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NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA: AS CONTRARIEDADES DA VIDA




NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA: AS CONTRARIEDADES DA VIDA


Por Regina Bomfim


Pedindo licença ao Carlos Drummond de Andrade para usar uma parte deste seu emblemático poema... 

Aprender a lidar com o fato das coisas não sairem da maneira como foram planejadas, é complicado ainda pra mim. É um bloqueio, uma pedra colocada na mente, porque obstrui o raciocínio das soluções.

O "abacaxi" está ali e é preciso descascá-lo e descascá-lo significa pensar na melhor maneira de fazê-lo "sem ferir as mãos com os espinhos e a faca". Na verdade, a vida é cheia de contingências, contrariedades de toda ordem e há momentos em que não é possível evitar. O caminho mais "fácil" quase sempre é o desespero, a agitação que obstrui a análise que precisa ser racional mas... Somos humanos. Isto pode acontecer assim como a fuga pode parecer a decisão mais acertada. Um aprender no tempo de cada um perceber "o sol e a peneira".

Encontrar um canto na alma para respirar fundo e analisar com serenidade uma situação é um exercício, uma arte que significa colocar-se como responsável pelos próprios atos estabelecendo com as situações uma escolha dos sentimentos que deseja estejam presentes. Isso é autocontrole que vem de muitas quedas.

Encontrar o caminho certo ou errado, é um exercício como quem afina um instrumento à procura da nota desejada. Ouso dizer que viver é como tocar um instrumento; podemos fazer lindas canções, mas também podemos desafinar...

Desafinar nunca se quer, mas quem sabe se na nota que foi tocada erradamente, possa surgir uma nova canção, talvez até melhor que antes? 

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TENHO ESTADO HÁ MUITO TEMPO LONGE...

Não sumi. Apenas estou nas redes sociais. Perdi acesso no Facebook e agora estou mais no Instagram. Me siga lá: foco_psi  . Me organizando para retomar ao blog... Beijos 💋 💋  Regina Bomfim 

QUESTIONAR E ENSINAR

  Por Rogério Miranda de Almeida - Doutor em filosofia pela Universidade de Metz (França) e em Teologia pela Universidade de Estrasburgo. Professor no Programa de Pós - Graduação da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC- PR). Publicou os seguintes livros: Nietzche e Freud - Eterno Retorno e Compulsão à Repetição (2005); Eros e Tânatos: A Vida, A Morte, o Desejo (2007). Todos pela Edições Loyola. O ensino da filosofia, uma das mais nobres tarefas pedagógicas, é ao mesmo tempo uma das mais difíceis. Difícil porque, dada a própria origem da filosofia ocidental - cujo berço é a Grécia e, mais precisamente, a costa Jônica do séc 6 a.C -, a questão em torno da qual ela girava era do ser enquanto ser. Em outros termos, indagavam-se os jônicos: por que, a despeito do nascimento, da corrupção e da morte das coisas sensíveis, tudo permanece como se fosse o mesmo? Deve, pois, haver - completavam esses estudiosos da natureza - por trás do mundo fenomênico algo que nem enve...