Trabalho: relações mutantes




Trabalho = teatro de improvisações
Entrevista: Jay Cross

workshops são considerados ótima oportunidade para qualificar equipes. Mas o americano Jay Cross, pesquisador e executivo da Internet Time Alliance, provoca empresas ao defender que tal atividade seja dirigida apenas aos que estão em início de carreira. Quem não é mais calouro, defende, deve investir no eLearnig, num aprendizado informal via redes sociais.

O GLOBO: Por que workshos só para calouros?
JAY CROSS: Até certo tempo, as pessoas eram pagas para seguir instruções. Pensávamos que poderíamos treiná-las para fazer seus trabalhos. O trabalho agora é mais um teatro de improvisação. Os trabalhadores têm de enfrentar situações inesperadas. Eles não têm tempo para serem treinados, pois devem resolver os problemas na hora.

Foi pensando assim que chegou ao eLearning?
CROSS: eLearnig é o casamento entre aprendizado e redes. Não inventei isso, mas sim fui a primeira pessoa a usar o termo eLearnig na web. O termo surgiu quando a web se tornou popular. O eLearning tem potencial para crescer em grande escala e sem custos e está disponível 24 horas durante toda a semana.

O que possibilitou o aprendizado pela rede social...
CROSS: As redes permitem que as pessoas discutam o que estão aprendendo, que façam perguntas e resolvam problemas em conjunto.

Como o conhecimento informal poderia  desenvolver as empresas?
CROSS: Aprendizagem informal é a principal forma de aprendizagem no trabalho. O trabalhador aprende muito mais com a experiência do que com workshops. Aprendizagem formal é ideal para iniciantes. Cursos e oficinas são ótimos para quem ainda não tem estrutura e conhecimento na área. É isso que está por atrás do paradoxo da aprendizagem informal: o fato de as empresas investirem mais na aprendizagem formal enquanto o trabalhador aprende principalmente via meios informais. Treinamento corporativo é para novatos.

O Brasil tem potencial para este trabalho?
CROSS: A aprendizagem é social. As redes sociais são vitais para para a concretização da aprendizagem informal hoje. Isso dá aos brasileiros, que são naturalmente sociais uma vantagem. O Brasil é certamente bem posicionado para o aprendizado.

Fonte: O GLOBO - Boa Chance/ Click (30/10)




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