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DO PLURAL AO SINGULAR



DO PLURAL AO SINGULAR



Entrevista José Antônio Ramalho
De olho no crescimento das redes sociais, as empresas passaram a bolar estratégias cada vez mais criativas para conquistar os usuários do Twitter e Facebook. Essas ferramentas estão mudando o discurso de marketing e o relacionamento entre mercado e público consumidor, analisa o escritor e consultor José Antônio Ramalho, autor de Mídias sociais na prática", publicado pela Campus/Elsevier.

O GLOBO: O que mudou no comportamento das empresas nas redes sociais?
JOSÉ A. RAMALHO: No início, elas se cadastraram como mais um membro das redes sociais. Mas depois resolveram mudar a abordagem. Deixaram de se comunicar como "nós" para estabelecer uma relação com o consumidor através da mesma pessoa. Algumas chegaram a criar personagens para se relacionar com os usuários.

* Pode citar um exemplo?
RAMALHO: A Audi foi uma das primeiras a criar um personagem para falar em nome dela. Quem deu vida a esse avatar foi um jornalista. Embora pessoas soubessem que era uma brincadeira, a relação ficou mais próxima, sem que fosse considerado invasão de privacidade.

*Um forte investimento em criatividade...
RAMALHO: Sem dúvida. As empresas tiveram que reinventar o marketing. A comunicação deixou de se plural e passou a ser singular. Precisou ser criado o cargo de analista, para estudar o comportamento dos consumidores através das redes. A relação ficou mais próxima, e o público passou a se sentir mais envolvido nas campanhas.

*E a criatividade do público foi estimulada?
RAMALHO: Sim, é claro. Podemos citar a campanha da Nextel que foi feita para as mídias sociais, que pedia aos usuários para que eles mostrassem seu talento ao enviar vídeos cantando músicas do Paralamas do Sucesso. Ou outra que os internautas eram convidados a criarem um roteiro de filme. Essas ações acabam criando uma relação com a empresa.
Fonte: Jornal o Globo/ -  Boa Chance (CLick Léa Cristina e  Ystatille Freitas 28/08)

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  Por Rogério Miranda de Almeida - Doutor em filosofia pela Universidade de Metz (França) e em Teologia pela Universidade de Estrasburgo. Professor no Programa de Pós - Graduação da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC- PR). Publicou os seguintes livros: Nietzche e Freud - Eterno Retorno e Compulsão à Repetição (2005); Eros e Tânatos: A Vida, A Morte, o Desejo (2007). Todos pela Edições Loyola. O ensino da filosofia, uma das mais nobres tarefas pedagógicas, é ao mesmo tempo uma das mais difíceis. Difícil porque, dada a própria origem da filosofia ocidental - cujo berço é a Grécia e, mais precisamente, a costa Jônica do séc 6 a.C -, a questão em torno da qual ela girava era do ser enquanto ser. Em outros termos, indagavam-se os jônicos: por que, a despeito do nascimento, da corrupção e da morte das coisas sensíveis, tudo permanece como se fosse o mesmo? Deve, pois, haver - completavam esses estudiosos da natureza - por trás do mundo fenomênico algo que nem enve...