JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

SÍNDROME DE BORDERLINE: DIFERE DA BIPOLAR






O QUE É?​

​A síndrome de Borderline ou transtorno de personalidade limítrofe, é uma grave doença psicológica que provoca oscilação de humor, medo do abandono​, comportamentos impulsivos, como encontros sexuais de risco, gastar dinheiro de forma descontrolada, por exemplo.


De modo geral, os indivíduos com esta síndrome​ têm momentos de estabilidade, que alternam surtos psicóticos, comportamentos descontrolados. Este sintomas começam a aparecer na adolescência tornando-se frequentes no início da vida adulta.

Esta síndrome por vezes é confundida com doenças como esquizofrenia ou transtorno bipolar, porém a duração e intensidade são diferentes. As oscilações de humor na Síndrome de Borderline pode ocorrer em horas, dias, sendo essencial a avaliação psiquiátrica ou psicólogo para ter o diagnóstico correto e ser tratado adequadamente. Há algum tempo, a ex modelo e apresentadora Monique Evans foi diagnosticada com esta síndrome, passando anos sem saber que tinha a doença​.

SINTOMAS
  • Relacionamentos sempre muito intensos, porém confusos e desorganizados.
  • Dificuldade em aceitar críticas, sobrevalorizando todas as situações.
  • Sensação de vazio crônico e de sentimentos de rejeição constante;
  • Insegurança em si próprio e nos outros;
  • Emprego instável;
  • Comportamentos impulsivos e perigosos, como contato íntimo desprotegido, abuso de drogas e desrespeito pelas regras ou leis sociais, por exemplo;
  • Baixa auto-estima considerando-se inferior aos outros;
  • Instabilidade no tipo de relações que mantém com os amigos ou família, variando entre grande intimidade e distanciamento;
  • Comportamentos de dependência, como por jogos, gasto de dinheiro descontrolado, consumo exagerado de comida ou de drogas;
  • Dificuldade em controlar as emoções, podendo chorar facilmente ou ter momentos de enorme euforia;
  • Medo de ser abandonado pelas pessoas mais próximas, principalmente amigos e família e, fazendo ameaças no caso de ser abandonado, como tentativa de suicido;
  • Interpretações instáveis sobre os outros, avaliando como boa pessoa em um instante e rapidamente julgando como má pessoa; 
  • Sentimentos negativos exagerados, como medo, vergonha, pânico e raiva de forma exagerada para a situação real;​
O medo de que as emoções fujam do seu controle com tendência de se tornarem irracionais em situações de estresse, criando uma grande dependência dos outros para se sentirem seguros, é o que costuma assustar os portadores desta síndrome.​

A auto mutilação e o suicídio pode acontecer em casos mais graves, devido a esta grande sensação de mal estar interior.​
Os acontecimentos rotineiros podem desencadear os sintomas da  Síndrome de Borderline como alterações de planos ou nas férias do trabalho/escola provocando uma revolta desproporcional. Costuma ser mais comuns em indivíduos que viveram experiências emocionais intensas na infância, como uma doença grave, morte de entes queridos ou situações de negligência ou abuso, por exemplo.​


​CONSEQUÊNCIAS DA SÍNDROME DO BORDERLINE
​Relações conjugais e familiares muito instáveis e que levam a perda dos laços, aumentando o sentimento da tão temida solidão. Podem ter dificuldade de manter o emprego, desenvolver vícios. Estas são as principais consequências​
​TRATAMENTO
A síndrome de Borderline, não tem cura, mas com tratamento adequado pode ser controlado através da combinação de medicação e psicoterapia​.
Manter uma terapia psicológica, ajuda o indivíduo a diminuir sintomas, a controlar as emoções. A família deve ser também orientada neste processo. Pela complexidade da síndrome, as terapias podem ter duração de vários meses ou até mesmo anos.

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