JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…



             
           
Vídeo educativo centrado nas oficinas realizadas com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias sobre a temática da homossexualidade nas escolas. Mostra como a vivência na escola pode ser um caminho para o exercício da cidadania plena e um ambiente de respeito à diversidade sexual. Essas oficinas fizeram parte do projeto Escola sem Homofobia: trabalhando a diversidade sexual com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias que a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Ministério da Educação (Secad/MEC), a Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro e as Secretarias Municipais de Educação de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, realizou com os professores de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental.

Produção ABIA (2006) - Sistema DVD
Direção: Vagner de Almeida e Luciana Kamel.
© 2011 YouTube, LLC

CFP no Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos de LGBT

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vai integrar ao lado de dez organizações da sociedade civil, o Conselho Nacional de Combate  à Discriminação e Promoção de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT (CNDC/LGBT) na gestão 2011- 2012.

Criado em 2010, o Conselho integra a estrutura da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e tem como atribuições a formulação e a proposição de diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para promoção e defesa dos direitos LGBT.

Para Eduardo Santarelo, coordenador-geral substituto da Corrdenação- Geral do Conselho de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos Humanos de LGBT, a relevância da Psicologia na vida dessa população pode ser constatada em diversas vertentes. "A psicologia contribui tanto na formação de uma sociedade mais densa e sólida, como na resolução de conflitos pessoais que geralmente são resultado dos mais altos níveis de estigmatização, preconceito e discriminação contra esse grupo social. No Conselho, espera-se que o CFP traga o olhar técnico e científico para contribuir com um Brasil onde as pessoas não sofram mais discriminação em decorrência de sua orientação sexual ou identidade de gênero", disse.
Santarelo disse ainda que a sociedade deve cobrar daqueles que os representam no CNDC/LGBT a sua efetiva atuação no combate a discriminação e na promoção dos direitos da população LGBT. "O conselho é um espaço criado para o governo federal dialogar com a sociedade. Por isso é importante que a população LGBT fique atenta aos trabalhos, acompanhe, monitore, pois esse é um dos mais importantes instrumentos que ela tem para combater a discrimiação homofóbica", indica.

"O CFP tem sido grande parceiro contra o preconceito e a discriminação contra a comunidade LGBT. A participação fortalecerá mais ainda a ajuda no combate à violência, ao estigma desta comunidade que é uma das mais discriminadas no país. O CFP, com seu aporte teórico e sua representatividade, dará muito peso às decisões do Conselho LGBT", disse o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissesexuais, Travestis e Transsexuais, Toni Reis. A organização premiou o CFP em 2009, pela forma como o Conselho vem tratando os direitos da população LGBT.


Histórico


A promoção dos direitos LGBT constitui uma das prioridades do trabalho do CFP e do Sistema de Conselhos na perspectiva dos direitos humanos, da inclusão, do respeito à diversidade. Na avaliação do CFP, a promoção da cidadania LGBT pressupõe espaços para controle o social das políticas, mas ela se expressa fundamentalmente no cotidiano das relações sociais que devem acolher as várias possibilidades de orientação sexual.

A resolução CFP no 001/99 que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à orientação sexual, é marco importante para o debate sobre o tema entre os Conselhos de Psicologia. Em 2008, o CFP lançou a cartilha Adoção: um direito de todos e de todas, que traz o posicionamento favorável da autarquia e artigos de psicólogos.

Em 2010, o Conselho Federal e o GT de Diversidade Sexual da Assembléia de Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf), criado para discutir temas relativos aos 10 anos da Resolução, organizaram o Seminário de Psicologia e Diversidade Sexual: Desafios para uma Sociedade de Direitos. Em março de 2011, o CFP recebeu o prêmio Diginidade Solidária, oferecido pelo Grupo Dignidade, de Curitiba (PR), em reconhecimento ao seu trabalho, inclusive pela defesa pública dos materiais educativos do Projeto Escola sem Homofobia.

Fonte: Jornal do Conselho Federal de Psicologia - Abril 2011

Obs: É importante ressaltar que nos últimos tempos, em função da organização combativa deste grupo, avanços significativos têm ocorrido no sentido de garantir a esta comunidade a cidadania que todos nós temos direito. Todavia ainda há neste processo, passos dados para frente e outros para trás, como o fato da presidenta Dilma ter mandado suspender os vídeos educativos a serem usados nas escolas ( http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/05/25/apos-pressao-de-religiosos-dilma-suspende-producao-de-kit-homofobia/). Enfim, esperamos que  esta situação se resolva de modo que haja mais tolerância com as diferenças, pois todos merecem respeito e dignidade.









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