JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

DIFICULDADE DE MEMORIZAÇÃO: SABENDO UM POUCO MAIS QUANDO PODE SER GRAVE



Todos nós em algum momento, esquecemos algo importante como um aniversário, compromisso, o lugar que colocamos um objeto etc. Estes esquecimentos em jovens adultos são considerados naturais e não pedem maiores atenções. No processo de envelhecimento percebemos a diminuição gradativa de várias funções em todo nosso organismo, com uma dificuldade progressiva de armazenar informações. A este estado chamamos de PMAI - Prejuízo de Memória Associado a Idade, uma alteração que vamos perceber com o avançar dos anos, mas que não interfere nas atividades diárias e nem pode ser entendido como deficiência mental.
Problema contornável através de exercícios inseridos na rotina que estimulem a atenção, lista de afazeres, jogo de memória com associação de fatos, objetos, nomes e fotos, auxiliando no melhoramento progressivo da memória.

A memória envolve um conjunto de funções e regiões cerebrais. Para memorizar algo, há três etapas distintas:

  1.  A codificação da informação: não adianta decorar, é preciso compreender.
  2. Aramazenamento e codificação da informação. Nesta etapa, crenças podem ser prejudiciais, por exemplo, "física é chato", o que aumenta a dificuldade.
  3. Recuperação da informação, associando o cohecimento ao usa no dia a dia.

Tipos de memória:

Episódica: Registra momentos em nossa vida;

Processual: Aprendemos a dirigir e jamais esquecemos;

Visual: Marca lugares, rostos;

Topocinética: Resgistra a posição do corpo no espaço e guarda movimentos;

Semântica: Guarda palavras, raciocínios e o sentidos das coisas.


Alguns exercìcios que podem ser úteis para melhorar a memória


Habilidades Espacial: Orientar-se através de mapas em viagens. Tente formar imagens em sua mente ao ler livros ou ao ouvir uma música.

Habilidade numérica: Fazer contas de cabeça (!), conversão de valores em moeda de outro país nos itens do cotidiano. Tenha frase ou nomes de pessoas conhecidas para ajudar a gravar senhas e números de telefones. 

Habilidade Verbal: Escrever poemas ou pequenas histórias. Use o dicionário para consultar o significado das palavras. Leia livros clássicos e se dê a oportunidade de relacionar-se de um modo novo com o seu idioma.

Como as facilidades do nosso dia a dia através das tecnologias podem contribuir para diminuir o uso de certas memórias ao mesmo tempo que ao usar as mesmas também exige de nós o desenvolvimento de novas memórias. É uma questão interessante do nosso tempo...

Muitas causas podem provocar problemas de memória, o mais frequente é o estresse, pela produção de hormônios como cortisol e adrenalina - hormônios inimigos da memória., traumas psicológicos, depressão, ansiedade, uso excessivo de drogas e álcool, uso indevido de calmantes ou hipnóticos, problemas de ordem nutricional ou orgânicos. Bom saber que problemas de memória estão relacionados à alterações na visão e audição.

É uma condição progressiva e sua intensidade dependo do dano na região afetada. Os sintomas de perda de memória podem variar entre:
  • Se perder em lugares onde se está familiarizado;
  • Perguntar a mesma coisa muitas vezes;
  • Confusão sobre lugares, pessoas e tempos;
  • Incapacidade de lembrar de compromissos;
  • Dificuldade de encontrar a palavra certa para se comunicar;
  • Perder objetos importantes com muita regularidade tais como: celulares, carteira de documentos, chaves etc.
Os casos acima, acontecendo com frequência, exigindo a ajuda de terceiros, pedem uma maior preocupação, pois altera em muito a qualidade de vida da pessoa com o transtorno e aqueles que o rodeiam. Uma avaliação clínica e neuropsicológica são de grande importância para deteccção e condutas necessárias.

Regina Bomfim







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