16 de jul de 2018

O SILÊNCIO E A MULHER




As mulheres durante anos foram colocadas num lugar de silêncio imposto - o silêncio para não incomodar, o silêncio para não magoar... Afinal, a mulher deve ser alguém para zelar pelo bem estar de todos, alguém que deve sempre em seu agir utilizar métodos indiretos, "contornar' para não... Há tantos para não...

Esta característica está também presente em relacionamentos, onde certos assuntos não podem ser falados e quando se percebe a relação fica "engessada" e tudo vira tabu. A mulher no contexto familiar, ainda é vista como a guardiã da harmonia psíquica familiar, deve cuidar de todos. Sempre para o bem de todos.

Há mulheres não maternais que foram criadas como "um igual" ou que em algum momento recusaram este papel são exemplo de que pessoas são uma variação infinita de possibilidades. A mulher que é direta em seus posicionamentos ainda é vista com certa reserva, até como não feminina, apesar dos avanços. Vivemos momentos de atitudes afirmativas. Ainda é preciso afirmar.

Isso não quer dizer que as pessoas não devam ter o direito, mesmo num relacionamento, manter a privacidade sobre algum ponto considerado muito íntimo. Minha vida não é um livro 100% aberto. 

Há silêncios nas relações que são sustentados por supervalorizarem certas coisas, por expectativas de aborrecer pessoas... Quando tal assunto por algum motivo vem à tona nem causa tanto o problema que foi imaginado. Guardadas as devidas proporções (às vezes até igual) , certos silêncios são como o silêncio imposto pelo pedófilo. Há silêncios que podem ser muito tóxicos.

Cada um sabe daquilo que deve ou não revelar, mas vale refletir se alguns silêncios devem ser mantidos, pois romper certos silêncios pode trazer leveza, proximidade, confiança e clareza. E é bom quando o silêncio é rompido numa busca de respeito ao outro. Pode ser que não gostem, mesmo com todo cuidado. Faz parte. Sabe os gregos e troianos? 

Será que amar, a pretexto de 'viver em paz' cabe apenas concordar com o outro, ser e dizer somente o que a pessoa quer ouvir? Se os contratos verbais e não verbais de uma relação amorosa seja de que natureza for, não contiver "cláusulas" sujeitas à uma flexibilização fruto das mudanças naturais de cada ser humano, "atenção". Caminhar com alguém numa curta ou longa estrada é sempre se perguntar:  'vale a pena?' se a resposta for  sim, apesar de tudo, ok!



É importante deixar claro que aqui estamos nos referindo ao que é imposto a mulher. Se existe alegria e leveza em assumir esta posição nutridora no contexto de um relacionamento, mesmo nas piores horas, é sinal que foi uma decisão livre e merece todo respeito quem assim age.



 A violência nas relações que ainda acabam por sobrecarregar a mulher impedindo que outros aspectos do seu ser se manifestem, é repleto de sutilezas, de acontecimentos que se tornaram "naturais" em nossa cultura patriarcal. Não é só a violência física e sexual que é grave. É importante também incluir homens parceiros, abertos ao debate, a repensar conceitos. É preciso estar atento e forte!

Regina Bomfim

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9 de jul de 2018

COERÊNCIA E PERFEIÇÃO COMO ESCRAVIDÃO




Entre a coerência e a perfeição, a honestidade é a melhor opção. Que errar, voltar atrás, mudar de ideia, se arrepender não seja tortura, mas caminho.Pelo direito ao erro, mudar de ideia, voltar atrás não como tortura, mas como caminho, construção. Que todo direito no desenhar de nossa existência seja dado por nós mesmos.

Regina Bomfim
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8 de jul de 2018

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE INTEGRAL: PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE





Embora seja da área de saúde, não sou especialista, mas é sabido que fatores emocionais podem afetar, entre outros elementos, os índices de açúcar no sangue. Em certos momentos da minha vida, tive problemas relacionados com alimentação que me assustaram e fizeram com que repensasse certos hábitos alimentares, consultando nutricionistas e aprendendo um pouco sobre alimentos. Meu blog sempre teve essa conduta de colaborar na promoção e prevenção de saúde visando ao Ser Integral (corpo e alma juntos) e cada vez mais os tratamentos se mostram  buscando o olhar de vários profissionais. Seria ótimo e rico se algum especialista se manifestasse.





Açúcar, sal, farinha branca e gorduras em excesso têm causado muitos problemas de saúde e alguns deles são quase silenciosos.  Isso sem falar nos agrotóxicos, os produtos DIET, FIT, LIGHT que algumas vezes não são o que parecem e nos alimentos transgênicos.

Por serem pequenos, não terem uma linguagem mais simples e não sermos habituados, muitas vezes não lemos os rótulos dos alimentos. Quem se interessa pelo assunto por achar que somos não muito bem informados sobre aquilo que comemos, a ANVISA abriu uma consulta pública para que a sociedade opine sobre a rotulagem dos alimentos. É um questionário que, depois entendi, possuir diversos níveis e pode ser mais simples se optar por responder como cidadão, mas se for especialista é mais trabalhoso, aviso.

Para se manifestar vai até o dia 09/07 (já devia estar acontecendo há mais tempo - pouco divulgado). Ouvi no rádio a notícia creio, pela metade, fui pesquisar e respondi o questionário. Repito, é trabalhoso porque também busca a opinião de especialistas, mas quem se interessar... 

Transparência sempre é um aliado poderoso na tomada de decisões.

Regina Bomfim

Para facilitar, segue o link do assunto : http://portal.anvisa.gov.br/alimentos
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