29 de mar de 2015

CADEIRANTES TÊM VIDA SEXUAL ATIVA QUANDO SÃO CURIOSOS



Paraplégicos e tetraplégicos descobrem novas formas de prazer



Camila Neumam, do R7


A ex-modelo Luciana, personagem da atriz Alinne Morais na novela Viver a Vida (TV Globo), deixou a profissão após sofrer um acidente que a deixou paraplégica. Depois de passar maus bocados para se acostumar a viver em uma cadeira de rodas, Luciana se redescobriu como mulher e hoje vive uma paixão intensa com Miguel, o irmão gêmeo de seu ex-namorado.

O casal tem planos de se casar e ser feliz para sempre como todo bom final de novela. Apesar da história ser fictícia, segundo os especialistas consultados pelo R7, pessoas com lesão medular podem ter relações afetivas, sexuais e mesmo ter filhos.

Os tipos de lesão mais comuns na medula causam a tetraplegia, quando há lesão cervical ou torácica de alta intensidade, que compromete tronco, pernas e braços, ou a paraplegia, quando há perda dos movimentos do umbigo para baixo. As lesões da medula acontece quando há ruptura alta (mais próxima à cabeça) ou baixa (do meio das costas à lombar) das vértebras da coluna cervical, que comprometem a motricidade e a sensibilidade destas partes do corpo.

Vida sexual deles
De acordo com a fisiatra Therezinha Rosane Chamlian, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a possibilidade de ter relações sexuais e de gerar uma criança depende do nível e do tipo de lesão sofrida. Nos paraplégicos, a possibilidade é maior, pois há preservação do tronco, dos braços e do abdome. Já entre os tetraplégicos, o desafio é maior e depende da sincronia do casal em descobrir novas formas de atingir o prazer.

- O cadeirante pode ter ereção e ejaculação. No paraplégico há ereção de reflexo, ou seja, com efeito psicológico ou pela visão de uma foto. Pode também conseguir penetração e ejaculação. O que muda em relação aos não cadeirantes é que a ereção não dura muito.

Segundo a médica, o homem lesionado consegue uma ejaculação de pequena quantidade e a qualidade do espermatozoide pode não ser muito boa em virtude das infecções urinárias comuns entre quem tem a lesão. Ele pode ter orgasmo se estimulado e tocado em outras regiões do corpo, pela estimulação dos mamilos, do pescoço, mesmo que não sinta a parte de baixo.

O uso de medicação para disfunção erétil pode ser indicado para prolongar a ereção, desde que o homem consulte um fisiatra e um urologista antes. Em alguns casos, pode ser indicado também a prótese peniana de silicone para que se mantenha o órgão em um tamanho que seja capaz de conseguir uma ereção. Ter filhos, então, torna-se a maior dificuldade de um lesionado pela baixa qualidade de seu sêmen, explica a fisiatra.

Prazer delas


A vida sexual da mulher paraplégica também é possível, desde que se tome alguns cuidados após a fase chamada de choque medular, isto é, entre os dois, três primeiros meses após a lesão. Nesta fase a mulher para de menstruar por causa da perda de controle neuro-modular que, em vias gerais, age como uma desconexão entre o cérebro e o corpo porque o nervo está paralisado. Saída dessa fase ela volta a menstruar e ovular, podendo engravidar. Portanto, o casal tem de avaliar essa possibilidade antes de começar a se relacionar sexualmente.

- Se o casal pretende ter relação e não quiser que a mulher engravide, tem que usar preservativo ou fazer cirurgia, pois não se sabe se ela poderá usar anticoncepcional.

A mulher lesionada pode gerir uma criança da mesma forma que uma mulher sem a deficiência e dar à luz sem grandes problemas. No entanto, os médicos pedem que seja realizado um pré-natal mais cuidadoso, pois os riscos de pressão alta e problemas vasculares aumentam.

Passado estes pormenores, a relação com uma mulher lesionada pode ser prazerosa se o parceiro não lesionado for curioso o bastante para achar outros pontos que não os genitais, estes cuja sensibilidade foi perdida.

- Se ela for paraplégica, o parceiro pode estimular as mamas, o pescoço, o abdome e até realizar a penetração. Para isso, vale usar lubrificante. Mas assim como mulheres não lesionadas, a cadeirante precisa de orientação médica, ou seja, consultar-se com um ginecologista regularmente para prevenir-se contra doenças sexualmente transmissíveis e câncer de mama ou do cólo do útero.

Se há dúvidas sofre como se comportar sexualmente com um lesionado, os médicos orientam a consulta com um fisiatra.

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28 de mar de 2015

O LADO NÃO GLAMOUROSO E VENCEDOR DA VIDA: AQUI TAMBÉM ESTAMOS E NÃO É INDIGNO, É BASE DO CRESCER







"Pensa nas existências ridículas, sem nenhum charme, nenhum amor, sim, esse amor que não nos ensinaram a receber, mesmo quando ele nos é dado de graça; você se esquece das nossas preocupações em vão, nossa busca interminável pelas noites, nossas dúvidas eternas - O que você está perdendo?"


("Krum", de Hanoch Levin)
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22 de mar de 2015

PESOS, MEDIDAS E PLANOS





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21 de mar de 2015

DISCUTIR A RELAÇÃO


Resultado de imagem para discutir a relação


Ana Cristina Reis
Fonte: O Globo



Acho admirável quem é capaz de chamar o parceiro para conversar. Não sei discutir a relação; não tenho essa aptidão. De três, uma: a conversa vai ser maçante; a conversa não vai levar a nada; a conversa vai levar a outra conversa. Mas sou gato escaldado: meus pais, tios e avôs são todos separados, e a única vez em que “marquei uma conversa” foi a única vez em que meu marido se esqueceu de que tinha um compromisso comigo.

DR é a expressão moderninha para discutir a relação, mas a prática é antiquíssima. O professor Marcelo Backes, falando da “Medeia” de Eurípides, ressaltou que a peça foi uma das primeiras obras da história a “discutir a relação”. Sim, estou de volta aos cursos na Casa do Saber O GLOBO. O tema da vez é Grandes Mulheres Trágicas da Literatura.

Para começar, senti a maior empatia pelo autor. Eurípides, além de austero, pouco sociável, individualista, ascético e crítico, detestava ginástica: “De todas as milhares de pragas da Grécia não há nenhuma pior do que a raça dos atletas”.

Seus temas preferidos (todo clássico nasce moderno; a antiguidade era freudiana e não sabia) eram as agitações da alma; casos psicológicos extremos; personagens atormentados por sentimentos internos dolorosos; gente no limiar da loucura; e a condição submissa da mulher, que ele abominava, dizem os estudiosos, apesar de ter caracterizado a mulher como “mais terrível que a serpente” e “o pior dos monstros”.

Me fez lembrar uma passagem do seriado “The fall”, em que a policial Stella diz, embasada em pesquisa: “O maior medo dos homens é que as mulheres riam deles; o maior medo das mulheres é que os homens as matem”. A mitologia não sabia dessa pesquisa: Medeia achava que Jasão, ao não cumprir sua promessa de lhe ser fiel, tinha rido dela; e Jasão, acreditando que ganharia a anuência da mulher na lábia (“Por mais que me odeies, eu jamais saberia querer-te mal”, ele teve a ousadia de dizer), não previu o revide: o assassinato de seus filhos com Medeia e da segunda mulher. Medeia não o matou: isso seria misericórdia.

Com o perdão do trocadilho, a vida de Medeia é a crônica de uma tragédia anunciada: se você ficar para sempre comigo, eu farei tudo por você, foi o que combinou com Jasão. E Medeia fez muito: abandonou seu país, matou o irmão, deu recursos ao marido para que vencesse batalhas horripilantes, teve dois filhos.

O marido prometeu. E não cumpriu. Prometer e não cumprir vem de tempos imemoriais. A diferença é que na Grécia Antiga havia a noção de timé. O termo, que pode ser traduzido como honrar, estimar ou dar valor, estava intrinsecamente vinculado à identidade de uma pessoa na sociedade. Ao sacrificar tudo por Jasão (não vamos discutir aqui se abrir mão de tudo por alguém é burrice ou amor...), ela esperava que seu homem a valorizasse. Em vez disso, ele a trocou pela filha de Creonte.

De um lado, a decepção (“Aquele que era tudo para mim se tornou o mais pérfido dos homens”). De outro, o desterro social. Medeia não podia voltar para casa; estava desonrada. Naquele tempo, existia vergonha na cara.

Somando tudo, nasce uma vingança proporcional à sua desgraça. Como diria Chico Buarque ,“Já lhe dei meu corpo, minha alegria/Já estanquei meu sangue quando fervia/ Olha a voz que me resta/ Olha a veia que salta/ Olha a gota que falta/ (...) Deixe em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa/ E qualquer desatenção, faça não/ Pode ser a gota d'água”.

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Qualquer semelhança da obra de Eurípides com a programação do canal Investigação Discovery (“DNA criminoso”, “Amor assassino”, “Pecados mortais”, “Suspeito improvável”, “Crimes de primeira”, “Paixões perigosas”) não é coincidência ou ficção — é a tragédia da vida. 



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15 de mar de 2015

CAINDO NA REDE CORPORATIVA



O Clube Networking propõe derrubar mitos e conectar profissionais para a troca de experiências e práticas de gestão.



Fonte: Boa Chance

Você sabe o que é networking? A definição vai muito além da simples troca de cartões entre profissionais em eventos e palestras corporativas. É o que afirma o publicitário Maurício Cardoso, cofundador do Clube Networking, uma inciativa que busca derrubar mitos sobre o tema e conectar profissionais de diversas áreas para a troca de experiências e práticas de gestão.
- Ter um bom networking não é conhecer muita gente. É  conhecer uma pessoa com um problema e uma pessoa com a  solução e fazer a ponte entre elas - define.

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8 de mar de 2015

PERDÃO: PALAVRA TÃO PESADA E TÃO LEVE...

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7 de mar de 2015

EM BUSCA DO EQUILÍBRIO






Aliar o exercício profissional ao bem estar pessoal é fundamental para o sucesso da carreira e a manutenção da saúde

Via Texto
Fonte: Boa Chance

A rotina muitas vezes é pesada: começa às 8h da manhã e se estende até o final do dia, em meio à produção de relatórios, reuniões, tarefas inadiáveis, almoços de negócios e, em alguns casos, metas a bater. Após o expediente na empresa, as demandas continuam pelo celular, no trânsito e em casa, com o profissional se ocupando em responder e-mails pendentes. Quando, enfim, chega o momento de descanso, a insônia vem a reboque com toda força.

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