JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Nietzsche: uma profunda e inquietante reflexão com um toque de arte



 O imperativo que parece guiar a maioria dos homens na Terra é a recusa à capacidade de pensar e, por conseguinte, a recusa à alegria de existir. Os homens seguem rastejando como se fossem vermes prestes a ser esmagados por desígnios superiores. O homem se resume a isso? Apenas um amontoado de células, impotente perante um universo inexplicável, a espera de supostas alegrias em paraísos por ele inventados?

Segundo Nietzsche, a constatação mais chocante é a de que os sistemas de pensamento foram forjados pelo ódio à vida e pelo desprezo ao corpo. Desde tempos imemoráveis nos ensinaram a odiar o prazer e os bons valores da existência em nome de ideais como a transcendência da alma, o amor ao próximo, e outros tantos projetos salvíficos que embotaram a mente e, por consequência, contribuíram para a decadência dos corpos. Os destroços que contemplamos ao nosso redor são os sinais das mentes atormentadas e torturadas pelos sofrimentos, medos e culpas.
Para o filósofo, o paradoxo humano reside no fato de que os homens dependem de suas mentes para criar a vida, todavia as mentes estão submersas em crenças destrutivas e, assim, o homem se arrasta pela existência amputado de sua faculdade principal: a capacidade de pensar. A imagem dessa amputação é um pássaro desprovido de suas asas.
Em oposição, Nietzsche nos concedeu seu método de resistência à fraqueza, que se insere no âmbito do que chamou “vontade de potência”. Para o pensador, o motor que move a vida humana é a vontade insuportável por mais vida. A vontade de potência é o símbolo do abandono de todo o fardo que o homem carrega a exemplo das religiões, misticismos, psicologismos vulgares e doutrinas políticas irracionais. É a explosão da realidade e o abandono da fantasia.
A mente inspirada pelos influxos da vontade de potência é aquela que ressurgiu das cinzas da morte e abandonou as velhas crenças que a torturavam. O símbolo dessa aurora mental é a primavera na Terra, estação que floresce o que há de mais puro e de mais sagrado na natureza e que inspira as mentes a renascer em sensibilidade, para celebrar o mais surpreendente sim à existência nesse mundo.

por Renata Rodrigues Ramos

Comentários