brasil segue engatinhando

Por Helena Moura
* Não registrei a data desta publicação na fonte porque me desfiz do jornal sem anotar a  mesma e não encontrei na internet. Mesmo assim optei por registar esta entrevista pelas importantes reflexões que ela traz.

Os investimentos do governo em inovação crescem sistematicamente. Mas para Heloísa Moura, fundadora e parceira da Ghante Inovação, o Brasil nesse quesito ainda está "aquém das grandes economias e tem baixa taxa de conversão em benefícios para a sociedade", diz. Isso sem mencionar a qualidade do gasto, entre outros problemas estruturais.

O GLOBO: O que o governo tem feito para estimular a inovação?
HELOÍSA MOURA: Neste ano o governo ampliou os recursos da Finep como parte do plano Brasil Maior, chegando a 8 bilhões - 33% a mais do que no ano de 2010 e 75% superior em relação a 2009. entre 2000 e 2008, os gastos públicos em pesquisa e desenvolvimento tiveram alta de 170%. Mais ainda que o investimento em inovação tenha crescido significativamente, ele está aquém das demais grandes economias e tem baixa conversão em benefícios para a sociedade brasileira.

. Por exemplo?
HELOÍSA: O índice de inovação aplicado à indústria, por exemplo, avançou apenas sete pontos percentuais neste período, indo de 31,5% para 38,6%, enquanto que, historicamente, segundo o relatório da Associação Européia de Organizações de Pesquisa e Tecnologia, a média internacional de crescimento alcançado é da ordem de 10% a 15%.

. E o que falta ao empreendedor para adotar a inovação como processo?
HELOÍSA: É necessário investir na formação de inovadores, na criação de ecossistemas de apoio à inovação, e na estruturação do processo de Inovação nas empresas. Também rever o foco e a estrutura dos programas de fomento à inovação, assim como suas métricas. Por exemplo, não existem programas injetando recursos de investimento na fase de pré-inovação, financiando a pesquisa necessária para mapear áreas de oportunidade e gerar propostas de soluções  inovadoras. Esse é o grande entrave para micro e pequenos negócios, e até de médias empresas.

. Qual o perfil do empreendedor inovador?
HELOÍSA: Algumas das habilidades, conhecimentos e competências necessárias são: empatia, otimismo, capacidade de ação e adaptação, energia, autoconfiança, automotivação, resistência à frustração, criatividade e foco no ser humano. E, com o trabalho multidisciplinar, é possível compor equipes combinando todas as ferramentas necessárias para a prática de inovação.
Fonte: *Jornal O Globo - Caderno Boa Chance, coluna Click!

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