JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Minha carta para o Sindicato dos Professores sobre o projeto Saúde do Professor

Sou psicóloga e educadora, pois também fiz o Antigo Normal no Instituto de Educação. Considero positiva a busca de comunicação com a sociedade que o Sindicato dos Professores vem realizando para o derpertamento da importância da educação, mostrando que há um cotidiano além do processo ensino-aprendizagem. Há algumas opiniões que procuram culpar o educador, há reformas educacionais que não ouvem o educador, fazendo com que em função da modernidade assuma novos papéis, tudo sempre muito improvisado, implementado às pressas. Há inegavelmente um cotidiano repleto de complexidades tendo como pano de fundo o valor que o Estado vem dando à educação nos últimos anos.


Na minha opinião, tanto para os educadores quanto para a sociedade se faz necessário relembrar essa trajetória da gradual desvalorização da educação para que os educadores sintam orgulho da escolha profissional que um dia fizeram e se apresentem à sociedade conscientes do seu valor, da sua função social.

Como a educação no Brasil chegou a esse ponto? O que representa a LONGO PRAZO para um País não considerar a educação um dos elementos estratégicos para o seu crescimento? Será que o crescimento obtido até até então é alicerçado em bases firmes? São muitas perguntas a serem feitas neste caminho marcado pelo descaso que passam por questões históricas de nossa formação social para buscar compreender o momento atual.

É verdade que toda esta desvalorização produziu vários sintomas no educador, alterando o exercício de sua função. Porém tratar o efeito sem contemplar as causas, é olhar o problema pela metade. O educador precisa tomar posse do seu valor como profissional e saber da sua história para dialogar com a sociedade consciente da sua importância, ou seja, esta parceria seria buscada não pela constatação de uma "categoria doente", mas a sociedade precisa ser parceira dos educadores pelo entendimento que toda essa grave negligência dos órgãos competentes afeta a todos e é empenho de todos porque há o sintoma social que uma não atenção à educação pode produzir.

Entendi que os outdoors são um mecanismo de conscientização da categoria. Como sugestão além dos mesmos, seria interessante:
  1. produzir uma carta aberta (ou cartilha) em linguagem simples a ser distribuída nas escolas, pais, alunos.
  2. buscar agregar mais a categoria, através de palestras no sindicato, mas também em escolas, associações de bairro etc. Que tudo isso dê origem a um projeto de lei.

A internet pode ser um boa ferramenta de aglutinação das pessoas em torno de discussões importantes, por exemplo o TWITTER (a ALERJ já tem o seu).

Na verdade, o rumo da educação e tantos outros elementos de importância para o bem comum acabaram se perdendo porque nos fizeram esquecer que a Política somos nós. É preciso lembrar.

Cumprimento aos idealizadores pela iniciativa. O outdoor é positivo porque usa palavras-chave. É positivo seguir nessa linha da linguagem simples, uma frase de efeito como forma de iniciar discussões.

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