JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Motivação: a chama que aquece a alma



Há momentos na vida que nos convidam a reavaliar os caminhos já percorridos, pensar nas escolhas que foram feitas, se na vivência das mesmas, ainda há a mesma chama que as motivou. Escolher uma profissão, um amor para dividir a vida, estabelecer metas diversas neste nosso constante querer mais, este caminhar-além que nos caracteriza e nos faz humanos.

A chama primeira que aquece a nossa alma e nos faz caminhar na direção daquilo que queremos. Quando conquistamos, o nosso entusiasmo permanece? Ou estamos apenas no "piloto automático"? Será que o que acreditávamos de modo entusiasmado perdeu a vitalidade ou se transformou em outra coisa? Quando falo disso, não estou me referindo só a  trocar um celular, ou adquirir a casa própria, mas sim dos nossos valores mais caros, aqueles que nos definem, que construíram a nossa identidade. Por exemplo, quando escolhemos uma profissão existem um sistema de valores que a rege e garantem o seu exercício correto. Não é possível fugir ao código de ética das profissões, pelo menos é o desejável. Embora tudo seja mutável, há certos princípios mais profundos que governam as nossas ações.

Há momentos enfim, que a nossa vida toma certos "atalhos" e a gente vai se perdendo do que realmente é essencial para nós, aquilo que um dia fez a nossa alma se acender e sair à procura, criar. Será que temos tomado mais atalhos porque isso representa ser "responsável". "realista" e assim termos a segurança (?) da consideração dos outros?

Costumo definir motivação como um sentimento de entusiasmo que nos leva a criar, nos realizarmos e se manter motivado é aprender a ir em busca do que realmente somos sabendo que é mundo é o que e as pessoas são o que são. Ou seja, entre a criação e a concretização haverá um caminho sempre inesperado. É um exercício aprender a ver o inesperado como um ingrediente do caminho.

O correr da vida e os atalhos dolorosos ou até atrativos, fazem com que a gente em certos momentos, perca de vista o contato como esta coisa valiosa que nos faz ser quem somos, mas esta chama cheia de vida e luz que todos temos está no mesmo lugar: na nossa individualidade, a nossa marca como seres no mundo, únicos e irrepetíveis. Viver é uma viagem e buscar dar sentido a esta "passagem" é a tarefa de toda uma vida. Então, o que te motiva?



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