JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Equilíbrio Humano




Parabenizo a Dra. Berenice Kuenerz por suas idéias e pelo (a) jornalista que a entrevistou sabendo transmitir no texto a real função das psicoterapias que é promover a existência humana no sentido de uma atuação num mundo sempre mutável e desafiador, no seu melhor. Não importa a abordagem escolhida. O importante é o passo dado em admitir que em certo momento da vida precisamos de ajuda para estar no mundo da melhor forma, na forma da alegria, do prazer.


Berenice Kuenerz aponta a viabilidade do caminho das terapias


A luta desenfreada para cumprir metas e corresponder às expectativas de terceiros acabam levando o ser humano, na maioria das ocasiões, sem que ele perceba, a estar desconectado de si mesmo. Ao se dar conta de que perdeu o controle da situação, este ser humano volta a procurar algo a que chama de equilíbrio. Estatisticamente, cresce o número de profissionais que buscam essa "retomada" por meio de alguma terapia.

A maioria dos trabalhos feitos por RHs, infelizmente, são apenas para adequar e enquadrar pessoas a uma cultura organizacional e fazê-la produzir com qualidade, esse é um grande erro, por isso, ao procurar uma atividade terapêutica é preciso se ter o foco em expandir a pessoa, ajudando-a a se conectar com sua força potencial de crescimento, a vivenciar e retirar o aprendizado de todas as situações da vida", destaca Berenice Kuenerz, diretora do Instituto da Pessoa.

Para esta psicóloga, com formação humanista integral e amplo estudo em filosofia oriental, o ideal é que cada um se sinta estimulado a vivenciar e a retirar aprendizado dessas vivências.

"Consciência de presença"

Para auxiliar o desenvolvimento desta capacidade, Berenice acredita que os trabalhos terapêuticos, aplicados por empresas ou por pessoa (individualmente), devem visar uma "consciência de presença" que envolva corpo, mente, emoção e espírito da pessoa e sua conexão com o mundo em relação consigo mesma. "Seja a Terapia Integral ou também as de orientação humanista, o importante é levar a pessoa para além dos padrões estabelecidos, proporcionando a ela espontaneidade, liberdade, criatividade e responsabilidade total por suas decisões", ressalta.

Berenice define o termo "equilíbrio" nos dias atuais como  " uma resistência e capacidade em vivenciar e responder às situações contínuas de pressão, sem perder a clareza mental, o domínio das emoções e com o menor desgaste físico e energético possível." Ela entende que, embora algumas pessoas tenham mais equilíbrio por estarem geneticamente predispostas a isso , é possível se adquirir e aprimorar esta capacidade por meio das terapias.

Escolas também não estimulam

O principal fator que leva o ser humano a se desconectar consigo mesmo, segundo a psicóloga autora do livro "Para Tornar a Vida Bela (2011, Editora Grifos)", é mesmo o cultural. ela não sugere que esta seja uma determinação corporativa, de organizações privadas e públicas, mas da própria sociedade, no seu papel de formadora. "As crianças deveriam aprender na sala de aula a como se perceberem e lidarem com seus sentimentos e emoções, descobrir e valorizar suas potencialidades, construindo autoestima e motivação para atuarem na vida", destaca Berenice. ela acrescenta que os jovens são, desde cedo, estimulados negativamente pela família, escola e mídia a admirarem e seguirem modelos externos muitas vezes totalmente diferentes de suas naturezas. Esta postura cria um padrão de repetição e enquadramento que não proporciona o autoconhecimento e nem a criatividade.

Preferindo não citar nem priorizar nomes de terapias específicas, ela reforça que o simples fato de alguém ter consciência de que precisa de uma terapia, seja para definir seu foco profissional ou pessoal, é um primeiro passo. Berenice resume o "x da questão": é vital encontrarmos um ambiente terapêutico que nos vá guiar ao autoconhecimento, a ter uma mente clara, com boa capacidade de concentração e atenção, habilidade para lidar com nossas emoções, um corpo com energia e força e um coração entusiasmado para lidar com fatos novos o tempo todo
Fonte: Jornal O Globo Boa Chance/ Gestão de Pessoas - ABRH-RJ (05/02)



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