sábado, 26 de maio de 2012

Na violência sexual, silêncio é a atitude mais comum



Rosely Sayão - Colunista da Folha


Quando o assunto é bullying, fazemos o maior barulho. Reportagens, colunas, palestras, orientações, conselhos, livros e mais livros.


Acreditamos que adquirindo muita informação  a esse respeito, nossos filhos ficarão mais seguros. Já quando o assunto é violência  sexual contra crianças e adolescentes... Silêncio é o que fazemos.

domingo, 20 de maio de 2012

A liberdade do perdão


Um cliente pode chegar ao consultório trazendo sua espiiritualidade. Considero a espiritualidade uma das várias dimensões do ser humano. Na minha opinião, ignorá-la ou atribuir patologias sem ouvir detidamente o significado que tudo isso tem em sua vida, é empobrecer os dados para o entendimento e ajuda a este indivíduo que nos procura. Este texto dialoga explicitamente com a dimensão espiritual do homem. Mesmo sendo de uma abordagem diferente, é importante acolher outras visões de mundo, pois afinal, se ver como aprendiz na vida e na execução do seu ofício é um exercício nesta viagem no permanente estudo do comportamento humano. A Psicologia Transpessoal è uma visão ainda muito na contramão do que se pensa em termos da psicologia atual. Considero que estamos ainda muito longe de chegar a uma conclusão(?) sobre o funcionamento da psiquê humana, apesar dos avanços. Muito há ainda  a conhecer... Um ser humano de cada vez, um mundo sempre diferente.

Muito se fala sobre a necessidade do perdão dentro das concepções filosóficas cristãs, contudo, também se reconhece a dificuldade em exercê-lo, talvez porque ele nos venha sendo imposto como uma obrigação e não construído através de uma verdadeira conviccção.

Em minhas atividades profissionais tenho podido constatar como a sua falta limita as possibilidades de vida dos seres humanos, isso porque conflitos não resolvidos passam a ser referencial para a observação de novos conflitos, fazendo com que eles se tornem potencializados. Ou seja, se você não se libertou de um conflito passado, recente ou remoto, a chance de resolver satisfatoriamente novos conflitos se torna significativamente menor, pois a reação não elaborada quanto ao primeiro evento passa a alimentar reações cada vez mais fortes diante dos eventos subsequentes.

Afirmo com isso que, se você ainda guarda raiva contra alguém de algo passado, diante de um fato novo com outra pessoa que possivelmente não seria tão sgnificativo, você tenderá a potencializar o fato novo com as emoções reprimidas do passado.

sábado, 19 de maio de 2012

Vamos salvar o Planeta (e o nosso ego também)




Trouxe este texto por achar que o mesmo tem um modo inovador (pelo menos para mim) de tratar a questão ambiental. Além do texto saboroso, há uma ironia que vai direto em alguns conceitos que foram se enraizando no nosso cotidiano. É um bom exercício de reflexão.

Eugênio Bucci - Jornalista e professor da ESPM e da ECA-SP
Fonte: Revista ÉPOCA

Ai de nós humanos! Não somos mais o sal da Terra. Somos o Mal da Terra. Assim mesmo: Mal com M maiúsculo e Terra com T grande. À medida que se aproxima o Rio+20, a grande conferência internacional sobre o clima, natureza, desenvolvimento sustentável etc., que acontecerá no Rio de Janeiro em junho, mais e mais temos notícia da nossa malignidade planetária. Virou um bordão generalizado. Nós, esses 7 bilhões de falantes, andantes e errantes mortais, somos os culpados pela triste sina do nosso planeta.

Quem vem reforçando essa sentença, do alto da sua altíssima autoridade, é a Ciência (também com maiúscula). Há poucos dias, um grupo de estudos da Royal Society veio corroborar uma vez mais o veredicto afirmando que o planeta não será sustentável se a gente não tomar juízo. A população mundial deverá alcançar a marca de 10 bilhões ao final do século, o que segundo os pesquisadores, não é nada bom. Quanto mais gente, pior. Os cientistas recomendam a difusão em massa de contraceptivos, especialmente para os países menos desenvolvidos onde a turma parece seguir mais ao pé da letra aquela velha ordem: "Crescei e multiplicai-vos". Os países ricos também têm culpa. Neles o consumo excessivo, o desperdício de energia e a produção de lixo são a doença. Também aí, a inversão do quadro depende de nós. "Depende da vontade humana" afirma Jonh Sulston, coordenador do estudo da Royal Society, segundo noticiou a BBC no final de abril. Sulston, ganhador de Prêmio Nobel de Medicina em 2002, é otimista. "Não é algo predestinado, algo que esteja fora do controle da humanidade; está em nossas mãos".

NInguém aqui vai blasfemar contra a Ciência. Muito menos ironizá-la. Atualmente, não é deselegante caçoar das religiões, mas não é de bom-tom zombar da ciência. Seria quase um pecado mortal. Ademais, ninguém aqui há de ir contra a preservação do planeta qualquer que seja a motivação. Salvemo-lo. Tudo bem. Mesmo assim uma perguntinha, só uma, talvez seja cabível: essa tese de que a sobrevivência do planeta depende da vontade humana, bem será que não é um pouco, digamos, imodesta demais? Seríamos assim tão determinantes? Será que não existe, aí, mais que descobertas científicas, um pouco de ego ferido?

Vejamos. O amor próprio da humanidade anda sofrendo abalos. Até o século XVI, acreditávamos habitar o centro do Universo. Veio Copérnico e nos alertou que o centro era o Sol.  Até o século XIX, ninguém ousaria nos apontar como descendente dos macacos. Pois veio Darwin e provou que não éramos obra do sopro de Javé. Até o séc XX, jurávamos que nossa consciência, nossa razão soberana, governava  nossos atos até que Freud demonstrou que o ego não é senhor nem mesmo em sua própria morada. O ego ficou desmoralizado.

Foi então que essa palavra de ordem - Vamos salvar o planeta pessoal!  veio nos redimir. Ou melhor, veio nos trazer um breve alento, pois as evidências sobre a nossa desimportância andam mais enfáticas que nunca. Já sabemos que nem mesmo o astro rei é o centro do Universo. Aliás, o Universo não tem bem um centro, embora provavelmente tenha tido um princípio, há 13,8 bilhões de anos. Seu tamanho também ficou difícil de deduzir. Para alguns, ele teria exatos 13,8 bilhões de anos- luz de raio (pois se expandiria na velocidade da luz). Outros já confirmaram que ele tem uma extensão de 156 bilhões de anos- luz. De um jeito ou de outro, o peso do planeta Terra no meio disso é menos relevante que um peso de um grão de areia no deserto. Mesmo se a humanidade tivesse armamento para desintegrar a Terra, algo que ela não tem (suas bombas dariam conta de extinguir boa parte da vida na superfície de nosso grão de areia, e olhe lá), se o planeta inteiro sumisse de uma hora para outra, nada mudaria no Cosmo.

Por isso há um quê de megalomania, de onipotência nesse discurso salvacionista. Desde de que surgimos há algumas dezenas de anos, dependemos mortalmente do planeta. Agora, nos deleitamos em afirmar que ele que depende de nós. Talvez seja um recurso psíquico necessário: ao nos declaramos o Mal da Terra, abrimos o caminho para nos proclamarmos, em seguida a cura de Terra. Nada mal para quem andava tão por baixo. Um discurso egóico? Talvez. Mas se ele nos levar a uma vida mais harmoniosa, sigamos adiante. Viva a natureza! Abaixo os saquinhos plásticos! Todos à Rio +20!

domingo, 13 de maio de 2012

As armadilhas autoritárias - As experiências ditatoriais nos alerta para o horror do autoritarismo e da repressão. Mas é preciso estar atento para as formas menos explícitas de vigilância e opressão presentes também na democracia liberal


Por Daniel Rodrigues Aurélio - Bacharel em Sociologia Política, Pós Graduado em Globalização e Cultura pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e mestrando em Ciências Sociais pela Pontíficia Universidade Católica de São Paulo. Editor das revistas Conhecimento Prático Filosofia e Guias de Filosofia.

No início da graduação, os estudantes de Ciências Sociais são apresentados aos princípios reguladores da sociedade moderna. Segundo Emile Durkheim*, autor de as Regras do Método Sociológico, atos individuais são condicionados ao social - e os desvios provocam impactos na sua coesão. Essa era a busca durkheiniana pelas anomias presentes no corpo social, figura de linguagem extraída da biologia tão própria à tentativa de validar e institucionalizar a sociologia como uma ciência no final do século 19. Depois os calouros aprendem com a obra de Max Weber que o poder se exerce baseado nos instrumentos como o monopólio da violência legítima, um dos elementos da ordem institucional.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Você está pronto para o sucesso?




Andrea Pavlovitsch

Estou aqui sentada, no meio do meu feriado, assistindo o Luciano Huck dar uma entrevista para Fernanda Young na GNT. Ela diz que ele é considerado "mala" por algumas pessoas e ele responde, muito complacentemente "pois é, não dá pra agradar todo mundo, toda unanimidade é burra".

Ao mesmo tempo abro os meus e-mails e vejo um de crítica a um dos meus textos. Não vou falar sobre o que porque entraria em outras vertentes que não interessam, mas senti meu corpo gelar quando vi que se tratava de uma crítica. E sim, preciso aprender mais sobre isso.

domingo, 6 de maio de 2012

Tudo o que hoje preciso realmente saber, aprendi no Jardim de Infância

Por
Pedro Bial

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi:
1. Compartilhe tudo;
2. Jogue dentro das regras;
3. Não bata nos outros;
4. Coloque as coisas de volta onde pegou;
5. Arrume sua bagunça;
6. Não pegue as coisas dos outros;
7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
9. Dê descarga; (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11. Respeite o limite dos outros;
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros;
15. Dê a mão e fique junto;
16. Repare nas maravilhas da vida;
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

sábado, 5 de maio de 2012

Família e escola



Pais que participam da reunião, festas de confraternização, exposição de trabalhos e demais atividades pedagógicas oferecidas pela escola, demonstram para o seu filho o interesse por seu desenvolvimento.. O reconhecimento dos pais sobre as descobertas e realizações que acontecem no espaço escolar fortalece a autoestima da criança. A autoestima amplia o grau de confiança que ela tem em si mesma para enfrentar novos desafios, dominar novas habilidades e conquistar o seu lugar no grupo. Elogios como forma de reconhecimento, são importantes. Porém ações sempre têm maior valor do que palavras. Dedicar um tempo para ir a escola do seu filho é, sem dúvida, uma prova de amor. Sentindo-se amada e valorizada, a criança estará plenamente feliz e com vontade de aprender cada vez mais

Profa. Ana Maria de Andrade
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