JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Meios para justificar fins


Por Bia Machado
Quando pensamos "no que" fazer, colocamos o foco especialmente no resultado, e, assim retardamos o aparecimento de uma solução. É quando pensamos em "como" que destacamos os processos e, assim, abrimos nosso leque de oportunidades. O recado é da psicóloga Bia Machado, sócia da Faculdade da Imaginação", consultora que atua com base em conceitos como a importância dos processos e o autoconhecimento.

O GLOBO: Processo é hoje uma palavra mágica?
BIA MACHADO: Vamos pensar sobre o que é conhecido como "competências comportamentais": proatividade, saber ouvir, raciocínio complexo, criatividade etc. Para a maioria, são comportamentos visíveis, que, em tese levam a resultados. Mas ao focar em "o que", você olha para resultados ; só quando foca no "como", vê processos, vê processos (que leva a resultados). Líderes e equipes são treinados para dar resultados. Isso costuma dificultar a aprendizagem das competências: sabe-se o que é um líder, mas não se sabe como fazer para agir como tal. As pessoas não sabem que liderança não é ação específica, mas processo, com várias etapas.

* Nesse sentido, como o método Basadur pode ajudar?
BIA: O processo Basadur criado pelo professor Min Basadur, da McMaster University, no Canadá, é uma das ferramentas mais efetivas de trabalho em equipe e de inovação que conhecemos hoje no mundo corporativo. É uma "tecnologia de ponta" para a aprendizagem organizacional. Inclui um processo de resolução de problemas em quatro estágios, habilidades de pensamento, ferramentas e atitudes específicas para fazer o processo funcionar. Os quatro estágios do processo são busca deliberada de bons problemas para resolver, definição dos problemas e implementação das soluções.

* Pode dar exemplos de aplicação e de resultados?
BIA: Em exemplo descrito por Bin Basadur, um time de desenvolvimento de produto trabalhou por sete meses para otimizar a aparência de um novo sabonete, sem sucesso. Quando lhe pediram ajuda, a equipe trabalhou de manhã para redefinir o problema - não a aparência, mas o real desejo do consumidor, de performance superior. A tarde, gerou 200 soluções para a nova definição do problema "fora da caixa" e acabou inventando um sabonete que conseguiu a preferência do consumidor.

*Seu trabalho se baseia no autoconhecimento. Como ele leva à criatividade?
BIA: Para as empresas, o autoconhecimento pode representar a diferença entre ter sucesso ou falhar na construção de uma cultura de inovação. Se a pessoa se conhece, ela sabe como fazer, como aprender, como buscar o que precisa. Por muito tempo, o foco do aprendizado era quase só conteúdo. Hoje sabemos que cada um tem um modo particular de processar o aprendizado, um estilo próprio. Assim podemos completar uma equação básica para se obter resultados significativos na educação: conteúdo + processo + habilidades + técnicas e ferramentas + estilos pessoais.

Fonte: Jornal O Globo - Caderno Boa Chance/ Seção Click! (pág 8, 11/12/2011)