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QUE NEM MARÉ

QUE NEM MARÉ
Pedir ajuda nem sempre é fácil. Assumir-se vulnerável por um momento difícil quase sempre é ir contra a maré de uma sociedade que prega o manter-se forte e motivado em momentos bons e ruins, mas negando que existem momentos ruins.Negar os momentos ruins é engolir o choro, como se chorar não fosse humano e por isso parte das emoções. Aí surgem os "sorrisos amarelos", os filtros para fabricar uma visão editada de si mesmo no mundo artificial de flashes, onde é preciso ser feliz e vitorioso.Pedir ajuda pode demorar um tempo muito tempo oi nunca, pode ser um gesto secreto, pode vir repleto de rodeios de se aproximar de leve e sumir. iPode vir no arroubo de coragem irrefletida, pode vir de aceitar o cansaço de uma vida que sente poderia ser melhor.Pedir ajuda é ir contra a maré social da valentia autosuficiente, é começar a perceber que viver pode e deve ser em essência estar na maré a favor de si mesmo Regina Bomfim

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ESTAR PARADO, ESTAR EM MOVIMENTO: CONFLITOS DA PANDEMIA

"Podemos estar aparentemente imóveis,mas continuamos brotando"Luiz Wachelke, diretor de arte

MADRUGADA DE SEXTA PARA SÁBADO 03/10: EU OUVI...

MADRUGADA DE SEXTA PARA SÁBADO 03/10: EU OUVI
Pela madrugada, insone, ouvi uma briga de casal muito violenta. Foi da janela meu prédio e o casal estava na rua.
Senti meu sangue gelar e aquela impotência que como mulher, ouso dizer que toda mulher em algum grau viveu. Deu um cansaço… Fiquei pensando na história que levou àquilo, nos tempos tão modernos com sentimentos e atitudes tão antigas…
Num certo momento "tudo se acalmou", elaconseguiu sair viva, pegar um táxi e ir para casa, depois de um tempo razoável de gritos de dor e discussões. Não deu pra ver.
Ela saiu, foi para casa, seu corpo dói e o seu coração com certeza bate forte. Ela se livrou, mas seu coração também sente raiva, quem sabe até de si mesma por tudo ainda ser assim.
Foi pra casa, tomou um banho e chorou muito? Foi dar queixa? Colocou a foto do "boy" nas redes e escreveu um longo texto?
Uma mulher sozinha na rua, alta madrugada? Foi uma ficada, um namoro, um programa? Uma mulher na rua, de madrugada? 
Fal…

OS INSTINTOS: INTUIÇÃO...

"Só uma palavra me devora. Aquela que meu coração não diz..."A cancão fala deste desencontro, desconsideração com os nossos instintos que por diversos motivos acontecem na vida.Regina Bomfim

RESPONSABILIDADES

HÁ MÚSICOS QUE TOCAM DE OUVIDO: PESSOAS DIVERSAS

HÁ MÚSICOS QUE TOCAM DE OUVIDO: TIPOS DE PESSOAS Há pessoas que têm um alto grau de disciplina e curiosidade sobre a Vida e sobre si mesmas, apesar de estarem em grande sofrimento ou não. São os que fazem música, poemas, criam histórias em livros, esculturas... São atores, músicos, meditam, fazem preces, botam o pé na areia... Estas pessoas estão aí, existem e nem precisam ser famosas e nem ligadas às artes.Todos somos artistas por criarmos o nosso Viver do que recebemos do mundo...Não é uma coisa muito rara conhecer uma pessoa que sozinha parou de fumar, abandonou as drogas e se libertou de comportamentos indesejáveis em si.Há pessoas que conseguem e outras não. E tudo bem para quem não consegue, pois há profissionais preparados para ajudar e é correto procurá-los sempre que precisar.É lindo descobrir em si formas saudáveis de se expressar, é lindo também perceber que precisa de ajuda. Sozinho ou com ajuda profissional, este sempre será o objetivo: gerenciar com cada vez mais qualida…

MORTE, VIDA E PANDEMIA

PANDEMIA:  VÁRIOS MEDOSMedo de pegar e vírus, medo de não poder dar apoio aos que amamos, medo de não conseguir pagar as contas... Todos em diferentes graus estão imersos numa ignorância do porvir e, por conseguinte, o medo dos sentimentos que vêm à mente sem permissão, antes sufocados pelo barulho dos dias antes corridos e que hoje tiram o sono.A MORTE COMO INCERTEZA Falar da morte não é fácil, apesar de desde sempre convivemos com o fato de não sabermos o dia da nossa morte.FALAR DA MORTE: MUDAR DE ASSUNTO?Falar da morte pode ser também falar da Vida - e isso não é aquela "saída pela tangente" frente a uma conversa  difícil. Perceber o quanto estas duas potências dialogam muito mais do que achamos serem opostas. A morte pode vir como pavor da extinção da Vida, por sentir ainda ter algo a realizar, mas a morte pode ser um exercício de perceber que a Vida merece de todos nós cuidado.Sempre me incomodou essa visão ocidental da morte como "derrota da vida"(como se co…