JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

'Ter clareza é crucial'

José Carlos Cunha


  • Formação em engenharia e adiministração, experiência de 23 anos como CEO em grandes empresas e cursos de neurocoaching fazem o consultor Jão Carlos Cunha ser conhecido como um "oráculo", quando o tema é planejamento estratégico e futuro das organizações. Não à toa ele ajuda executivos a solucionar problemas, estimulando-os a colocar a caixola para funcionar


O GLOBO: Como a neurociência pode ajudar profissionais a atingirem metas?
JOSÉ CARLOS CUNHA: Nosso cérebro necessita de certezas e passa boa parte do tempo consciente, imaginando futuros, tentando antecipar o que vai acontecer. Por isso, quando nos deparamos com uma mudança, o inconsciente entra numa situação de desconforto. Para uma mudança ocorrer sem tropeços, devemos levar em conta este aspecto fisiológico.

E o que podemos entender como neuromanagement?
CUNHA: Sim trata-se de gerenciar, tendo o cérebro em mente.

E como fazer isso?
CUNHA: Reconhecendo a natureza dos nossos dilemas. Ou seja, ter clareza sobre o que queremos é crucial. Imagine a situação da mãe, convidada pelo marido para uma segunda lua de mel na Europa. Ela quer ir, mas a idéia de não poder levar o filho de um ano a tortura. O que fazer? Um processo de análise do dilema mostra que a melhor tradução para o problema é: quero ir mas sem deixar meu filho desassistido. E é essa clareza que permite identificar formas de contornar o problema e encontrar soluções, no caso, garantir que o bebê seja bem supervisionado durante a viagem do casal.

É possível trabalhar o lado criativo e inovador através da neurociência?
CUNHA: Sem dúvida! dilemas são resolvidos por insights. E insights são idéias, momentos em que tudo se encaixa e sabemos que estamos diante da resposta certa. A neurociência identifica que o insight é um processo cerebral, que tem pré-condições, pode ser estimulado. Melhorar tanto a quantidade de insights quanto a sua qualidade é um bom começo.

Fonte: Jornal O GLOBO - Caderno Boa Chance (27/03/2011)

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