JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

O CASO PINEAS CAGE




Fotografia do raio X


O caso Pineas Gage se transformou num paradigma da neurologia. Ele sofreu um acidente de trabalho em 1848, que transformou sua vida e a história da ciência neurológica. Capataz de uma construção de ferrovia, ao reparar uma carga explosiva, houve uma explosão e a barra de ferro, que ajudava a comprimir o explosivo, a pólvora, voou, atravessando o lado esquerdo de seu cérebro, saindo pelo topo da cabeça mais a direita.

Justificar
Como consequência posterior, Pineas perdeu a visão do olho esquerdo, mas continuou consciente várias horas após o acidente, falando e se movimentando normalmente.

Dois anos depois, foi dado como curado pelo médico, Dr. Harlow, que acompanhou seu caso até a sua morte 13 anos depois, ao que parece, vitima de ataques epilépticos ininterruptos. Mas não era mais a mesma pessoa. Sua personalidde tinha mudado. Segundo seus amigos: "Gage não era mais Gage". De sujeito responsável, trabalhador, empreendedor e respeitado pelos colegas, passou a ser considerado um verdadeiro desastre: fanfarrão, beberrão, desbocado, criador de caso. Não parava em emprego ou muito tempo em lugar algum. Mudava de opinião de uma hora para outra. Fazia planos fantasiosos, que eram logo abandonados. Hesitava em tomar decisões e quando as tomava sempre eram desastrosas e desacertadas. Agia de forma totalmente diferente da atitude promissora e determinada anterior.

O que levou a hipótese, tempos depois, com o desenvolvimento da neurologia, de que lesões no lobo parental podem afetar o comportamento. Phineas Gage tornou-se um caso clássico dos livros de ensino dessa ciência. A parte do cérebro lesada, lobos frontais, passou a ser associada às funções mentais e emocionais que foram alteradas no seu caso.
Mais recentemtente, os neurobiologistas portugueses Hanna e Antônio Damasio, em 1994, descobriram que a maior parte do dano deve ter ocorrido na região ventromedial dos lobos frontais de ambos os lados. Entretanto, a parte desse lobos responsável pela falta e funções motoras foi aparentemente poupada. Assim eles concluíram que, as mudanças no comportamento social e ético de Phineas Gage, provavelmente, foram devidas a esta lesão, que causou déficits característicos nos processos de decisão racional e de controle das emoções.