JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

SOBRE AMOR E LIBERDADE: COM UM TOQUE DE ARTE





Sobre as voltas que o mundo dá... Essa coisa de ter um post já pronto, mas, ontem ouvindo a canção de 1977 Sonhos,  do Peninha (há muitas regravações, ouvi cantado por ele).,me deu vontade de ousar falar de amor, inspirada por um texto de Osho. Ele diz que o amor não é contra a liberdade, mas o amor é um meio para alcançar a liberdade, porque segundo ele, o amor nunca possui e o amor nunca pode ser possuído.

A música do Peninha, além de ser belíssima em toda sua estrutura e execução, produz imagens na mente e faz com que ao ouvir a letra, você compartilhe com ele a emoção de um encontro amoroso que se mostra tão intenso e pleno, quando o cantor fala do quanto viver este sentimento fez com que acreditasse mais na vida e se tornasse alguém mais disposto a celebrar a existência por causa desta experiência.




E de repente o anticlímax: quando a canção se fez mais forte, mais sentida/ quando a poesia fez folia em minha vida/ você veio me contar dessa paixão inesperada por outra pessoa...

Falar dos desencontros do amor, é refletir muito mais do quanto estamos dispostos a viver uma história de "peito aberto" ao ponto de se em algum momento ela acabar, possamos mesmo depois de um tempo dizer para nós mesmos: mas não tem revolta não/ eu só quero que você se encontre... do que a raiva (também natural desde que não leve a crime passional e afins) que sentimos do outro por não ter satisfeito nossas expectativas. Ou seja, um encontro por si sempre pode ser uma riqueza ao invés da tortura de procurar encaixar o outro no nosso modelo de felicidade. É um desafio aprender que o outro não existe para satisfazer as nossas expectativas. E o que acaba ficando sempre, é a capacidade de ser inteiro, aprendendo com cada encontro. Exercícios...

Osho também diz, uma coisa que nunca havia pensado e me marcou muito:
 "(...) A liberdade é o valor supremo. Nem mesmo o amor é superior à liberdade. A liberdade é o valor supremo; em seguida vem o amor. E há um conflito constante entre amor e liberdade. O amor tenta tornar-se o valor supremo. Ele não é. E o amor tenta destruir a liberdade; só então ele pode ser o valor supremo. E aqueles que amam a liberdade passam a ter medo do amor."


E termino lembrando uma linda canção do Arlindo Cruz

Se perguntar o que é o amor pra mim 
não sei responder
não sei explicar...

Regina Bomfim

Referência:

Osho - Intimidade: como confiar em si Mesmo e nos outros. São Paulo: Editora Cultrix, 2006

Letra da canção Sonhos (letra e música Peninha)





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