RELAÇÃO DOS SINTOMAS DA ANSIEDADE COM OUTRAS ALTERAÇÕES FÍSICAS: UMA POSSIBILIDADE QUE DEVE SER VERIFICADA

Quando uma pessoa traz uma queixa de ansiedade como sendo causadora de transtornos e limitações no seu cotidianno é necessário observar com cuidado o funcionamento dos sistemas nervoso (central e periférico), sistema imunológico, sistema endócrino e sistema cardiovascular.

Quando se fala em ansiedade excessiva ou patológica é importante verificar a possibilidade de um (ou mais) destes sistemas funcionais estarem comprometidos.
1) SISTEMA NERVOSO CENTRAL E PERIFÉRICO - Corresponde ao cérebro (neurônios, sinapses, substâncias neurotransmissoras, células de sustentação etc) e as fibras nervosas que ligam o cérebro aos músculos e orgãos do nosso corpo.
As alterações observadas neste sistema provocando ansiedade excessiva definimos como Transtono de Ansiedade.

2) SISTEMA ENDÓCRINO OU GLANDULAR - Corresponde ao sistema que regula as funções reprodutivas e metabólicas tais como a menstruação e a eficiente transformação do alimento em energia a ser distribuída para todo o organismo. As glândulas produzem hormônios que enviam pela corrente sanguínea mensagens químicas para o organismo.
3) SISTEMA IMUNOLÓGICO -  É  o sistema responsável pelo combate aos "invasores externos" como vírus e bactérias. O sistema imunológico também neutralizam as células cancerosas que se formam no nosso organismo.
4) SISTEMA CARDIOVASCULAR - Corresponde ao coração e os vasos sanguíneos que levam sangue com alimento e oxigênio para todas as células do  organismo.
É importante destacar que nos casos de ansiedade excessiva na maioria das vezes um ou mais destes sistemas relacionados pode estar comprometido, mas quando usamos o termo TRANSTORNO DE ANSIEDADE nos referimos ao sistema nervoso como o principal sistema funcional  comprometido e deste modo responsável pelos sintomas de ansiedade patológica.
Converse com seu médico. O médico é profissional mais indicado para realizar este tipo de diagnóstico por exclusão pelo seu amplo conhecimento das patologias, num primeiro momento.Há casos também de comorbidade (coexistência de outros transtornos) como por exemplo síndrome do pânico com abuso de drogas ou depressão, transtorno de pânico com agorafobia, fobia social com transtorno de pânico etc cabendo ao psiquiatra observar. O psicólogo deve trabalhar junto com o paciente a busca da causa.
Nem sempre o que é ansiedade excessiva pode ser definido como transtorno de ansiedade.
Referência:
Silva, Ana Beatriz B., Mentes Ansiosas: medo e ansiedade além dos limites Rio de Janeiro, Objetiva 2011.

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