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QUEM EU SOU?





Quem eu sou?
Como posso identificar em mim aquilo que eu sou de verdade e aquilo que querem que eu seja? 
Em que momento deixo de existir na minha essência e passo a ser aquilo que me moldaram?
Quem nasci? Quem sou? Quem quero ser? Até que ponto não sou um produto daquilo que o dinheiro pode comprar?
Quantas capas tenho que despir até poder me reconhecer?
Quem é esta pessoa que o espelho reflete?
Quantas caras, quantas bocas possuo?
Quem sou eu afinal?

Sara leu seu texto de um só fôlego, diante da turma silenciosa e atenta. À medida que Sara lia, os rostos à sua volta iam se tornando sérios e reflexivos, como que buscando o sentido de cada palavra.
Ela parou de ler e todos os olhares se voltaram para o professor.
- Muito bem Sara... - Ele falou, e tomou seu lugar à frente da classe.


Este é um trecho de um livro que li recentemente, mas destaquei como fonte o site da autora.  Num link, é possível ler trechos do livro que fala de uma adolescente com uma irmã gêmea. O seu incômodo era a extrema semelhança com a irmã Clara a ponto de todo momento ser confundida por todos. 

A questão de gênero como formação de identidade é o tema central do livro cujos principais acontecimentos são numa escola com um educador de artes plásticas que estimula a criatividade dos alunos, encorajando-os  a desenvolverem plenamente as suas potencialidades.  


A construção da identidade sob o ponto de vista psicológico, ouso dizer não me parece ser um fato universal que se dá somente  na passagem da adolescência para a fase adulta embora hajam eventos característicos que são iguais em qualquer lugar como as modificações físicas. Todavia as perguntas que a jovem Sara formula de algum modo habitam o homem pós-moderno e esta construção na vivência de experiências marcantes de cada dia traz à tona em algum momento esta pergunta: Quem eu sou? Será que damos ouvido a esta pergunta? 


Para saber mais sobre o tema CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE:

http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl36.htm



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