Post do Dia

"LEVANTA, SACODE A POEIRA"!

27 de fev de 2011

Doença Mental - Uma visão

Na postagem anterior,falamos da importância de procurar ajuda psicológica como suporte temporário ao indivíduo que se encontra em crise ou buscando conhecer-se melhor, desmistificando essa procura como "incapacidade", "loucura".

Todavia, o sofrimento humano pode ter variados tipos de intensidade. O transtorno mental grave, na sua multiplicidade de causas, é uma "tonalidade forte" que envolve quem sofre, assim como quem convive com quem sofre - a família quase sempre não consegue lidar com o transtorno, o que acaba por afetar a todos.

Informação, troca de experiências ajudam a diminuir  a confusão e a solidão. Segue abaixo a divulgação de um curso gratuito a ser realizado no Instituto de Psiquiatria da UFRJ:


Instituto de Psiquiatria da UFRJ realiza curso para familiares de pacientes

Estão abertas as inscrições para o curso sobre transtornos mentais graves , como esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo e transtorno bipolar, oferecido exclusivamente para familiares de pacientes que sofrem dessas doenças. O curso é uma iniciativa do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub) e inclui uma posterior terapia em grupo. Com a disponibilidade de 50 vagas, os encontros ocorrerão aos sábados, de 10h às 12h, com previsão de início para maio/2011.

O curso faz parte de um programa coordenado pelo doutor Alexandre Keusen e pelo doutor Leonardo Palmeira, que pretendem oferecer diferentes cursos a cada semestre, dependendo da demanda. Para isso, no momento da inscrição será feito um cadastro, que deve ser realizado através do telefone (21) 2439-4269 (entrar em contato com a senhora Marismar). As inscrições estão abertas até o dia 29 de abril e passarão por uma triagem inicial e uma entrevista, para verificar se o candidato atende ao perfil do programa.

A inscrição, o curso e a terapia em grupo são gratuitos. Os encontros ocorrerão no IPUB, localizado na Av. Venceslau Brás, 71 – Fundos, Botafogo.



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24 de fev de 2011

Mitos da Psicologia


Ainda existem alguns mitos quando se fala na procura de um psicólogo, que podem inibir algumas pessoas de encontrar ajuda. Um dos mitos é que apenas as pessoas "malucas" ou muito perturbadas são seguidas por psicólogos. Mesmo alguns daqueles que optam por ultrapassar esse preconceito e procurar ajuda, têm tendência a esconder dos outros que estão a receber algum tipo de apoio ou acompanhamento psicoterapêutico.
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Em parte, isto acontece pela crença distorcida e generalizada de que devemos ser capazes de enfrentar tudo sozinhos e que qualquer sinal de fraqueza deve ser ocultado. Podemos cometer o erro de querer ir ao encontro das expectativas sociais, existindo a preocupação da opinião dos outros e demonstrando que somos a tempo inteiro pessoas optimistas, decididas, positivas e de sucesso. Mas a verdade, é que todas estas ideias não correspondem fielmente à realidade. Negar uma fraqueza pode ser o primeiro passo para intensificá-la, assim como achar que não precisamos dos outros pode tornar-se a evidência de que não conseguimos estar sozinhos.
Como seres humanos e não podendo fugir a essa condição, cabe-nos reconhecer que faz parte da nossa essência relacionarmo-nos com os outros e que não temos menor valor só porque em determinado momento podemos necessitar de ajuda psicológica. Muito pelo contrário, pois é indicador de que temos a coragem e força suficiente para expôr a nossas emoções e sentimentos e que estamos a ser honestos e verdadeiros connosco próprios.


Todos nós já passámos por momentos de crise e nessas alturas utilizamos os nossos recursos internos e externos para saber lidar com esses momentos. Nesse sentido, as pessoas que nos rodeiam, como a família e/ou os amigos têm um papel muito importante para o suporte social de que necessitamos e para o nosso bem-estar. Contudo, em determinadas situações é necessário recorrer a um técnico que tenha conhecimentos efectivos para contribuir para uma verdadeira ajuda especializada, que nem os amigos nem família poderão proporcionar.


Quando estamos doentes, não achamos que é uma fraqueza procurar um médico. Quando queremos emagrecer, não achamos que é uma fraqueza procurar um nutricionista. Quando queremos decorar a casa não achamos que é uma fraqueza procurar um decorador. Quando precisamos de apoio psicológico, será fraqueza procurar um psicólogo?

Fonte:http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1758921-mitos-na-psicologia

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Como está o sistema carcerário no Brasil? Podemos falar de ressocialização? Este assunto me diz respeito?

Psicologia

O seu castigo é esse:
Falar comigo quando chegar, Sentar na cadeira 
e me entrevistar,
Saber da minha vida e como será
O seu castigo é esse:
Me fazer perguntas
E saber como eu estou
Quais os meus problemas
A dor, o dilema
O que me apavorou.
O seu castigo é esse:
Formar idéias, mas sempre com as suas
Saber se eu minto,
Se a verdade é sua
E como será o meu amanhã.
O seu castigo é esse:
Parar, pensar dar seu parecer,
O que será que vai ser.
Será que o juiz também pensa o mesmo.

W. (21/08/2001)

Obs: Este texto cuja fonte é do Jornal do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro que "discute atuação do profissional no sistema penitenciário em meio à crescente preocupação pela realização dos exames criminológicos que ferem o código de ética da profissão e voltaram a ser permitidos com a suspensão da resolução que os proibia" -Janeiro/ fevereiro de 2011

O QUE É EXAME CRIMINOLÓGICO?


O Código Penal, criado em 1940, já mencionava o cumprimento de pena em três regimes (fechado, semi-aberto e aberto). Entretanto, não exigia o exame criminológico para a progressão do regime e era autorizado pelo juiz, mediante solicitação do próprio apenado, seu cônjuge ou ascendente, ou na falta desses dos descendentes, irmãos ou por inciativa de orgão para isso competente.
Diferentemente da progressão de regime, para o livramento condicional era exigido o exame de verificação da cessação de "periculosidade" feito pelos psiquiatras, como também provas de "bom comportamento durante a vida carcerária e aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto".
 Com a reforma da parte geral do CP, em 1984 (lei 7209, 11 julho de 1984) foi criada, concomitantemente, a Lei de Execução Penal (LEP, LEI 7210). A nova lei introduziu o "princípio da individualização da pena" e instituiu o "exame criminológico" no início do cumprimento da pena, para que a Comissão Técnica de Classificação (CTC) elaborasse o "programa individualizador da pena" com vistas a chamada "ressocialização". Portanto, o "exame de verificação de cessação da periculosidade (EVCP)" foi subistituído pelo "exame criminológico", mantendo assim a mesma lógica da periculosidade. O EVCP  passou a ser chamado do "exame de cessação de periculosidade" e aplicado apenas para os presos que cumpriam a "medida de segurança' ou seja que sofriam de transtorno mental, os considerados inimputáveis e internados para tratamento nos Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (antigos manicômios judiciários). No caso de presos comuns, ao chegar o prazo estabelecido pela LEP (lapso temporal), para solicitar a progressão de regime (pelo próprio preso, por advogado constituído ou pela defensoria pública) a LEP determina que deva ser verificado o "mérito do condenado", tal como expresso artigo 33 parágrafo segundo do novo CP. Este mérito é verificado por meio de " exame crimonológico", realizado pelo psicólogo, assistente social e psiquiatra, e pretende dizer se o preso cumpriu ou não o programa individualizador da pena e se está em condições de viver em liberdade sem voltar a cometer delitos.

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20 de fev de 2011

Marco regulatório e controle social dos meios de comunicação

O debate sobre comunicação no Brasil ainda parece ter muito a aprender com a experiência de construção democrática de políticas públicas via conselhos e conferências. Nesse campo qualquer ensaio de participação da sociedade em espaços de regulação ou, ainda pior, de debate sobre conteúdo, pode acabar pelas críticas que veem na regulação, uma tentativa de censura.

Para muitas organizações da sociedade civil, no entanto, criação de orgãos que possam iniciar um processo de regulamentação e participação social é justamente o que garante a liberdade de expressão. É o que avalia Roseane Bertolli, secretária de comunicação da CUT: "Quando você não delimita, quando você não regula, o próprio mercado regula. E ele regula a favor de quem é mais forte. Nesse caso, ele vai garantir o direito de liberdade de expressão somente a alguns grupos (que são inseridos no mercado), e não a todos", avaliou Roseane durante o Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias.

O evento foi promovido pelo governos federal em Brasília, no início de novembro. A realização  de um seminário com esse tema foi entendida como um avanço no processo de fortalecimento da democracia no país pelo Conselho Federal de Psicologia, pelos Conselhos Regionais e pelas 38 entidades da sociedade civil que divulgaram manifesto durante o evento. O texto defende a criação  de Conselhos Estaduais de Comunicação Social - em curso no Ceará, na Bahia, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro -, avaliados como oportunidade ímpar para experimentação de formas alternativas de participação da sociedade na gestão de políticas públicas de comunicação. " Entendemos que o comportamento de todos os atores sociais deva ser o de acompanhar atentamente essas experiências, fazendo as críticas cabíveis e aproveitando dali todo resultado que possa fortalecer a democracia no Brasil".

Destinado ao Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, o manifesto aponta a importância de "conjugar liberdade de imprensa com liberdade de expressão".

Marco Legal

No seminário, o Ministro Franklin Martins disse querer endereçar, ainda em 2010, anteprojeto de regulção do setor à presidente eleita Dilma Rousseff. " Nenhum grupo tem o poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa. Terá de ser feita. Pode ser num clima de enfrentamenteo ou de entendimento", disse. O jornal O Estado de São Paulo chamou o tom do ministro de "beligerante". Dias depois, o ministro defendeu a reestruturação do Ministério das Comunicações, para que ele possa cumprir o papel de formulador das políticas públicas na área de comunicações e telecomunicaçãos.

Também a deputada federal Luiza Erundina (PSB - SP) defendeu o debate sobre o novo marco regulatório para as comunicações no país. 'Se tiver vontade política do Congresso, numa nova legislatura, em parceria com o Poder executivo e com a sociedade civil organizada, poderemos, no menor tempo possível, rever, reorientar e reestruturar o marco legal das comunicações no Brasil", comenta Erundina. (Com informações da Tela Viva News).



O que é controle social?
Controle social é, até hoje, uma palavra polêmica, porque controle pode ser associado a repressão supressão de conflitos. No entanto, não foi esse sentido que a expressão se consolidou entre os movimentos sociais que lutam plea prossibilidade de incidir sobre a gestão de políticas públicas. Foi, de fato, como uma forma de contribuírem para o bom andamento do Estado, "orientando à Administração para que adote medidas que realmente atendam ao interesse público e, ao mesmo tempo, podem exercer controle sobre a ação do Estado, exigindo que o gestor público preste contas de sua atuação, conforme explica a página Portal da Transparência, do Governo Federal (http://www.portaldatransparencia.gov.br).
Espaços de controle público são, portanto canais de diálogo entre gestores e a população - diretamente ou representada por organizações da sociedade. Eles permitem que a democracia não fique restrita ao voto a cada quatro anos, mas seja consolidada também pelo acompanhamento, de perto, dos mandatos dos eleitos e das decisões administrativas que eles tomam. 


Fonte: http://www.pol.org.br 
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13 de fev de 2011

O Barco da Existência: aonde deve estar o timão?

Por David Viscott (o título é meu)


A pessoa que não compreende os sentimentos subjacentes às suas ações, na verdade, não se compreende a si mesma, de modo nenhum. Passa sua vida presa a um mundo cheio de cantos escuros, onde forças silenciosas - fora do seu controle - influenciam suas ações e a dirigem.

Nossos sentimentos definem a realidade mais diretamente e de modo mais complexo do que qualquer outra coisa. Nossos sentimentos definem o tempo: uma perda futura é encarada com receio. Um perda passada é experimentada como raiva. Nossos sentimentos condensam o mundo e tornam-no mais acessível para nós. Sem sentimentos o mundo é remoto.

A vida deve ser vivida no presente porque é só no presente que somos capazes de exercer qualquer controle sobre nossas vidas. Não podemos mudar nosso passado, o futuro está se formando continuamente no presente. Precisamos aprender a investir nossa energia no presente, onde ela nos trará mais benefícios. Se cuidarmos do presente com sinceridade, sem fingimento ou desculpas, o futuro cuidará de si mesmo.

Todas as criações do gênio humano e todos os atos de piedade ao longo dos séculos, se bem que evidenciem suas premissas, não mudam o fato de que o homem está sempre apegado a uma mente finita, num sistema infinito. Seu mais alto sentido, seu sentido criador, ainda que lhe tenha proporcionado algum indício de imortalidade, permitindo-lhe criar coisas cuja existência ultrapassa o homem, parece lhe ter oferecido pouco para achar o caminho pra percorrer o caminho entre suas limitações intelectuais e as forças infinitas que nele atuam. Talvez esse vazio possa ser preenchido. Talvez ninguém possa, verdadeiramente compeender o cosmo ou porque fomos feitos com consciência de nossa jornada nesse mesmo cosmo. Não obstante, estamos vivos porque sentimos a vida, e temos de cuidar de preservar os dons que nos tiverem sido concedidos.

Se não podemos entender o mundo maior, podemos podemos concentrar nossa atenção no mundo interior, o mundo dos sentimentos, e lá estabelecer uma ordem e uma compreensão. Se podemos sentir e sermos nós mesmos e permitirmos que nossos sentimentos fluam para onde eles parecem naturalmente inclinados, nós nos sentiremos melhor - sendo o melhor de nós mesmos.

Tavez esta, afinal de contas seja, a melhor aspiração que podemos ter: sermos o melhor de nós mesmos. Na liberdade de sermos o melhor de nós mesmos, poderemos permitir que os outros sejam tudo quanto quiserem ser. Assumimos a responsabilidade por nossas vidas, e atuaremos sobre nossos sentimentos, fazendo o que para nós parece ser direito, tomando decisões importantes em nossas vidas em função de nossos próprios interesses esclarecidos. Só depois que cada um de nós garante sua própria sobrevivência, que podemos com liberdade ajudar os outros de uma maneira não determinada por nossas necessidades. Raramente se percebe cobiça nas pessoas que a si mesma se completam.

Ser rico é não precisar de nada. É impossível adquirir tudo, se bem que algumas pessoas ainda o tentem; mas, lamentavelmente, pouquíssimas pessoas estão desejosas de assumir o risco de serem o melhor de si mesmas, para descobrirem quem realmente elas são e usarem seus sentimentos como o melhor guia nesta procura.

Cada um de nós tem o direito de levar à sério sua própria vida e descobrir qual o destino que a natureza  nos reservou. Se todos seguissem a sugestões da sua "voz" interior, o mundo mudaria para muito melhor. Assim também - desconfio - mudaria o mundo exterior.

Se cada um de nós usasse seus sentimentos como guia para percorrer o caminho para nos tornarmos o melhor de nós mesmos, pelo menos estaríamos no caminho da descoberta da realização em nossa própria vida, e o mundo maior começaria a ter sentido. A pessoa que não for compreensível para si mesma não pode esperar experimentar um mundo que tenha muito sentido.

Se cada pessoa seguisse seus sentimentos, encontraria a direção que realmente está procurando - sem dogma, culto, governo ou guru.

A luz que você está procurando é interior.
A luz é vida, é amor é você.
Ache-a, nutra-a, partilhe-a.
Procurá-la é participar do infinito.
























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9 de fev de 2011

Essa é pra pensar: a prática psicológica só é legítima se permite esse exercício

Sobre a Crença em Deus


Há muitas pessoas que crêem; milhões crêem em Deus e encontram consolo nisso. Em primeiro lugar por que credes? Credes porque isso vos dá satisfação, consolo e esperança; e dizeis que essas coisas dão sentido à vida.

Atualmente vossa crença tem muito pouca significação, porque credes e explorais, credes e matais, credes em um Deus universal e assassinai-vos uns aos outros. O rico também crê em Deus; explora impiedosamente, acumula dinheiro e depois manda construir uma igreja e se torna filantropo.

Os homens que lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima disseram que Deus os acompanhava; os que voavam da Inglaterra para destruir a Alemanha, diziam que Deus era seu co-piloto. Os ditadores, os primeiros ministros, os generais, os presidentes, todos falam de Deus e têm fé imensa em Deus. Estão prestando algum serviço, estão tornando melhor a vida do homem? As mesmas pessoas que dizem crer em Deus devastaram metade do mundo e o deixaram em completa miséria. A intolerância religiosa, dividindo os homens em fiéis em infiéis, conduz a guerras religiosas. Isso mostra o nosso estranho senso político.

Fonte: Krishnamurti - A primeira e a última liberdade  (Capítulo XVI "Sobre a Crença em Deus)
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6 de fev de 2011

O Conhecimento Essencial




Compreender nossos sentimentos é compreender nossa reação ao mundo que nos circunda. A responsabilidade por sua jornada através desse mundo está em suas mãos. Sempre esteve. Sempre estará.

A sociedade moderna nos envia duas mensagens conflitantes: confie em si mesmo, seja você mesmo, encarregue-se do seu próprio destino; conforme-se, aceite ojogo, seja um "bom" cidadão.

Ainda precisamos de algum espaço, de algum tempo, de alguma privacidade, de alguma paz nem que seja por alguns minutos diários. Precisamos de uma oportunidade para nos pormos em contato conosco mesmos, de ouvir nossos pensamentos, de prestar atenção a nossos sentimentos.

Fonte:  A linguagem dos sentimentos - David Viscott. Summus Editorial
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2 de fev de 2011

A máscara da alegria

Por Regina Bomfim

Transformar, resistir é um processo que exige "olhar de frente". Transformar, resistir à dor significa assumir que ela existe ao invés de dizer que ela não está presente. Assumir que a dor existe é meio caminho para superá-la.

Quando dizemos que a dor não está ali, optamos pela fuga - a fuga é uma transformação, uma capacidade de resistência "imaginária" que tem curta duração por não sobreviver ao teste de realidade das situações adversas diferentes ou semelhantes que aparecem. O engraçado é que a vida tem a capacidade de nos colocar em situações que mesmo tendo "cenários diferentes" se parecem entre si. É como o caso das mulheres que se dizem com "dedo podre" pra arranjar namorado, pois sempre aparecem uns "caras" que só estão por exemplo, interessados em sexo ou só o tipo "cafageste" que só quer se aproveitar do dinheiro. Quem nunca ouviu ou viveu uma situação onde a impressão que se tem é de andar em círculos?

Sair do sofrimento é uma habilidade a ser aprendida. E não é nada fácil. À medida que o indivíduo entender como "ele funciona", se sentirá capaz de abreviar cada vez mais sua permanência nesse lugar tenebroso, não porque é um herói, mas porque ao enfrentar e descobrir o seu ritmo de assimilação e enfrentamento da situação ganha uma resistência cada vez  maior baseada não na fuga ou na "obrigação de ser perfeito", mas na capacidade constante de aprender sobre si mesmo usando e aprimorando seus recursos.

Assumir as limitações é aceitar-se humano, percebendo que só tem valor a alegria que é legítima, porque foi "lapidada" pela inteligência do indivíduo. A alegria artificial é filha do autoengano pois se apoia na fuga em suas mais diversas formas - do grau ameno (mentiras, racionalizações etc) ao grau mais complexo (álcool, drogas ilícitas, uso abusivo de psicofármacos...). A presença da psicologia se faz no momento em que o indivíduo percebe-se no momento, fragilizado para levar adiante esse processo sozinho.

Transformar, resistir à dor é um desafio que essencialmente exige de nós humildade, uma palavra tão carregada de valores religiosos, mas que apenas representa a capacidade de reconhecermos os nossos limites para usarmos adequadamente nossas forças e enfrentarmos as diferentes situações que a vida nos convida a superar.

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