Por Rogério Miranda de Almeida - Doutor em filosofia pela Universidade de Metz (França) e em Teologia pela Universidade de Estrasburgo. Professor no Programa de Pós - Graduação da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC- PR). Publicou os seguintes livros: Nietzche e Freud - Eterno Retorno e Compulsão à Repetição (2005); Eros e Tânatos: A Vida, A Morte, o Desejo (2007). Todos pela Edições Loyola. O ensino da filosofia, uma das mais nobres tarefas pedagógicas, é ao mesmo tempo uma das mais difíceis. Difícil porque, dada a própria origem da filosofia ocidental - cujo berço é a Grécia e, mais precisamente, a costa Jônica do séc 6 a.C -, a questão em torno da qual ela girava era do ser enquanto ser. Em outros termos, indagavam-se os jônicos: por que, a despeito do nascimento, da corrupção e da morte das coisas sensíveis, tudo permanece como se fosse o mesmo? Deve, pois, haver - completavam esses estudiosos da natureza - por trás do mundo fenomênico algo que nem enve...
Eu sempre tive a certeza de que ninguém muda. No máximo se adapta...
ResponderExcluirSe eu entendi, para você, as pessoas se adaptam (conformam) às coisas que acontecem, como por exemplo no caso da morte de uma pessoa querida porque de fato não tem como trazê-la de volta e para quem ficou, só resta apenas se adaptar à este novo momento, coisa que só acontece com o tempo. Mas a palavra adaptação também pode significar do uso de um objeto, situação de modo diferente do seu uso primitivo. E o ser humano tem essa capacidade de trazer novos significados para aquilo que vive. A palavra adaptação tem o seu lado de se conformar a algo, mas tem o lado de trazer novos usos e com isso novos significados a um objeto, situação. A adaptação pode ser profundamente criativa. Valeu pela visita! Volte sempre. Abraços
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