CHAMANDO O TRAUMA E A RAIVA QUE FICA PRA DANÇAR: ESCUTAR É MELHOR DO QUE FINGIR QUE NÃO OUVE




"(...) Quanto mais rápido se imobilizar a pessoa e se tratar do trauma, mais curto será o tempo de recuperação. Isso também vale para os traumas psicológicos. Em que condições estaríamos se tivéssemos quebrado uma perna na infância e trinta anos depois ainda não tivéssemos engessado devidamente?

O trauma original acabaria causando uma tremenda perturbação em outros sistemas e ritmos do corpo, como por exemplo, nos padrões imunológicos, osteopáticos e de locomoção. A situação é a mesma com os traumas psicológicos, fosse por ignorância, fosse por negligência.

Agora estamos como que de volta da guerra, mas a impressão é a de que ainda estamos guerreamos com a mente e com o corpo. No entanto, ao abrigar a raiva, ou seja, a herança do trauma, em vez de procurar soluções para ela, acabamos nos trancando num quarto cheio de raiva pelo resto de nossa vida. Isso não é jeito de ser viver, seja de modo intermitente ou nãol".
Clarissa Pinkola Estés



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