JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

TANTA COISA...

Mudei por completo o rumo da postagem programada para trazer um texto de uma pessoa linda e talentosa (ela tem muitos textos lindos) com seu estilo confessional -

 rock n´ roll de quem descobre a vida nos seus frescos 19 anos, mas que esbanja maturidade e  sensibilidade. Quem disse que a madrinha não pode aprender com a afilhada? Amor... Seu texto pode ajudar pessoas que se sentem do mesmo modo. Quem nunca?


Acabou o Carnaval, mas sempre existe no ar a cansativa obrigação de "ter que ser feliz" sempre. Não, não é preciso ser sempre assim. Todos os sentimentos são importantes e merecem ser vividos. A lágrima não precisa ser escondida nem a dor sufocada. Estes momentos podem ser vividos com intensidade porque tudo é matéria prima da construção única que somos. Compreender, mergulhar nas emoções, é tirar delas, a seu tempo, as lições que certamente trarão força e lucidez.  E isso também pode significar a possibilidade de pedir uma ajuda profissional.







Por Mariana Vilella
E se, de repente, a melancolia quiser me fazer companhia? Isto faz parte da vida e nem é a parte mais importante. Eu posso lidar com todas estas emoções desde que aprendi a identificá-las e me aprofundar nelas sem que isto me doa, mas que me humanize, me torne mais humilde e me aprimore para que eu seja uma pessoa boa.E se, de repente, eu tivesse planejado um dia de absoluta alegria?Ótima oportunidade para aprender que não tenho o controle de nada e que sentimentos surgem, às vezes, sem motivo, sem rosto, sem réus, sem antecipar suas pegadas.Então, nestes instantes, me resta observar, já que me permito mergulhar nos extremos para só depois fazer minhas escolhas. Eu não temo a vida, eu a tenho em mim:  vibrando, pulsante, uns dias destemperada, em outros dias picante. O que me importa é sentir meu coração bater por todo o corpo. E poder fechar os olhos se sentir saudades, ou abri-los bem para a sempre nova rotina chamada realidade. Eu não quero nada além do que mereço: caminhar serena dentro do meu poema, respeitar todo e quaisquer momentos, saber utilizar meus aprendizados, amar e ser amada quando for meu tempo.

Sei que passam a saudade e a tristeza e o entusiasmo que vivem comigo. Por isso, faço do transitório meus amigos. O que a vida exige de mim é constante aceitação e mudança para que eu continue sendo merecedora da minha Boa Sorte e valorize a cada dia mais a Esperança.

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