JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

Neurociência e Psicologia




O medo das incertezas deve ser trabalhado e debatido para que nós, seres humanos tenhamos maior capacidade de agir com flexibilidade e qualidade diante da mudança. Suzana Herculano-Houzel, apresentadora do quadro Neuro-LÓGICA do Fantástico (TV Globo) e Paulo Gaudêncio, médico-psiquiatra, há quatro anos eleito o palestrante do ano, estarão debatendo o tema no dia 24 de abril dentro do Congresso RH-RIO 201 (informações em www.abrhrj.org.br/rhrio2012).

Ela, doutora em Neurociências pela Université Paris VI (França), mestra em ciências pela Case Wertern Reserve University (EUA), e ele docente do Programa Avançado de Desenvolvimento de Executivos UNISINOS (PADE), estarão refletindo com o público sobre como suas especialidades poderão ajudar cada gestor de organização a responder a perguntas, tais como: "De que forma podemos administrar a dor e o desconforto que naturalmente virão com as mudanças?" ou ainda, "É possível ter controle sobre o desapego às crenças e atitudes que se revelam obsoletas para que nos transformemos diante do que demandam a sociedade e o mercado?". Estes e muitos outros, são questionamentos feitos, de forma direta e indiretas por muito RHs em suas organizações.

"O cérebro acha que precisa resolver"

Suzana Herculano define toda mudança como "um estresse que o cérebro precisa resolver". Nessa linha, ela esclarece que o tipo de resposta que o cérebro vai dar, depende de saber se esta mudança foi provocada ou é involuntária. "Se é voluntária, ou seja, a ' sarna que a gente arranja para se coçar', a reação costuma ser altamente prazerosa, mas se, ao contrário, a mudança caiu no nosso colo, de maneira inesperada, tem tudo para gerar preocupação" considera a neurocientista. embora sejam reações que ativem áreas distintas do cérebro, ambas se comunicam. Suzana argumenta que exatamente isso explica o fato de que temos uma resistência natural às mudanças ao mesmo tempo em que somos potencialmente atraídos por ela.

Requalificar medo e agressividade

Instigados por Nelson Savioli, superintendente executivo da Fundação Roberto Marinho, Suzana e Paulo também mostrarão que, na necessidade de provocar mudanças, podemos ter o controle e não sucumbir diante delas. Mais: que é possível desejá-las e por meio delas, gerar inovação.

"O primeiro requisito é tornar-se ciente dos seus sentimentos e impulsos automáticos, para agir sobre eles; a a partir daí, mesmo quem tem tendências pessimistas pode praticar atitudes positivas e buscar, conscientemente enxergar as vantagens da mudança" orienta a apresentadora do NeuroLÓGICA.

Caminhando pela Psicologia, essa busca pede, segundo Paulo Gaudêncio, uma revisão do negativismo que está associado às emoções, sobretudo o medo e a agressividade. O médico-psiquiatra esclarece que o que mobiliza o ser humano é a sua agressividade colocada no sentido positivo: o da coragem - tenho medo, meço minhas forças, acho que dá enfrento". Neste sentido, a Psicologia ajuda o ser humano a despertar a sua maturidade de que segundo Paulo, passa necessariamente por "saber lidar com o medo e a agressividade de tal forma que as opções sejam sempre corajosas ou prudentes, jamais covardes ou irresponsáveis".

Controlar ou não controlar? a questão semântica faz muito sentido. De acordo com Suzana, mais importante do que "ter controle sobre a situação é sentir-se em seu controle". Isso significa, segundo ela, abraçar a mudança jogada em seu colo como algo que você afinal,  considera bom, e, se possível (francamente desejável), algo que você teria escolhido para si mesmo.

Entender os processos que nos intimidam diante da mudança é o primeiro passo para acolhê-los em nossas vidas, como geradoras de novas possibilidades. Este é o ponto que liga o trabalho de Paulo Gaudênio e Suzana Herculano- Houzel ao caminho rumo à inovação, que este congresso RH-RIO 2012 pretende ajudar os profissionais a protagonizarem em suas oraganizações.

Fonte: Jornal O Globo  - Boa Chance (08/04) p.2

Comentários