JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

AUTOSSABOTAGEM SERIA SINTOMA BEM COMUM




Por Amanda Wanderley
Fonte: Boa Chance

A "Síndrome do impostor é fenômeno comum em profissionais com alto nível de expectativa quanto ao seu desempenho. Eles estão sempre atribuindo seu sucesso a fatores externos, como sorte e bons relacionamentos. Sabe aquela velha história do "eu estava no lugar certo, na hora certa"? O que parece postura modesta pode mascarar um sentimento de insegurança que, mal administrado, desencadeia a autossabotagem.
- A síndrome também é chamada de fraude, porque quem sofre se considera uma farsa a ser desmascarada - explica a coach Vera Hirsch Pontes. - Mesmo quando há sorte, é preciso estar preparado para tirar proveito dela.


Segundo Vera, a síndrome foi identificada pela primeira vez nos anos 80, por uma pesquisa de comportamento feminino. O estudo mostrava a dificuldade das mulheres de se apropriarem do próprio sucesso. Mas tarde, diz a coach, descobriu-se a postura como comum a homens e mulheres.

PROTEÇÃO CONTRA INSUCESSOS

Algumas atitudes são sinal de alerta para o que pode vir a se tornar problema. a sobrecarga de trabalho por conta própria é um. Quando o profissional faz muito mais que o escopo de trabalho exige ou quando acha que tem que dominar todos os conhecimentos técnicos.
- Alguns ainda sabotam qualquer ação que precisem exercer, criando obstáculos e questionando possíveis erros a fim de se proteger em casos de insucesso - explica Eva.
Especialistas estimam que  70% das pessoas, em algum momento da carreira, sofreram ou ainda sofrerão a síndrome do impostor, seja na empresa ou em propostas de mudança de emprego.

Marcus Veloso trabalhava na área da contabilidade de uma empresa de navegação quando foi convidade a assumir um cargo de coordenação na mesma área , mas de uma companhia do setor elétrico. Não topou por não acreditar ter as competências necessárias.
- Não me arrependo. Acho que não daria conta, mas muito me chamaram de maluco. Inclusive, meu chefe na época. - diz ele, que disse ao contratante não se sentir preparado.
- No fundo, todo mundo tem a síndrome. O problema é como lidar com ela - afirma Raphael Falcão, diretor da Hays, empresa de recrutamento de cargos de alta e média gerência, acrescentando que a melhor forma de lidar  com ela é através da transparência.

Segundo Falcão, num processo seletivo, é difícil encontrar um profissional com todos os requisitos que o cliente quer. Por isso, o candidato pode e deve indicar, sem drama, que ele não é ainda capaz atender algumas demandas.
- 97% das empresas estãos dispostas a desenvolver as pessoas que contratam.
É um aquestão de potencial, explica Eva. a coach diz que ninguém está 100% pronto, mas as pessoas têm características que merecem aposta.
- O mercado está muito exigente, e não há espaço para dúvida, mas o profissional não pode lidar com o problema sozinho. A empresa deve ajudar. Responder "não sei" e buscar feedbacks são uma forma positiva de administrar a síndrome.

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