O MUNDO PRECISA DE MENSAGENS POSITIVAS: UM TOQUE DE ARTE

Não se incomode O que a gente pode, pode O que a gente não pode explodirá A força é bruta E a fonte da força é neutra E de repente a gente poderá
Realce, realce Quanto mais purpurina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce Realce, realce, realce, realce
Não se impaciente O que a gente sente, sente Ainda que não se tente afetará O afeto é fogo E o modo do fogo é quente E de repente a gente queimará
Realce, realce Quanto mais parafina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce Realce, realce, realce, realce
Não desespere Quando a vida fere, fere E nenhum mágico interferirá Se a vida fere Com a sensação do brilho De repente a gente brilhará
Realce, realce Quanto mais serpentina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce

Não sei bem qual é o público que lê o blog. Ainda não fiz este estudo. Pode ser que vocês l…

ALIENAÇÃO PARENTAL


POR LUCIANA SADDI
fONTE: fOLHA DE SÃO PAULO
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), desde meados de 2010, prevê punição para quem comete alienação parental. Isso significa que mãe, pai ou avós, podem ser punidos pela lei se atuarem para dificultar o contato do menor com um dos genitores ou se atuarem no sentido de desqualificar ou destruir a imagem de um dos responsáveis pelo menor.

Havendo condenação os culpados estarão sujeitos ao pagamento de multas, perda da guarda e a detenção de seis meses a dois anos. O Estado passa a regular e a normatizar os familiares, visando proteger a família e coloca em evidência a questão da Alienação Parental, reconhecendo os prejuízos materiais, afetivos e emocionais decorrentes dessa atitude.
O principal motivo que leva um genitor a desqualificar o outro genitor e a desestimular os filhos a terem contato com o mesmo é a dificuldade em elaborar o trauma da separação. O genitor, ao não aceitar o fim do casamento, pode ser tomado pela melancolia e pela dor intensa. Esses fortes sentimentos geram ódio e sede de vingança. É quando ressentimento se instala. O ressentido crê que pode prejudicar livremente, que é seu direito, pois se sentiu muito lesado. Não poupa os filhos e coloca em risco o desenvolvimento psicológico deles. Não consegue perdoar.
Por sua vez, os que se deixam alienar podem estar deprimidos, conformados demais a uma posição de vitima. Uma espécie de masoquismo moral pode se apoderar deles. Alguns repetem a própria história de abandono e de perdas, pois sofreram na infância ou juventude traumas dessa ordem. Outros parecem impotentes e incapazes de lutar pelos filhos que saem bastante castigados dessa situação.
Crianças são usadas com facilidade pelos pais que acreditam que seus filhos são seus joguetes. A dependência infantil é a principal arma para perpetrar o crime de apagar parte da história de alguém. A culpa em relação ao genitor alienado ocorre quando o filho percebe que foi vitima e cúmplice desse tipo de estratégia maligna. A desconfiança de quem patrocinou a alienação se instala de forma avassaladora, pois a situação é desconcertante.  A dor causada pela mentira é muito violenta.

Dor que gera dor, violência que gera violência. A lógica da Alienação Parental é a antítese do perdão. A impossibilidade de superar, marca psíquica do progenitor, se torna uma posição insuperável para o descendente, que não têm como reparar ou modificar o passado. A Alienação Parental é uma tragédia.

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