JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

A dor do outro: a humanização do profissional de saúde

obs: ao trazer uma parte deste texto, me refiro a todos os profissionais de saúde. Me incluo.

(...) Falamos de dor e ouvimos digressões acerca dos avanços tecnológicos da medicina. Falamos de empatia e ouvimos elogios aos novos descobrimentos da informática, que em muitos casos dispensam a figura do profissional de saúde, prescrevendo receitas, fazendo diagnósticos e até mesmo promovendo algum tipo de aconselhamento ao paciente.

Falamos em angústia e ouvimos acerca dos avanços medicamentosos que tratam da depressão, do pânico e de outras tantas manifestações do desespero humano.

a dor e a pessoa do paciente podem interessar em apenas alguns aspectos do desdobramento, mas raramento poderão significar algo em termos tangenciais no próprio significado da condição humana incluindo-se aí desde de conceitos como solidariedade, fraternidade e ternura até outras tantas manifestações que decididamente nos. Pessoas humanas! Por mias redundante que essa junção possa significar.

A empatia genuína é algo que nos torna capaz de um envolvimento com a dor do paciente na sua condição humana, estabelcendo-se uma relação interpessoal entre dois humanos (...)

A dor, circunstancialmente está presente na pessoa do paciente, mas igualmente pode, a qualquer momento manifestar-se também na figura do profissional de saúde. Por outro lado, a própria configuração do sofrimento e empatia com a dor do outro, não nos torna mais ou menos eficientes em nossa performance profissional. Ao contrário, sem dúvida, podemos afirmar que a nossa performance profissional será muito mais ampla e profunda, com a nossa condição humana sendo exercida em sua totalidade.

Fonte:
Valdemar Augusto Angerami - Temas Existenciais em Psicologia - Editora Thomson 2006

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