O MUNDO PRECISA DE MENSAGENS POSITIVAS: UM TOQUE DE ARTE

Não se incomode O que a gente pode, pode O que a gente não pode explodirá A força é bruta E a fonte da força é neutra E de repente a gente poderá
Realce, realce Quanto mais purpurina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce Realce, realce, realce, realce
Não se impaciente O que a gente sente, sente Ainda que não se tente afetará O afeto é fogo E o modo do fogo é quente E de repente a gente queimará
Realce, realce Quanto mais parafina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce Realce, realce, realce, realce
Não desespere Quando a vida fere, fere E nenhum mágico interferirá Se a vida fere Com a sensação do brilho De repente a gente brilhará
Realce, realce Quanto mais serpentina melhor Realce, realce Com a cor-do-veludo, com amor Com tudo de real teor de beleza Realce, realce, realce, realce

Não sei bem qual é o público que lê o blog. Ainda não fiz este estudo. Pode ser que vocês l…

Relembrando o centenário Drummnod







O MINUTO DEPOIS
( Andrade, Carlos Drummond de, 1902 - Corpo/ Carlos Drummond de Andrade - Rio de  Janeiro: ed., Record, 1986)


Nudez, último véu da alma
que ainda assim prossegue absconsa.
A linguagem fértil do corpo
Não a detecta nem decifra.
Mais além da pele, dos músculos, 
dos nervos, dos ossos, recusa o íntimo contato, 
o casamento floral, o abraço
divinizante da matéria
inebriada para sempre
pela sublime conjunção.

Ai de nós mendigos famintos: 
Pressentimos só as migalhas
desse banquete além das nuvens
contingentes de nossa carne
E por isso a volúpia é triste.


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