Inovar é difícil, mas é vital para a competitividade




Fonte: Boa Chance  ABRH- RJ


Muita gente usa inovação em seu discurso. Chama atenção. Mas poucos a colocam em prática. E se não há o fazer-acontecer que gere "resultados para o cliente" fica só "criatividade". Nunca "inovação". Segundo Alain Farès, diretor executivo do Centro para Inovação e Competitividade e diretor de Inovação da ABRH-RJ, a maior dificuldade para a inovação acontecer na empresa passa pelo fato dela englobar diversos elementos que tiram a cultura da "zona de conforto", tais como especulação, ambiguidade, maleabilidade (ou flexibilidade), ensaio e erro, hipóteses, contradição, experimentação, aleatoriedade, entre outros.


"Há líderes que até percebem a inovação como importante, mas se o sapato deles não está ardendo, não conseguem priorizá-la", esclarece Alain, engenheiro químico com grande experiência em cargos executivos.

Ele cita três alternativas pelas quais a inovação, em quantidade menor que a necessária, tem até chegado ao mercado brasileiro: 1) fez-se alguma coisa porque algo lhe causou dor; 2) você visualiza uma barreira à sua frente e faz algo para não esbarrar nela; 3) Não há barreira, tudo bem, mas você preocupa-se em antever o que pode vir pela frente.

Se o CEO de uma empresa está, segundo Alain, motivado pela terceira opção citada, ele, em geral, vai pedir o suporte do RH para implementar ou intensificar a cultura de inovação. O consultor classificou o trabalho realizado pela Radix como o de uma inovação genuína, exatamente porque há esse grau de comprometimento de seu CEO, Luiz Eduardo Rubião, com a inovação.

Quiz com passagem à Radix e Houston

As chamadas trilhas do conhecimento, implementadas pelo RH da Radix, permitem ao colaborador o desenvolvimento em áreas distintas: Mais: o desenho lúdico do programa envolve os funcionários. Eles ganham, por exemplo, um passaporte no qual as participações em atividades e as conquistas profissionais dão direito a carimbos. O acúmulo de carimbos rende prêmios como cursos e até viagens. "Nos eventos em universidades também fazemos concursos em formato de quiz que premiam a dupla vencedora com um estágio na Radix". Conta Cláudia Pittioni, analista de treinamento e responsável pela universidade Radix.

Em um dos prêmios, além do estágio, os vencedores foram contemplados com viagem a uma feira de tecnologia em Houston (EUA) ao lado de Luiz Eduardo Rubião. Cláudia assegura  que se inovação é trazer resultados, diversos engenheiros já selecionados para a empresa por meio desse quiz, realizado em diversas feiras universitárias, vêm se adequando muito bem ao negócio da empresa.

E trazer resultado não inclui necessariamente uma alta e dispendiosa tecnologia ou sequer pesquisas envolvidas. Estes, no entender de Alain Farès, são outros conceitos equivocados que se tem do verbo inovar. "Não quero tirar a importância da pesquisa, mas a comida à quilo é um exemplo muito simples de uma inovação que  não envolveu pesquisa e nem tecnologia", aponta. Outro fato importante deste exemplo e que qualifica qualquer inovação: faz grande diferença para o cliente.


Atitudes para inovar

Para aqueles RHs que desejam fomentar um ambiente propício à inovação, Alaín gosta de citar as atitudes recomendadas por José Cláudio Cyrineu Terra, especialista em Gestão do Conhecimento e presidente da ONG Terra Forum:

Mais riscos
Mais procura pelo belo
Mais intervalos Mais tempo sozinho
Mais sentidos humanos
Menos planos de negócio
Mais improvisos
Mias pessoas apaixonadas
Mais questionamento
Maior utilização de cenários
Mais ouvidoria atenta
Mais viagens




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