JOGOS OLÍMPICOS: JUREI NEM VER!



Como ficar indiferente às Olimpíadas com seus valores nos fazendo refletir sobre a intolerância atual que surge nos momentos de crise e, principalmente fazendo parte da cidade que sedia boa parte dos jogos e eventos? Eu jurei que não ia dar a mínima! Só ia ver a abertura e olhe lá! Pensava como muitos sobre o fato de termos outras prioridades etc, etc A língua é o chicote...kkkk. E não foi pelo atleta de Tonga!!


Ser um atleta de alta performance envolve não somente um amplo domínio dos conceitos, das regras que envolvem o esporte praticado, mas visão estratégica ampla e habilidade de tomada de decisões no momento em que a competição está em andamento, assim como o estudo criterioso do adversário e criação de jogadas ensaiadas com base no estudo dos "pontos fracos" do mesmo.  Cada esporte tem seu modo de preparação que também pode ser acrescido de atividades criativas.


Saber que "treino é treino e jogo é jogo", é compreender estar permanentemente jogado no imprevisível, aceitando esta realidade. E neste contexto entra o equilíbrio emocional.

O equilíbrio emocional, na minha opinião, deve ser visto como o grande "maestro" de todo este conjunto de habilidades tratadas acima, pois saber que as condições de treino são diferentes das do jogo gera muita pressão para o atleta tanto individual como para a equipe sendo capaz de colocar por terra ou consagrar anos de treinamento porque o momento da competição é solitário. Ainda mais se falamos de patrocinadores pois há esportes, digamos, mais valorizados recebendo muito mais incentivo. Isso pode ser uma pressão a mais ou um desafio para se ter foco e vencer.

Há casos de atletas sem incentivo que conseguem um ótimo desempenho, há casos de equipes de países pobres em que atletas são corajosos apenas por se mostrarem dispostos a aprender com os grandes, vindo nos mostrar a nobreza da coragem de ser aprendiz, mesmo que ridicularizados aos olhos do mundo.


Na minha visão, este que sai da sua vida miserável e se aventura, corre o risco de viver a crítica, o escárnio, na verdade, está aprendendo no que observa no contato com os outros atletas mais preparados, nas relações que trava, podendo ser um multiplicador em sua terra e mudar sua realidade e a dos outros, de algum modo. E por que não pensar que este atleta pode voltar triunfante em uma outra olimpíada?

As Olimpíadas são recheadas de exemplos incríveis que podem ensinar a todos nós não apenas as habilidades conquistadas pelo atleta vencedor que supera imensos  desafios em sua preparação, muitas vezes  fazendo movimentos perfeitos e sorrindo em ação, mas seu corpo dói, outros consagrados em altas posições no ranking mundial, perdem e outros aproveitam para tirar uma foto com o seu ídolo, pois não alcançaram nenhum índice para medalhas. Deve ter até quem arrume namorado, marido, ficante, porque com tanta gente bonita, a paquera deve correr solta.... Delícia!

Perder e ganhar faz parte sempre das nossas experiências sendo atletas ou não.
Observar estes jogos é um grande aprendizado, pois ao testemunhar tudo isso, fica para mim, porque na verdade só posso falar de mim, a ideia de que existe um caminho em que talvez o mais importante não seja ganhar sempre, mas se divertir, ter alegria de dar ao mundo a sua expertise e o que vem sempre será uma lição que jamais permaneceremos os mesmos nestas vivências.

Que o que permaneça sempre seja a alegria de colaborar. E o que vier, na minha visão, será sempre lucro! Não apenas o lucro dos grandes patrocinadores, mas o lucro da alma que se expande sempre com tudo que é vivido. E isso não tem preço. E eu sigo aprendendo a jogar...

Regina Bomfim

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