HORAS EXTREMAS




Cada um sabe de si. As pessoas têm um ritmo próprio e rupturas bruscas, na minha opinião, contribuem para que o problema volte cedo ou tarde, porque buscou-se suprimi-lo com violência. De nada adianta correr se não se sabe onde quer chegar.

A dor ou as horas extremas da vida podem nos conduzir a novas posturas. Buscar desenvolver uma acuidade profunda com as experiências da  Vida dando abertura à possibilidade de acolher de modo diferente as vivências pode ser um exercício interessante.

 A diversidade das experiências que nos chegam é o que acaba conferindo um tônus emocional mais resistente, pois cria na mente arquivos que acabam sendo as bagagens que são construídas a todo instante da nossa relação com o mundo. As horas extremas podem abrir novas portas de percepção dependendo da disposição de não domesticar o olhar que se habitua aos mesmos raciocínios.

Cada um sabe de si, do seu momento, do que de fato quer para si. Se o ritmo é veloz, lindo, se é lento, não importa. O que importa é viver sabendo estar dando o melhor.

Regina Bomfim