Cortinas de fumaça: o nosso dom de iludir... a nós mesmos

"Não sei mais se corrigi alguns medos que vinham me distorcendo, ou se distorci minha personalidade para não percebê-los" (Felipe Hirst)


Achei este fragmento de texto num interessante artigo sobre cinema no Jornal O Globo (para quem se interessar, matéria é do dia 09/01- Segundo Caderno). Pensei, que frase fantástica! Um poder de síntese enorme! pois é um problema presente em todas as teorias de personalidade, seja qual for a abordagem, pois, cada uma a seu modo, enfoca a questão do obstáculo ao crescimento.

  Quem em algum momento da vida não procurou colocar uma "cortina de fumaça" sobre  uma situação para esquecer, para fugir de algo que é tão difícl até de dizer o nome, quanto mais pensar sobre o assunto?

 Às vezes algumas histórias que criamos são tão bem fundamentadas intelectualmente que a mentira toma o lugar da verdade. É aí que a coisa fica complicada e a gente pode perder "o caminho de volta".

Fazer esse "caminho de volta", ou seja, retomar ao mais autêntico em nós é um exercício que não é nada fácil ainda mais neste mundo repleto de "distrações". Saber que há um caminho de volta para sermos o melhor de nós mesmos, já é um passo importante - "abrir o peito a força numa procura"- como diz Milton Nascimento na canção Caçador de mim.

Enfim, é um caminho sem receitas heróicas a ser trilhado individual ou com  ajuda profissional. É um caminho para poder caminhar melhor, achando mais rapidamente o "caminho de volta" porque caminhar é preciso. Sempre.


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