JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Inovar é melhorar a vida das pessoas



Pra que serve a inovação se não melhorar a vida das pessoas? Se inovar não tiver esta finalidade, será apenas uma felicidade que um dia descobriremos que não nos serve. O século XX foi fundado em tantas promessas de conforto e modernidade, promessas que se cumpriram e outras tantas que aguardam o entendimento da humanidade despertar para o fato de que precisamos um dos outros e de cada elemento que existe no mundo. Usufruímos intensamente de algo que existe antes de nós.

Entrevista: 
Lorenzo Bustani

Fonte: O Globo - Boa Chance (p.8)

O que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas? É essa questão que move o brasileiro Lorenzo Bustani, dono da consultoria Mandalah, eleito um dos cem empresários mais criativos do mundo, pela revista americana "Fast Company'. A receita diz ele, é promover a "inovação consciente"

*Como você define "inovação consciente'
A idéia só é inovadora se ela melhora a vida das pessoas, e isso tem a ver com a geração de uma nova consciência nas empresas. Queremos mostrar o papel que elas exercem na sociedade e de que forma seus produtos, serviços e estratégias podem não só manter a saudável e necessária busca por lucro, mas incorporar também valores sociais e humanos. Aliar lucro a propósito é a receita da inovação consciente.

*Como criar um novo produto ou serviço?
Primeiramente, deve ser um serviço ou produto que venha a somar, agregar, capaz de contribuir para um mundo melhor. E que busque sucesso e gere lucro para a empresa, pois é do lucro que a inovação consciente se alimenta, levando ao conceito de valor compartilhado, no qual todos saem ganhando.

*Quais são os desafios para inovar no país?
Atravessamos um momento muito fértil para a inovação; mas fertilidade é uma coisa,  plantar e regar as sementes do jeito certo é outra. Acho que as dificuldade vêm exatamente desse processo de transição. Muitas das nossas empresas ainda pagam o preço da exagerada informalidade, não dão prioridade ao conceito sustentável, carecem de infraestrutura em TI e não apostam na cultura da experimentação. Mas nosso mercado está deixando de ser refém do "jeitinho brasileiro" e entrando na era do profissionalismo. Está vendo que tudo funciona em cadeia. Com isso, a tendência natural é que a inovação consciente encontre os caminhos que ela merece. Potencial é oque não lhe falta