O MUNDO PRECISA DE MENSAGENS POSITIVAS: UM TOQUE DE ARTE

Não se incomode O que a gente pode, pode O que a gente não pode explodirá A força é bruta E a fonte da força é neutra E de repente a gente poderá
Realce, realce Quanto mais purpurina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce Realce, realce, realce, realce
Não se impaciente O que a gente sente, sente Ainda que não se tente afetará O afeto é fogo E o modo do fogo é quente E de repente a gente queimará
Realce, realce Quanto mais parafina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce Realce, realce, realce, realce
Não desespere Quando a vida fere, fere E nenhum mágico interferirá Se a vida fere Com a sensação do brilho De repente a gente brilhará
Realce, realce Quanto mais serpentina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce

Não sei bem qual é o público que lê o blog. Ainda não fiz este estudo. Pode ser que vocês l…




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Neurociência - Exaustão Cerebral

Por Suzana Heculano - Houzel

Mesmo o mais belo dos museus nos deixa exaustos depois de uma ou duas horas apreciando arte

Eu estou habituada a falar durante a 90 minutos sem grandes desgastes, às vezes por até três ou quatro horas, sobretudo se lembrar de levar uma garrafinha de água para bebericar o tempo todo.

Por que então, ontem saí tão exausta de uma hora de palestra seguida de duas horas de entrevista por uma banca de cinco pessoas? 

A neurociência explica: esgotamento neuronal por causa do esforço para manter por duas horas a atenção aguçada para interpretar as sutilezas das perguntas da banca, escolher cuidadosamente as palavras das minhas repostas, monitorar reações e pensar no que mais eu gostaria de dizer. Ufa!

A fadiga neuronal é resultado da própria atividade dos neurônios, que leva à produção de adenosina. Aquela mesma adenosina que, ao se acumular, leva à sonolência. Antes de chegar naquele ponto, contudo, ela começa por se acumular ao redor dos neurônios mais ativos.

A adenosina acumulada é ao mesmo tempo um indício de começo de esgotamento energético dos neurônios e um sinal que os impede de sustentar o mesmo nível de atividade de antes.

Ela age diretamente sobre os neurônios como um inibidor, o que evita que ele fiquem ativos demais e entrem em colapso energético - como um sistema autolimitante de proteção.

Por essa mesma razão, a fadiga é específica ao sistema cerebral usado de maneira sustentada. Passe meia hora lendo e seus neurônios envolvidos na leitura começarão a demonstrar cansaço - mas outros responsáveis por tocar piano, continuarão perfeitamente capazes.

Acho que isso também explica porque mesmo o mais belo dos museus nos deixa exaustos depois de uma ou duas horas apreciando arte.

E quanto maior o nível de atenção sustentada, mas rapidamente a fadiga chega aos neurônios exercitados.

Por isso não é recomendável praticar ao piano, fazer contas, escrever ou preparar relatórios por muito tempo de uma vez só: seus neurônios inevitavelmente se cansam. E com isso, o desempenho cai, às vezes até o ponto de você achar que está...desaprendendo.

Mas isso, como quase tudo, tem jeito (senão não estaríamos aqui hoje): o cérebro exaurido repõe suas energias e remove a adenosina acumulada durante o sono. E não precisa ser o sono noturno; uma sonequinha de meia hora já ajuda os neurônios a se recuperar da fadiga e voltar ao zero, prontos para outra.

Suzana Herculano - Houzel. Neuorcientista e professora da UFRJ e autora de "Pílulas de neurociência para uma vida melhor" (Editora Sextante)
Fonte: Folha de São Paulo. Data 07/06/11 - Caderno Equilíbrio