JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

As sabotagens da mente - Só 20% das pessoas alcançam seu potencial, diz o autor do livro Inteligência Positiva.





Nossa mente pode ser nossa amiga ou inimiga, afirma Shizard Chamine, autor do livro Inteligência positiva (Ed. Fontanar).. Apenas 20% das pessoas e equipes alcançam seu verdadeiro potencial. A culpa é dos sabotadores "invisíveis" da mente humana que frequentemente estariam impedindo a realização pessoal e profissional.


Chamine que é presidente do CTI, uma organização mundial de treinamento de coaches é criador do conceito de inteligência positiva, por meio do qual, segundo ele, é possível medir a percentagem de tempo em que a mente funciona a favor ou contra o indivíduo.

Um Quociente de Inteligência Positiva (QP) alto, por exemplo, pode levar a melhores salários, maior projeção na carreira de acordo com estudos que testaram mais de 275 mil pessoas. Chamine ainda demonstra que vendedores com QP alto vendem 37% mais que colegas com QP menor.

Ainda mais: o desenvolvimento da Inteligência positiva daria ao indivíduo uma consciência de que dispõe de muito mais tempo útil do que imagina e que ser multitarefa não é tão bom quanto o mercado nos leva a crer.

SER MULTITAREFA PODE NÃO SER TÃO BOM COMO SE FALA
- O cérebro gasta muita energia no início de uma tarefa antes de conseguir se concentrar realmente nesta tarefa. Ficar indo e voltando faz com que o cérebro pague um preço de também não aprender a se concentrar em nada completamente. Há muita energia sendo gasta desta forma - Diz Chamine em entrevista por e-mail ao Boa Chance.

Chamine desenvolveu dois testes (www.globo.com.br/boachance): primeiro ajuda o indivíduo a medir o seu QP - uma pontuação de 75%, indica que o indivíduo usa sua mente 75% a seu favor e o sabota em 25%. Outro teste identifica, os tais sabotadores da mente - dez ao todo. O crítico, o insistente, o prestativo, o hiper-racional, o hiper-vigilante, hiper-realizador o inquieto, o controlador, o esquivo e a vítima. Mecanismos invisíveis que interferem no modo como reagimos as coisas. Eles estariam em todas as pessoas, cada um de forma mais ou menos forte, influenciados pela cultura local.
- Existem variações culturais como de gênero onde estas características se mascaram. Exemplo: nos Estados \unidos os homens são encorajados a serem hiper- racionais. No Japão as mulheres são encorajadas a serem prestativas. A cultura local dificulta a percepção de que estes comportamentos tendem a ser sabotadores.

- As técnicas para mudar um sabotador são de domínio mental e não são influenciadas nem pelo tipo de sabotador, nem pela cultura a que pertence o indivíduo.

Mesmo com a apresentação de técnicas, processo de mudança não costuma ser fácil, diz Yasushi Arita, presidente da Arita Treinamentos especializada em desenvolvimento pessoal e profissional. Arita usa o conceito de "inteligência emocional" popularizado na década de 90 por Daniel Goleman.

GOSTAR DO QUE FAZ É IMPORTANTE
Para alterar alguns comportamentos, acredita Arita, é preciso gostar do que se faz.
- Sempre é possível melhorar.Quanto mais gosta do que faz você sempre vai desejar melhorar como profissional - afirma o coach que acha que livros como 'Inteligência positiva" podem ser úteis para ajudar o profissional a se conhecer melhor - Mas a mudança é tarefa de cada um.

O CÉREBRO CRIA PADRÕES O QUE ACABA POR INIBIR A CRIATIVDADE - CONHECENDO SEUS "PONTOS CEGOS" , PROFISSIONAL PODE MELHORAR
Segundo Chamine, o aumento da inteligência positiva pode contribuir para resignificar a questão da falta de tempo tão alegada no mundo do trabalho contemporâneo vendo o mesmo como um problema não tão grave.

Quando o QP fica alto, pessoa nota que estava gastando sua energia com sabotadores. Eles enganam, pois acabam demonstrando que o desperdício de tempo era de fato o causador de todas as dificuldades, dando uma falsa visão de eficiência.

Guilherme PIletti, diretor da Whatever da Perestroika, escola de atividades criativas que oferece cursos como "Gestão do tempo" e "New ways of thinking" acha que é preciso conhecer sobre o tempo para render mais.
- Quem procura entender o uso do seu tempo costuma render mais. O posicionamento em relação ao tempo também interfere: o profissional diante do aumento de tarefas pode achar positivo ou usar isso para se afundar - diz Piletti.

MERCADO NÃO ACEITA GÊNIOS INDOMÁVEIS
O diretor da Perestroika associa as ideias do autor de "Inteligência positiva" ao fato de que sempre o cérebro busca padrões.
- O cérebro busca padrões e acaba por produzir automatismos como se ficasse viciado em fazer tudo sempre igual, o que impede a criatividade de ser vivida de modo mais fluente chegando a soluções inovadoras, já que soluciona os problemas que aparecem sempre do mesmo modo.

A coach e consultora de carreiras Waleska Farias diz, que em todos os atendimentos que realiza a preocupação é sempre comportamental.
- Em 99% das demandas dos profissionais e dos executivos as condições emocionais são o foco e não as técnicas - afirma Waleska que trabalha com as técnicas de inteligência positiva de Chamine - É uma tendência de mercado. As pessoas estão vendo que são o que acreditam ser.

Neste contexto de valorização das competências comportamentais, Waleska diz que as empresas hoje preferem trabalhar com profissionais medianos do que com gênios indomáveis.
- Por este motivo, buscar o autoconhecimento é fundamental. Saber dos seus entraves e trabalhar para melhorá-los.

Assim é possível aumentar o coeficiente de inteligência positiva. Chamine explica que o nível não é alterado por condições externas como uma promoção ou um casamento.
- A única forma de alterar permanentemente o estado de felicidade de uma pessoa é por intermédio do seu QP. São as transformações que o indivíduo constrói dentro de si mesmo não dependentes do que acontece no mundo exterior através da riqueza e sucesso. A boa notícia é que maiores QP irão automaticamente, resultar em melhores performances, mais dinheiro e mais sucesso - diz o autor, enfatizando que o contrário não é o verdadeiro - trata-se de trazer a sua mente para o seu comando ao invés de deixar que sabotadores assumam o controle.

Inteligência positiva
OS DEZ SABOTADORES

Críticos: É o principal sabotador, diz o autor. É o que vê defeitos em si mesmo, nos outros e nas circunstâncias o que causa decepção, arrependimento, raiva, culpa, vergonha e ansiedade.

Insistente: Perfeccionismo e necessidade de ordem e organização levadas ao extremo nesse sabotador. Altamente sensível a críticas, além de ser crítico de si e dos outros.

Prestativo: Observa-se pelas tentativas indiretas de conseguir aceitação e afeição por meio de ajuda, agrado ou elogio a outrem. Grande necessidade de ser amado e acaba deixando de lado os próprios desejos.

Hiper-realizador: Competitivo e atento à imagem e ao status. Valoriza o sucesso externo e por isso acaba virando um workaholic com a perda de relacionamentos mais profundos.

Vítima: Usa o estilo emocional e temperamental para ter a atenção dos outros. Tendência a se sentir o mártir. Pensamentos como "ninguém me entende" costumam acontecer sempre.

Hiper-racional: Pode ser visto como insensível, distante e arrogante  por causa do excessivo foco na racionalização de tudo. Forte tendência para o ceticismo e o debate. Sente-se frustrado pelos outros serem emocionais e irracionais.

Hipervigilante: Sempre foca no que poe dar errado Apresenta ansiedade contínua e intensa.. Está o tempo todo atento, ansioso e com expectativa constante sobre contratempos e riscos.
Inquieto: A eterna busca por novidade o caracteriza e procura estar constantemente ocupado. Raramente fica satisfeito com a atividade do momento.

Controlador: Necessidade de assumir responsabilidades e de não delegar. É competitivo, confrontador e direto.

Esquivo: Excessivamente positvo, porém sem base. Foge de tarefas e conflitos desagradáveis. Diz sim para coisas que, na verdade não quer.

Referência: Boa Chance - O Globo

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