JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

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AHMAD MUSSAIN E O IMPERADOR


O imperador Mahmud El-Ghazna passeava um dia com o sábio Ahmad Mussain, que tinha reputação de ler pensamentos. O imperador vinha tentando que o sábio desse uma demonstração de sua capacidade diante dele. Como Ahmad se recusava fazer a sua vontade, Mahmud havia decidido recorrer a um ardil para que o sábio, sem o perceber, exercesse seus extraordinários dotes na sua presença.
- Ahmad - disse
- Que desejas, senhor?
- Qual o ofício do homem que está perto de nós?
- É um carpinteiro.
- Como se chama?
- Ahmad, como eu.
- Será que comeu alguma coisa doce recentemente?
- Sim, comeu
Chamaram o homem e ele confirmou o que o sábio tinha dito.


- Tu - disse o imperador - te recusaste a fazer demonstração dos teus poderes na minha presença. Percebeste que te forcei, sem que o notasses, a demonstrar tua capacidade e que o povo te transformaria num santo se eu contasse em público as revelações que me fizeste? Como é possível que continues ocultando a tua condição de sufi e pretendas passar por um homem qualquer?

- Admito que posso ler pensamentos - concordo Ahmad, - mas o povo não percebe quando faço isso. Minha dignidade e amor próprio não me permitem exercer esse dom com propósitos frívolos. Por isso meu segredo continua ignorado.

- Mas admites que agora mesmo acabas de usar teus poderes?
- Não, absolutamente, não.
- Então como pudeste responder minhas perguntas acertadamente?
- Facilmente, senhor. Quando me chamaste esse homem virou acabela, o que me indicou que seu nome era igual ao meu. Deduzi que era carpinteiro porque beste bosque só dirigiu o olhar para árvores aproveitáveis. E sei que acabava de comer alguma coisa doce porque vi que estava espantando abelhas que procurava pousar-lhe nos lábios. Lógica, senhor, nada de dons ocultos.

Fonte: Histórias da Tradição Sufi - Rio de Janeiro; Edições Dervish - Instituto Tarika, 1993.

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