UM PAPO SOBRE ECONOMIA

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Será que para ter afeto, se sentir respeitado, você precisa abrir mão de si mesmo? Será que na economia dos sentimentos acaba sempre sendo um preço muito caro a ser pago?

Regina Bomfim



É PRECISO CORAGEM PARA MUDAR O CONCEITO DE PRODUTIVIDADE




Fonte: ABRH-RJ
Os gestores de Recursos Humanos que querem mudar o conceito de produtividade em suas organizações precisam ter coragem e capacidade técnica para valorizar o capital humano e sua contribuição criativa no resultado de negócio. Para tanto, é necessário produzir transformações, analisar estrategicamente a realidade e repensar a atuação. A análise é consenso entre Marco Dalpozzo, da Comatrix Gestão e Consultoria, e Marta Pimentel, gerente e coordenadora de Programas Abertos da Fundação Dom Cabral. Os especialistas em RH magna no segundo dia do Congresso RH-RIO 2004 com o tema RH: a construção em nossas mãos.

Marco, que tem experiência como diretor de RH de grandes empresas como Vale, Parmalat e Unilever, adianta que, quando se analisa a produtividade é preciso levar em conta uma realidade de quase pleno emprego nas organizações do século XXI e de um mundo empresarial cada vez mais orientado aos serviços e menos para a indústria. Nesse cenário, diz, o principal desafio das organizações é saber desfrutar o talento humano de todas as pessoas e em todos os níveis.
- Gente é ainda mais relevante nos dias de hoje. É uma grande oportunidade de o RH gerar valor para o negócio e para as pessoas. A produtividade do século XXI será mais qualitativa do que quantitativa - observa.
LUCRATIVIDADE E QUALIDADE DE VIDA
Neste sentido, Marta Pimentel chama atenção para o fato de que a ampliação do olhar da produtividade além das questões financeiras está alinhada com as grandes discussões que acontecem no mundo de uma maneira geral. Ela cita como exemplo o equilíbrio entre lucratividade e qualidade de vida.
- Para passar a teoria para a prática, é preciso ter visão de futuro. No Brasil, muitas organizações já trabalham nesse propósito. Outras estão predispostas a fazer diferente e esse é o primeiro passo para mudanças - diz a professora da Fundação Dom Cabral
POSTURA DO RH É FUNDAMENTAL
Para desempenhar bem o seu papel dentro desse novo cenário, no entanto, o RH precisa dar condições aos colaboradores de responder ao desafio de equilibrar habilidades como rapidez de resposta, flexibilidade, criatividade, senso do oportunidade, conhecimento do negócio e visão sistêmica de mercado onde ele está inserido. Mas os especialistas concordam também que essa missão é complexa e de longo prazo.

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