Post do Dia

"LEVANTA, SACODE A POEIRA"!

31 de jul de 2011

Por que a gente é assim?

Por Guilherme Coelho

Quem nunca questionou por que algumas pessoas pensam e agem de certa forma geralmente em momentos de total oposição aos nossos pensamentos e certezas? A questão é que essa pergunta é sempre feita em relação ao outro, àquele que não é igual a nós. Mas quando a pergunta é direcionada para o próprio umbigo: por que que a gente é assim?

Há dois anos junto com o escritor Arthur Dapieve e as equipes das produtoras Matizar e Novenove, vivo a aventura de pensar e produzir o projeto transmídia "Por que a gente é assim?", uma tentativa tão ousada quanto exaustiva de mapear os comportamentos e os valores dos brasileiros hoje.

Nosso ponto de partida conceitual foram conversas com professores e pensadores brasileiros em atividade hoje. Entre a bibliografia estudada estava o revelador livro. "A cabeça do Brasileiro", de Alberto Campos Almeida. E, para nos ajudar nessa navegação teórica, tantas vezes árida e abstrata, estabelecemos um conselho multidisciplinar com Regina Novaes, Jailson de Souza, Luciana Bezerra, Mozart Vitor Serra e Camila Pitanga.

Nossa proposta, a partir deste liquidificador de idéias foi ter três frentes de comunicação: mídia digital, televisão e teatro de rua - todos desenvolvidos num processo de criação colaborativa. No site do projeto e no Facebook, reunimos artigos e imagens de blogueiros e fotógrafos convidados a refletir sobre os temas Sexo, Autoridade, Fé e Preconceito, Consumo e Educação. Neste mês está no ar no Canal Futura a série de quatro programas onde reunimos debates, cenas de teatro de rua e curta-metragens desenvolvidos em conjunto com diretores de todo o Brasil.

Fomos então para as ruas fazer estas perguntas de forma indireta - no lugar do proselitismo, a idéia foi instigar. Em cidades do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, os grupos de teatro Timbre de Galo, Bagaceira e Artetude estarão até o fim do ano encenando peças que mostrando cenas cotidianas, tentam provocar o público. Enfim, uma grande bagunça midiática para esta discussão.

Mas afinal, por que a gente é assim? Para onde queremos ir com este Brasil? Quais legados queremos deixar como sociedade? Em alguns países como os Estados Unidos, esta discussão está mais articulada. É fácil reconhecer o individualismo como valores que norteiam o povo, e forma o espírito do país. Da mesma maneira, do outro lado do Atlântico, a França tem a exceção cultural, as diferenças e orgulhos regionais, a agricultura (e seu subsídio) e a gastronomia.

Por aqui talvez o único valor cristalizado nos últimos 50 anos (com orgulho ou desprezo) seja o "jeitinho brasileiro", a tal malandragem que resolve tudo - não sem consequências. No entanto é evidente que este Brasil está mudando - e em alguns aspectos, vertiginosamente.

No últimos 18 anos, desde o seminal ajuste fiscal de 1993 no governo Itamar Franco - início do Plano Real -, o Brasil se institucionalizou e mostrou que boa regulamentação é possível., além de absolutamente necessária. Hoje a implantação das UPPs no Rio é uma parte evidente e concreta disso.

Muito se tem falado - e o assunto é de extremo interesse e relevância - sobre a mudança demográfica que vivemos hoje com uma novo paradigma: nos tornamos um país majoritariamente de classe média. Mas o que quer e como se comporta a classe média? Com mais gente e mais consumo, como vamos solucionar os desafios de viver juntos em grandes cidades? Daremos, de fato, importância á inclusão via educação pública, ou manteremos um regime de "reserva de mercado" ao deixarmos grande parte da população alijada da educação de qualidade? Continuaremos fingindo que as pessoas não são discriminadas por conta da sua classe social, da sua origem demográfica e da cor da sua pele?

Enfim algumas perguntas que devemos nos fazer ao tentarmos trazer para o presente o país do futuro que acreditammos merecer. O que queremos de nós? Indagações urgentes, como um rock do Barão Vermelho.

Fonte: Jornal O GLOBO - Opinião p. 7 (21/07)
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30 de jul de 2011

Viver... Como tem sido para você?


"Muita coisa a gente faz, 
Seguindo o caminho que o mundo traçou,
Seguindo a cartilha que alguém ensinou
Seguindo a receita da vida normal,
Mas o que é vida afinal?
Será que é fazer o que o 'mestre mandou'?
É comer o pão que o diabo amassou?
perdendo da vida o que tem de melhor..."

(Letra da canção: Verdade Chinesa - Carlos Colla/Gilson)

Como tem sido construir a obra mais importante que é a sua Vida?  E as vezes que a Vida te convidou para traçar novas rotas? E as alegrias? As dores? Você tem cuidado bem de você mesmo? Há lugar para o carinho ou para a autocrítica severa quando se vê? Você se vê ou costuma fugir de si mesmo? Nada de respostas prontas. Quero apenas te provocar, me provocar...
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23 de jul de 2011

Motivação e Liderança: pelas palavras de quem faz



fonte imagem:dignow.org.br

Os desafios das organizações envolvem, de forma intensa, a capacidade de seus líderes em engajar pessoas, de forma que elas trabalhem com felicidade e qualidade. Eduardo Saggioro, sócio-diretor da Visagio Engenharia de Gestão e Flávio Guimarães, sócio-diretor da Radix Engenharia e Software. Radix e Visagio são empresas  de referência com relação ao ambiente de trabalho e que tem obtido crescimento devido ao seu estilo de gestão.

Segundo Alice Ferruccio, diretora de conteúdo da ABRH-RJ, a maioria das definições sobre Motivação foca nos fatores externos  que "são vernizes que descascam e perdem brilho rapidamente, além disso não conseguem mobilizar a pessoa para a sua verdadeira motivação".

Ele acredita que a melhor maneira de despertar a motivação das pessoas é ajudar o líder a se autoconhecer e aceitar que tem imperfeições. Assim ele estará mais apto a preparar seus liderados para que eles possam "caminhar em direção ao desenvolvimento intelectual e psicológico".

"Pense grande e faça pequeno"

Para Eduardo Saggioro um grande passo rumo à motivação de equipes segue a linha do "pense grande e faça pequeno", ou seja, o líder deve mostrar à equipe como suas atividades no dia a dia, mesmo que operacionais e repetitivas contribuem para que se alcance um objetivo maior. "Por isso, ele deve conhecer muito bem cada pessoa, ouvi-las a todo o momento e, quanto maior a senioridade dessa pessoa, interferir menos em suas atividades, focando em alinhar as frentes de trabalho à visão da organização.

"Confio mais em vocês do que vocês em vocês"

Coach é um caminho, mas criar desafios é a chave para muitos sucessos. Flávio Guimarães diz que gosta de estabelecer metas e dsafios para motivar. Mas para o valor da motivação ser duradouro, deve haver uma comunicação clara e transparente, sem rodeios e com extrema proximidade. "O líder não é apenas aquele que abre a porta da sua sala, mas o que sai da sala, transita pela empresa e disponibiliza seu tempo para as suas pessoas", esclarece ele, ao reforçar o valor de se compartilhar questões profissionais e pessoais.

Flávio diz que não aprecia os modismos de "líder disso ou daquilo outro". O importante, segundo ele, é aquele que está à frente passar aos demais a sua  experiência e se colocar disponível ao desbravar novos segmentos do negócio. "Costumo dizer aos meus colaboradores: confio mais em vocês do que vocês a vocês mesmos" conta. Quando Flávio demonstra este sentimento, seus líderes atuam, nas palavras deles "com mais confiança por ter a percepção clara de que podem ir em frente".


Fonte: Jornal O GLOBO - Caderno Boa Chance 10/07/2011 p.2
Obs: Este texto se refere a um seminário que já ocorreu(14/07). Para maiores informações sobre o interessante tema, veja o site da ABRH - Associação Brasileira de Recursos Humanos www.abrhrj.org.br


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17 de jul de 2011


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Beltrame adverte que UPPs estão numa encruzilhada

'Nada sobrevive só com segurança. É hora de investimentos sociais'.


Após a pacificação de 17* favelas cariocas, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, alerta que o sucesso do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) depende agora de investimentos maciços na área social e cobra o envolvimento de empresas e orgãos públicos. Sempre discreto, Beltrame atualmente se mostra angustiado e um pouco aborrecido: " Nada sobrevive só com segurança. Não será um policial com um fuzil na entrada de uma favela que vai segurar, se lá dentro as coisas não funcionarem. É hora de investimentos sociais", disse o secretário a ELENILCE BOTTARI e LIANE GONÇALVES. Beltrame admite estar cansado de esperar investimentos, mas garante que não vai "jogar a toalha".

Entrevista: José Mariano Beltrame
Quase como um ritual de batismo, ao assumir a Secretaria de Segurança do Rio, em 10 de janeiro de 2007, o delegado José Mariano Beltrame ouviu de empresários e de representantes de orgãos públicos de todas as esferas de governo um conhecido discurso: o de que a falta de segurança e a presença de grupos armados impediam investimentos sociais nas favelas cariocas. Hoje, 17* UPPs depois e diante da expectativa de 300 mil moradores das favelas pacificadas, ávidos por dignidade, é a vez de Beltrame reclamar. Mostrando uma angústia incomum para um homem normalmente fechado e se dizendo chateado com a demora na chegada de investimentos sociais e de infraestrutura às comunidades, o secretário falou ao O GLOBO sobre os objetivos do programa das Unidades de Polícia Pacificadora, anunciou novas metas para o próximo triênio e alertou para o problema da falta de participação da sociedade na inclusão das favelas:
- Nada sobrevive só com segurança. Não será um policial com um fuzil na entrada de uma favela que vai segurar, se lá dentro das comunidades as coisas não funcionarem. É hora de investimentos sociais.

O GLOBO: Que balanço o senhor faz das UPPs?
JOSÉ MARIANO BELTRAME: Embora as UPPs estejam agradando, eu tenho meus temores em relação ao pós- UPP. Aquilo a que efetivamente a UPP se presta nada mais é que proporcionar, viabilizar e chegada da dignidade ao cidadão. Essa é a razão da existência da UPP: criar um terreno fértil para a geração de dignidade. É isso que vai garantir o projeto e não apenas a presença da polícia.

O senhor não acredita então que as UPPs estejam garantidas?
BELTRAME: Se não houver investimentos maciços na dignidade dos cidadãos, na geração de perspectivas para aquelas pessoas, não digo que o programa vai dar errado, mas não é a polícia que vai garantir o sucesso de tudo isso. A UPP criou um ambiente para a sociedade começar a pagar a dívida que todos temos com essas àreas até então excluídas.

O senhor sempre está percorrendo as UPPs. Sente-se o administrador do programa?
BELTRAME: A gente cuida do projeto como se fosse um filho. O melhor feedback é ouvir os moradores dessas comunidades. As reportagens sobre UPPs são ótimas, mas é ainda melhor ouvir das pessoas frases assim: "secretário meu netinho vai fazer 2 anos. o senhor acredita que até agora ele não ouviu um só tiro?"

Que critérios têm de ser definidos para garantir o sucesso do projeto?
BELTRAME: Talvez a garantia de que essas comunidades vão passar a contar com luz, sistema de esgoto e água, além de coleta de lixo. O sucesso do projeto depende de investimentos maciços, e estes não estão sendo feitos na velocidade necessária.

O senhor se sente responsável pelas 300 mil pessoas beneficiadas diretamente pela pacificação. Isso lhe tira o sono?
BELTRAME: Isso me preocupa. A UPP mexe com o que há de mais valioso nas pessoas, que é a esperança. E a gente precisa ter senso de responsabilidade. Essas pessoas, com a chegada da polícia, podem começar a pensar que agora o Estado está presente ali. E esse Estado tem que se apresentar de forma mais palpável, de um jeito forte. É algo que me preocupa porque a gente está mexendo com o imaginário das pessoas. Isso não é brincadeira.

O senhor vive a angústia dessas pessoas que esperam por melhorias?
BELTRAME: Vivo. Eu vivo essa angústia. Vou lá nas comunidades e saio mal com certas coisas que vejo. Mas também saio muito gratificado por outras coisas, como o depoimento daquela avó a que me referi antes.

Essa falta de perspectiva prejudica seu trabalho?
BELTRAME: Eu acho que sim, porque as pessoas passam a ver na construção da esperança aquele homem fardado. E só. É naquele que as pessoas vão. Então começam a perguntar ao capitão por serviços que são da Cedae, da Light, da CET-Rio. Hoje, por exemplo, eu tenho policiais que, mesmo estando de serviço, dão aula de esportes. Eu apoio essa iniciativa, porque não vou deixar as crianças sem esporte. Mas gostaria que o responsável por esse setor assumisse essa tarefa, me liberando dois ou três policiais para exercerem a sua função.

Mas o senhor não conta com a parceria de empresários?
BELTRAME: Tenho grandes parceiros como a OGX, do Eike Batista, tenho a Firjan e a Light. As suas ações são visíveis nessas comunidades. Eu posso estar cometendo uma injustiça, mas agora tudo é Complexo do Alemão, onde não há UPP*. Eu gostaria que tudo que está acontecendo no Alemão ocorresse nas comunidades com UPPs na Tijuca e outros bairros. Mas foi tudo para o Alemão. Até banco já abriram lá. Poderiam abrir no Morro dos Macacos, no Salgueiro.

O senhor pede ajuda ao governador Sérgio Cabral, reclama com ele?
BELTRAME: Peço, reclamo. O governador liga para essas pessoas, para os secretários, é um parceiro meu.

Na UPP Social, o que o senhor considera mais urgente?
BELTRAME: Eu não gosto do nome UPP Social. UPP é UPP. Falaram em alguma entrevista e colou, mas sou contra, porque a UPP não é social, ela proporciona o social, permite que o social aconteça. Além disso, se a UPP Social começar a não acontecer, pode me levar junto. E eu não quero isso.

O senhor teme pela sobrevivência do projeto se não houver a participação de outros setores?
BELTRAME: Eu acho que nada sobrevive só com segurança. Não será um policial com um fuzil na entrada de uma favela que vai segurar, se lá dentro das comunidades as coisas não funcionarem. É hora de investimentos sociais. Quando me pergunto o que podem fazer, eu digo: vá lá e veja. Pode entrar, pode visitar. Uma pessoa sozinha talvez não consiga fazer muito, mas se houver outras... Posso estar enganado, mas acho que o ambiente que nós temos hoje permite que a gente pense grande.

Em algum momento o senhor pensou em abandonar o cargo?
BELTRAME: Nunca pensei, a gente tem proposta. Eu achava que no fim do ano era o momento em que poderíamos sair. Digo poderíamos porque não estou sozinho. Isso talvez fosse bom pra mim, José Mariano. Mas temos projetos. Sair seria uma coisa egoísta. Não vou jogar a toalha. Eu brigo muito, mas isso desgasta.

O Estado não poderia dar incentivos a empresas que quisessem investir maciçamente nas comunidades?
BELTRAME: Acho que você precisa perguntar isso ao Villela (o secretário estadual de Fazenda, Renato Villela). Acho que já viram o resultado da política de segurança na saúde pública. Na medida em que as pessoas dão menos tiros, há menos mortos e menos feridos (atendidos nas emergências dos hospitais). A rede hoteleira às vezes me acena, dizendo que o resultado é fantástico.

O senhor acha então que, se a prefeitura ou os empresários não colaborarem, o projeto das UPPs ficará capenga?
BELTRAME: O que eu quero é fomentar o programa, para que ele decole definitivamente. Acho que quanto menos dignidade tiver o cidadão, mais difícil será. Você pode fazer um cinturão de policiais para manter a ordem, mas também não é isso que a sociedade quer.

E a vida pessoal como fica?
BELTRAME: Eu não tenho tempo para eles (mulher e filhos). Hoje, o meu programa preferido, que já é difícil, é ficar em casa dormindo. Mas fico muito feliz de ir à rua e as pessoas me cumprimentarem. Eu sou muito agradecido.

Quais as próximas metas?
BELTRAME: Trabalhar firme em cima dos desvios de conduta, da corrupção. Investir ainda em tecnologia, educação e capacitação que são tão difíceis. Estudar como realizar ocupações como a do Alemão, como fazer UPPs. E abri os currículos,  ver quem são os professores, rever com eles disciplina por disciplina. Vamos rever tudo, os cursos de formação de praças, de oficiais, delegados, de inspetores.

Até alguns anos atrás, a polícia pagava a informantes com materiais apreendidos em operações. Essa polícia está mudando?
BELTRAME: Talvez esse não seja um trabalho para um secretário. Mas nesse sentido as UPPs também me empolgam. Durante mais de 40 anos, nossas polícia era de entrar e sair das comunidades, com três faccções criminosas brigando entre si e com a polícia. E o que aconteceu? Acabamos tendo, ao longo de décadas, uma polícia para fazer guerra e não para prestar serviços. Agora nós já temos um polícia prestadora de serviços.

Fonte: Jornal O GLOBO, Primeiro Caderno RIO pág 18 (29/05/2011)

Obs: *Pelo tempo da matéria, ocorreram modificações nos números. Além da entrevista também havia a exibição de estatísticas que, pelo mesmo motivo, optamos por não registrar. Os interessados em obter as informações na íntegra consultar o site www.oglobo.com.br.

O secretário de Segurança acenou com uma questão muito importante que pouco tem sido discutida que é a contrapartida social que deve estar acompanhada das iniciativas inegavelmente positivas das UPPs. Isso muito pouco é falado. Será que isto nos diz respeito como pessoas que não habitam nestes locais? Será que apenas é satisfatório não ter mais os tiros ouvidos de quem mora perto destes locais? As pessoas que moram nestes locais costumam achar ótimo ter as UPPs na sua comunidade, mas será que  não desejam mais? Tantas noticias permanecem algum tempo em destaque e depois caem no esquecimento.  


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16 de jul de 2011

Texto: Paulo Freire. Pedagogia da Esperança. Rio de Janeiro.Paz e Terra, 1992, p. 47-49





" Minha experiência vinha me ensinando que o educando precisa de se assumir como tal, mas assumir-se como educando significa reconhecer-se como sujeito que é capaz de conhecer e que quer conhecer em relação com outro sujeito capaz de conhecer, o educador e, entre os dois, possibilitando a tarefa de ambos, o objeto do conhecimento. Ensinar e aprender são momentos de um processo maior, o de conhecer, que implica re-conhecer. No fundo, o que eu quero dizer é que o educando se torna realmente educando quando a medida que conhece ou vai conhecendo os conteúdos, os objetos cognoscíveis, e não à medida que o educador vai depositando nele a descrição dos objetos, ou dos conteúdos.

O educando se reconhece conhecendo os objetos, descobrindo que é capaz de conhecer, assistindo à imersão dos significados em cujo processo se vai tornando também significador crítico. Mais do que ser educando por causa de uma razão qualquer, o educando precisa tornar-se educando assumindo-se sujeito cognoscente e não como incidência do discurso do educador. Nisso é que reside, em última análise, a grande importância do ato de ensinar. Entre outros ângulos, este é um que distingue uma educadora ou educador progressivista de seu colega reacionário.

" Muito bem", disse em resposta à intervenção do camponês. "Aceito que eu sei e vocês não sabem. De qualquer forma, gostaria de lhes propor um jogo que, para funcionar bem, exige de nós absoluta lealdade. Vou dividir o quadro negro em dois pedaços, em que irei registrando, do meu lado e do lado de vocês, os gols que faremos eu, em vocês; vocês em mim. O jogo consiste em cada um perguntar algo ao outro. Se o perguntado não sabe responder, é gol do perguntador. Começarei o jogo fazendo uma primeira pergunta a vocês".

A essa altura, precisamente porque assumira o "momento" do grupo, o clima era mais vivo que quando começamos, antes do silêncio.

Primeira pergunta?
- O que significa maiêutica socrática?
Gargalhada geral e eu registrei meu primeiro gol.
- Agora cabe a vocês fazer a pergunta a mim - disse.
Houve uns cochichos e um deles lançou a questão:
- Que é curva de nível?
Não soube responder. Registrei um a um
- Qual a importância de Hegel no pensamento de Marx?
Dois a um.
- Para que serve a colagem do solo?
Dois a dois.
Que é um verbo intransitivo?
Três a dois.
Que relação há entre curva de nível e erosão?
Três a três.
Que significa epistemologia?
Quatro a três.
- O que é adubação verde?
Quatro a quatro.

Assim sucessivamente até chegarmos a dez a dez.

Ao me despedir deles lhes fiz uma sugestão: "pensem no que houve esta tarde aqui. Vocês começaram discutindo muito bem comigo. Em certo momento ficaram silenciosos e disseram que só eu poderia falar porque só eu sabia e vocês não. Fizemos um jogo sobre saberes e empatamos dez a dez. Eu sabia dez coisas que vocês não sabiam e vocês sabiam dez coisas que eu não sabia. Pensem sobre isto".
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14 de jul de 2011

A quem possa ser útil


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10 de jul de 2011



Educação do Homem Integral 

Hubert Rohden 

O problema paradoxal da educação é abordado neste livro de maneira verdadeira e total. Seu autor, o filósofo e educador contemporâneo HUBERT ROHDEN, apoiado em sua ampla experiência, nos apresenta um livro informativo, formativo e transformativo. A essência do livro reside no conceito de que ninguém pode educar ninguém: alguém somente pode educar-se a si mesmo.

Pra ROHDEN, aquilo que hoje em dia se chama educação é, quase sempre, mera instrução, e ele enfatiza que a instrução se refere aos objetivos: a educação visa o sujeito.

É certamente necessário que o homem seja instruído – mas não é suficiente. Para ser instruído basta colher certa soma de conhecimentos exatos sobre diversos objetos que o homem possui ou procura possuir – mas, para ser educado, é necessário que dentro de seu próprio sujeito, realize as qualidades que perfazem o seu verdadeiro Eu. Descobrir fatos fora de nós é instrução – realizar valores dentro de nós é educação.

O problema da educação culmina, logicamente, no problema da auto-realização do homem. Para que alguém seja verdadeiramente educador não basta estudar esta psicologia periférica e superficial que vem exposta na maior parte dos nossos compêndios – é necessário que desça à sabedoria abismal de seu próprio EU, aos mais profundos abismos da sua natureza humana, daquilo que ele "é", e não apenas daquilo que ele "tem".

Já sabemos que o homem é muito mais aquilo que pode vir a ser e deseja ser do que aquilo que é no plano histórico da sua vida.

Textualmente diz ROHDEN: "O que o Mestre fez, e o que todo mestre pode e deve fazer é mostrar o caminho no qual o discípulo se pode autoeducar. Mas nenhum meste tem certeza de que seu discípulo siga esse caminho. O livre-arbítrio do homem é uma fortaleza inexpugnável, cujas portas não abrem para fora, mas somente para dentro."

Homem, procura ser no teu externo aquilo que és no teu interno ser. Existencializa humanamente a tua divina essência – e serás ótimo educador, por seres plenamente educado.

Auto educação é auto-realização.

Extraído do Livro Educação do Homem Integral HUBERT ROHDEN

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9 de jul de 2011


 

Cultura Zero
Ruy Castro

RIO DE JANEIRO. Imagine uma cidade sem cinema, biblioteca ou livraria. Não é difícil, esta é mais ou menos a regra. Bem, se tal cidade existe também não terá um teatro e muito menos um museu. Talvez nem mesmo um jornal, semanal que seja. Muitas não têm nada disso e, apesar de todo o prestígio da música popular, também não contam com uma casa de shows, loja de discos, nem pensar.

Donde essas cidades são habitadas por pessoas que nunca assistiram a um filme ou peça de teatro. Espetáculo de dança, esqueça. Nunca ouviram um concerto, nunca viram um quadro ou escultura importante e, bem provável, nunca leram um livro que não fosse o da lição. Da mesma forma, nunca recitaram ou ouviram um poema, não sabem o que é ópera e os cantores que conhecem é por ouvir falar.

Há muitas cidades assim no Brasil. E não pense que sejam burgos perdidos no sertão ou no meio da selva amazônica. Alguns são bem conhecidas pelo nome e ficam em estados prósperos e orgulhosos, mais perto de nós do que imaginam. São dados do IBGE, colhidos no último recenseamento, não muito difíceis de consultar.

O que não falta nessas cidades é televisão – porque 95% dos lares brasileiros têm pelo menos um aparelho. As não é bom para ninguém, nem para a televisão, que ela seja o único contato das pessoas com o mundo. Claro que não demora muito, todas terão internet e, quando isso acontecer, dar-se-à o fenômeno de cidades que passaram da cultura zero para o universo digital, onde supostamente cabe tudo, sem o estágio intermediário, milenar da cultura analógica.

Essas cidades podem ser zero em cultura, mas têm prefeitura, câmara municipal. E em época de eleição candidatos a deputados, governador e talvez presidente devem aparecer por lá, com grande cara de pau. Interessante país, este que estamos formando.
FONTE: Folha de São Paulo 04/07 – Editoriais p.A2
fonte imagem: brasilcultura.com.br

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3 de jul de 2011

A Mágoa e o Ressentimento

Por Regina Bomfim
Há acontecimentos em nossas vidas que deixam marcas, como cicatrizes alojadas na alma... Aquilo fica ali, guardado e a vida segue seu rumo. Ou pensamos que a vida segue. É uma pessoa ou situação que consideramos injusta, como uma palavra agressiva; um amor que se foi numa hora quando parecia tudo perfeito, para sempre e o "pra sempre, sempre acaba", como dizia na canção de Renato Russo; um amigo, um colega de trabalho querido e considerado de confiança, "te puxa o tapete", quando pessoas consideradas afetivamente essenciais não te dão crédito... São cenas carregadas de emoção que ficam armazenadas na nossa mente como um filme. E por mais que a vida caminhe, estas cenas estarão de algum modo presentes em situações semelhantes que acabam acontecendo.

Falo da mágoa e do ressentimento mesmo sem que percebamos à primeira vista, faz com que nossa existência se pareça em alguns momentos como um CD arranhado. Muito engraçado os mecanismos da vida, repare bem! Ou seja, o "cenário" é diferente mas as situações se repetem de algum modo. É o nosso círculo vicioso emocional.

Um momento de muita felicidade pode gerar cenas boas capazes de nos sustentar em situações adversas, mas podem nos aprisionar na negação de enfrentar outras realidades não necessariamente dolorosas que podem ser úteis, até mesmo para que a vida nos apresente outros cenários.

A aprisionar, prisão, apego. Mágoa, ressentimento e todo sentimento que tira da vida sua essencial força dinâmica e transformadora é prisão. Somos nós funcionando no mundo com uma energia aquém das nossas reais possibilidades. Quando aprisionamos concentramos nossa energia vital num ponto, deixando outros setores da vida sem abastecimento. São algemas que colocamos na nossa alma sem perceber.

Estou aqui para falar destes sentimentos socialmente vistos como negativos não para provocar um sentimento de culpa e autodepreciação. Escrevo como alguém que busca resignificar estes sentimentos em mim mesma, sem buscar concluir nada, sem querer me mostrar nobre, mas fazer um convite para que possamos ousar olhar para a nossa "sombra". Todo mundo tem a sua.

Vejo cada vez mais que a vida é uma experiência que exige de nós um vigor e quanto mais buscamos a leveza de ser nós mesmos na nossa luz e sombra, pode ir ficando mais fácil aprender a trafegar entre as flores e espinhos que no fundo acabam por nos ensinar algo.
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2 de jul de 2011

A Mulher Maravilha





Fonte da imagem: mulheresmodernasonline.blogspot.com


Só ela pode corresponder a tantas demandas

Por Magdalena Ramos*

Entre tantas demandas como a mulher encontra equilíbrio? Não encontra. Estamos falando, especialmente, de uma mulher com filhos pequenos e que trabalha fora de casa.

Costumo opinar que a mulher está se transformando na "Mulher Maravilha", que tem de ser boa em tudo em tudo: ótima mãe, ótima esposa, ótima dona de casa e ótima profissional. Só a Mulher Maravilha pode corresponde a tantas demandas. Essa alta expectativa que a própria mulher exige de si mesma e que, de alguma maneira, também ocorre por parte da sua família, acarreta um estado de permanente culpa. Ela vive com sua conta no vermelho, sempre está devendo para algum setor da sua atribulada vida: no trabalho, pensa que deveria estar com seu filho; quando está com o filho, sente estar desatendendo o marido; quando está com o marido e com o filho, lembra-se do trabalho que trouxe para terminar em casa e que não consegue fazer. Todas essas exigências deixam-na ansiosa e angustiada, em um estado emocional que se reflete em todo o seu comportamento.

E qual o tempo para ela? Luta com sua falta de tempo, que a faz sentir-se como não existindo, dado que suas necessidades individuais passam para o último plano, quase nunca são atendidas, já que só pode dar conta das demandas externas. Dentro desse panorama, seu lazer se compromete e o espaço da relação do casal, perturba-se.

Em relação á sobrecarga, outro ponto importante a se considerar é fato de que nas gerações passadas, quando a mulher saiu para conquistar o mercado de trabalho, o objetivo primordial era poder liberar-se, sentir-se útil fora do lar e ganhar algum dinheiro. Hoje como ressabio desse movimento, observamos ainda que em alguns lugares, tenha de se esforçar para provar ser tão competente quanto o homem e ganhar respeito profissional.

Por outro lado, na atualidade, uma parte importante das mulheres quer triunfar, não somente trabalhar. Quer sentir que pode alcançar um lugar de destaque na tarefa desempenhada, especialmente no caso de mulheres profissionais. Esse desejo quando atingido, permite que elas se sintam realizadas e aumentem sua autoestima. Também se sentem mais prestigiadas tanto perante seu companheiro como socialmente. Porém às vezes quando a mulher atinge seu desejo, atira em seu próprio pé. Isto porque frequentemente o êxito profissional acarreta mais dinheiro. Às vezes, ela até alcança sozinha sustentar a casa quando o marido está com dificuldades. Quando ocorre essa troca de papéis, configura-se uma difícil situação, porque também para ele não é fácil renunciar a seu papel ancestral de provedor familiar. Observamos condutas ambivalentes por parte dos homens em relação ao êxito de suas esposas: por um lado estimulam e gostam realmente que sejam bem-sucedidas; por outro, sentem inveja por não estarem nesse lugar de destaque. Nessas circunstâncias, a mulher tem de se confrontar com mais uma situação conflitiva que a angustia.

Acrescenta-se a essa complexa situação para a mulher, o fato de vivermos numa sociedade cruel, regida pela velocidade e pelo exagerado valor dado ao êxito, na qual também não se aceitam de bom grado, as diferenças e as peculiaridades de cada pessoa. Não existe espaço para as diferenças. Estamos movidos por padrões rígidos de beleza e de comportamento. A mulher, em especial, é avaliada por esses quesitos.

Estamos sempre prontos a julgar rigidamente  a quem saiu da linha e, para realizar essa avaliação, não reparamos nem no contexto, nem na história, muito menos nas condições que levaram uma mulher a ter este ou aquele comportamento. Por essa razão, assistimos perplexos a fatos absurdos que acompanhamos pela mídia, como o caso do casal que não podendo engravidar e desejando ter filhos, recorreu a um processo de fertilização artificial. Quando consegue dar a luz a três filhos, resolve dar um dos bebês em adoção. Esse casal foi literalmente "apedrejado em praça pública", sem que considerassem as verdadeiras causas motivadoras desse comportamento. Quero esclarecer que não estou justificando tal conduta, simplesmente convidando para analisar mais profundamente o caso. Será que esse casal não se considerou incapaz de corresponder a tantas demandas, que a mulher pensou ser melhor cuidar bem de duas crianças, em vez de precisar dividir sua atenção por três bebês? Reagiu  como "tomada" por um instinto animal , querendo se desfazer do mais fraco? A conduta foi motivada porque não tinha condições econômicas/ Ficaram presos a um desejo formatado, em que, em seu imaginário entravam só dois filhos? Para resolver de vez todas essas questões e várias outras, entra uma juíza e decide puni-los, determinando não terem condições de serem pais e pronto. Podemos concluir que nos deixa perplexos, tanto os fatos como os seus desdobramentos.

Voltemos a mulher e às suas sobrecargas, para observar como pode ser abreviada.

Um fato que conspira contra a possível ajuda que a mulher poderia ter por parte do marido e os lugares de homem e mulher não estarem bem definidos. Como a mulher ancestralmente sempre foi a dona de casa e "dona' dos filhos, ela mesma tem dificuldade para renunciar a esse papel.

Faz um tempo, atendi a um casal cuja  mulher se queixava de não ter tempo para nada, e de o marido não ajudá-la nas tarefas do lar. Como resposta, o marido falou: "Cansei de sentir-me incapaz, tudo o que eu fazia estava errado. Eu preparava a sacola das crianças para viajar e ela a fazia novamente, porque eu não tinha reparado em colocar os conjuntos com as cores combinando. Quando levo meu filho ao parque e no dia seguinte está resfriado, sem dúvida será minha culpa por não ter cuidado para que ele não se molhasse.

Ao pedir auxílio ou delegar funções é necessário ter clareza de que a outra pessoa realizará o pedido de acordo com seu próprio critério tem de se ter abertura e paciência para se aceitar a diferença de comportamento. Às vezes a mulher gostaria que o marido atuasse como clone dela. É importante que ela aprenda a delegar e pedir  ajuda e o homem a carregar suas baterias, a pôr a mão na massa e a compreender que também ele precisa cuidar da família que construiu.

A mulher é a ponte entre pai e os filhos, é ela que ensinará a seu parceiro o caminho das pedras. O marido tem de se dispor a aprender, porque de fato, ela tem maior sensibilidade e experiência com os filhos. Assim como a mulher teve de percorrer um longo caminho para se adaptar ao mundo de fora, ele precisa aprender a conviver com sua família.

Felizmente o homem agora está aceitando e, cada vez mais, participando do mundo familiar, porém necessita de ver de que forma se fazer presente. Frequentemente observo que quando ajuda com a casa ou com o filho, pensa estar ajudando a sua mulher. Sente-se, dessa forma, um bom marido e espera recompensa, por colaborar e aliviar a carga de sua esposa. Não fica claro que, neste caso, está apenas dividindo as tarefas do lar, da mesma forma que a mulher divide os encargos das contas de casa.

Para aliviar a carga é evidente que a mulher deveria ter menos exigências e aceitar ajuda. Quando ela adota  uma postura autoritária e desqualificadora, o homem se afasta e entra facilmente em seu mundo masculino, eximindo-se de sua responsabilidade de pai e marido. A família perde uma grande chance de aprendizagem. O casal se desentenderá e o filho perderá a oportunidade de ficar mais perto do pai.

Falta tempo ainda neste mundo novo, para acertar os ponteiros entre o homem e a mulher e saber quem tem que fazer o quê e quando: estamos percorrendo uma etapa de adaptação aos novos papéis e funções:
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* Psicoterapeuta de casal e família e Supervisora de Família na Clínica de Anorexia e Bulimia do Instituto Sedes Sapientiae. Autora do livro Introdução à Terapia Familiar (Editora Claridade).

Fonte: Revista Brasileiros - Maio 2011 pág 74 e 75


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