JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

As linhas "tortas" do amor

Por Regina Bomfim

Há uma distância que não entendo, de uma vida que só tem o apelo da sobrevivência. Assim parece ter sido feita essa mulher que o corpo e a alma só pensa em trabalhar para cuidar da filha que criou sem pai e a vida é como - "matar um leão por dia" - a falta de tempo;
A vida é áspera como o chão sujo da faxina que a minha mãe precisa fazer pra me criar; não há nenhuma poesia nem harmonia na alma dessa mulher que o corpo é um pano que limpa o chão... não perde tempo por preocupação em nutrir e cuidar.
Sou filha desta mulher que me deu a vida e me sustenta. O corpo dessa mulher guerreira é forte, mas sem identidade porque é uma mente que nunca comtempla; é um corpo e uma mente que vivem em função do trabalho, para comer, vestir, tentar viver.
Sou filha desta mulher que me deixa sozinha e não me entende. Ela trabalha, luta, seu corpo dói, mas ela insiste. Eu a contemplo como alguém distante de mim porque meus pensamentos e buscas são tão abstratos pra ela e me sinto só. Quando tento falar algo mais de mim, ela grita, arregala os olhos e aí eu deixo pra lá. Eu sinto raiva dela e me culpo por isso.
É estranho, sei que ela vive pra mim, mas queria sentir calma na sua presença e poder abrir meu coração, falar dos meus temores... Sei que nisso há amor, mas não entendo.

Ps: Para as mulheres da periferia que criam seus filhos sozinhas.