A Vida é um bumerangue

Por Regina Bomfim

Por mais que tenhamos o sagrado e saudável direito de dar a nossa vida a direção que desejamos, todos os nossos atos têm consequências na nossa vida e na vida dos outros. Tenho pensado muito sobre isso em função do que tenho ouvido das pessoas e por minhas próprias experiências. Não temos muito o hábito de refletir sobre o impacto que nossos atos podem produzir além do que o mesmo representa para nós.

Por exemplo, considerando que o Brasil é um país com grandes recursos hídricos, uso a água sem critério porque eu adoro tomar banhos longos, lavar meu carro e limpar meu quintal com a mangueira jorrando água no máximo, escovo meus dentes e lavo meus pratos deixando a torneira aberta sem pensar que um dia essa água toda pode acabar. Quando transfiro essa visão para o microcosmo das minhas relações comigo mesmo e com o que me rodeia, será que tenho pensado nas possíveis consequências daquilo que estou fazendo no que se refere às pessoas com quem convivo? E o que estou fazendo comigo mesmo?

A liberdade, o livre-arbítrio, a experimentação é nossa capacidade criadora que devemos exercer,pois isto nos faz humanos numa constante busca de sentido que justifique a nossa existência, assim como a busca por estar mais lúcido no caminho que trilhamos e construímos. As escolhas que fazemos, mesmo no nosso pequeno mundo, envolvem consequências numa escala mais ampla do que podemos pensar. Isso não significa que não poderemos errar, mas talvez errar menos.

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