JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

Recebi este GIF via Whatsapp, espero que funcione na sua mídia
Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

SERÁ QUE A LIBERDADE SEXUAL QUE TUDO VENDE, TROUXE SATISFAÇÃO? - UMA REFLEXÃO COM TOQUE DE ARTE




Sem sexo por hoje

Perda de libido está entre principais queixas de mulheres, problema pode (e deve) ser conversado com ginecologistas durante a consulta médica

Por Flávia Milhorance
Fonte: O Globo

Uma rotina estressante, com tarefas intermináveis em casa e no trabalho, está reduzindo o desejo sexual de boa parte das mulheres brasileiras. É o que avalia Ivaldo Silva, professor de ginecologia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), onde coordena o Grupo Afrodite, que abriga um ambuilatório voltado para orientar mulheres sobre sexualidade. Ele diz ter notado, na prática, que a perda de libido é uma das queixas mais frequentes entre elas. Tratar esse e outros problemas, ou ao menos identificá-los, faz parte da rotina dos ginecologistas. Pelo menos deveria.



- Se o paciente não falar, é importante que o médico pergunte sobre a vida sexual dela, pois é uma forma de entendê-la de maneira mais ampla - explica o professor. - A sexualidade faz parte do currículo da universidade de medicina, então teoricamente, todos deveriam ter essa noção. Mas muitos profissionais não falam sobre o tema com suas pacientes.




CAMPANHA PARA FALAR MAIS DE SEXO
Foi pensando nisso que o professor - através do Grupo Afrodite, que abriga o ambulatório - junto da psiquiatra Carmita Abdo - coordenadora do grupo Prosex, da Universidade de São Paulo (USP) - laçam a campanha "Sinta-se!". A primeira atividade do projeto é avaliar como está o diálogo sobre sexo entre ginecologista e pacientes. Eles aplicarão questionário aos profissionais durante o Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal, que começou ontem. Os resultados dessas pesquisas serão apresentados no próximo congresso de ginecologia, em São Paulo, em setembro.

A ideia da campanha, explica Silva, é lembrar que falar de problemas sexuais na consulta é tão importante como qualquer outro.
- Infelizmente, mulheres colocam outras queixas acima do sexual - ressalta Silva. - E os próprios médicos costumam dividir a paciente em partes, tratam o coração, o pulmão... Mas é bom lembrar que ela precisa ser vista como um todo. Às vezes uma queixa sintomática tem relação com um problema sexual.

Há cerca de uma década, o Prosex realizou um pesquisa e revelou, na época, que 56% das mulheres estão insatisfeitas com a vida sexual e 63% têm dificuldade de admitir o problema. Também apontou que 56% dos ginecologistas não investigam a vida sexual de suas pacientes e 50% dos profissionais mostraram-e poucos seguros para responder sobre problemas relacionados.

O pesquisador reforça que a mulher tem uma resposta sexual bastante diferente da masculina
- O homem faz sexo como uma forma de relaxar. a mulher é o contrário disso. Se ela não estiver bem consigo, se não estiver tudo em ordem, ela não consegue funcionar.

Além disso, ele lembra, falta de conhecimento e de conversa, assim como a cultura machista arraigada ainda influenciam a visão sobre sexo entre casais.
- Nos países sul-americanos, fala-se muito de sexualidade, mas o casal mesmo, não conversa, a mulher acha que precisa manter a regularidade sexual mesmo sem vontade como uma espécie de dever matrimonial, e o homem evita tratar o tema por achar que isso o torna mais viril.
Segundo Silva, a maioria das mulheres que busca ajuda no ambulatório tem curso superior. em camadas mais baixar e com menor escolaridade, o tema, ele diz, é colocado ainda menos em pauta.

Comentários