JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…





Cortinas de fumaça: o nosso dom de iludir... a nós mesmos

"Não sei mais se corrigi alguns medos que vinham me distorcendo, ou se distorci minha personalidade para não percebê-los" (Felipe Hirst)


Achei este fragmento de texto num interessante artigo sobre cinema no Jornal O Globo (para quem se interessar, matéria é do dia 09/01- Segundo Caderno). Pensei, que frase fantástica! Um poder de síntese enorme! pois é um problema presente em todas as teorias de personalidade, seja qual for a abordagem, pois, cada uma a seu modo, enfoca a questão do obstáculo ao crescimento.

  Quem em algum momento da vida não procurou colocar uma "cortina de fumaça" sobre  uma situação para esquecer, para fugir de algo que é tão difícl até de dizer o nome, quanto mais pensar sobre o assunto?

 Às vezes algumas histórias que criamos são tão bem fundamentadas intelectualmente que a mentira toma o lugar da verdade. É aí que a coisa fica complicada e a gente pode perder "o caminho de volta".

Fazer esse "caminho de volta", ou seja, retomar ao mais autêntico em nós é um exercício que não é nada fácil ainda mais neste mundo repleto de "distrações". Saber que há um caminho de volta para sermos o melhor de nós mesmos, já é um passo importante - "abrir o peito a força numa procura"- como diz Milton Nascimento na canção Caçador de mim.

Enfim, é um caminho sem receitas heróicas a ser trilhado individual ou com  ajuda profissional. É um caminho para poder caminhar melhor, achando mais rapidamente o "caminho de volta" porque caminhar é preciso. Sempre.


Comentários