JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Quando viver passa a ser apenas evitar a dor




Muitas pessoas querem escapar da violência e da dor do mundo buscando afetos e prazeres. Embora muitos afirmem buscar essas alegrias, são poucos os que dizem havê-las encontrado. Geralmente buscamos o contato com nossos semelhantes na esperança de encontrar os gozos e as alegrias dos encontros, embora muitas vezes nos deparemos com os desencontros ou com os maus encontros. Todos querem evitar o sofrimento. Isso, às vezes, parece ser mais importante do que a própria busca do prazer e do bem-estar. E de fato é, quando se está sofrendo. Mas evitar o sofrimento não deve constituir um projeto de vida. Pode ser um objetivo intermediário, mas não o principal. 

A vida pode ser um exercício de fugir do sofrimento e de evitar o fracasso. Mas será só isso? Podemos esperar algo mais de nossas vidas? Acreditamos que sim, mas há pessoas que vivem mergulhadas em um sofrimento profundo e silencioso. Resignadas. Como se estivessem na vida exclusivamente com o propósito de se entorpecer. Evitam entrar em contato com os próprios sentimentos, evitam correr riscos, enfrentar situações em que são criticadas e confrontar-se com outras pessoas. Recusam-se a expressar seu ponto de vista e a sua vontade própria. Vivem em constante sofrimento apesar de, eventualmente, exibirem uma boa aparência. Guardam silenciosamente suas dores como quem guarda o mais precioso dos tesouros. Fazem isso acreditando que estão em busca de melhores condições de vida, embora estejam apenas tentando evitar ou camuflar o sofrimento. 
Jadir Lessa in: A Clínica como Exercício Ético dos Encontros Afetivos


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