JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

FICAR DISPONÍVEL FORA DO HORÁRIO DE TRABALHO






Só saber que uma solicitação pode surgir a qualquer momento já gera ansiedade

Fonte: O Globo

Não se trata apenas de senso comum: profissionais que se mantêm disponíveis para resolver assuntos relacionados ao seu emprego, por meio de e-mail ou telefone, quando estão fora do ambiente de trabalho, são mais estressados. É o que comprovou um estudo conduzido por psicólogos na Universidade de Hamburgo e publicado no "Journal of Occupational Healthy Psychology".


Os pesquisadores conversaram com 132 pessoas de 13 diferentes ambientes de trabalho, e as fizeram preencher questionários diários durante oito dias - em quatro deles, era esperado que elas estivessem disponíveis para o trabalho, e em outros quatro, não. Metade dos participantes também ofereceu amostras de salivas para a medição de hormônios cortisol (liberado em resposta a situações de estresse).

Os resultados mostraram então que, durante os períodos fora do batente em que as pessoas deveriam estar acessíveis, elas apresentavam um nível de cortisol mais elevado e relatavam se sentir mais estressadas. Ainda que previsível, esse resultado mostrou, porém que mesmo que as pessoas não recebessem uma solicitação de trabalho, só o fato de estarem disponíveis já era suficiente para deixá-las ansiosas.

Os fatores por trás disso? A combinação da permanente conexão possibilitada pelos smartphones e uma cultura que tem limites cada vez mais tênues entre trabalho e lazer.







"Os contatos e a disponibilidade para o trabalho fora do horário de expediente estão associados com a ruína do bem estar", escreveram os autores do trabalho.

Esse desconforto da disponibilidade permanente é potencializado por aqueles provocados pelos e-mails relacionados ao trabalho. No mês passado, Marcos Butts, da Universidade Texas, e Wendy Boswell, da Universidade Texas A&M, divulgaram os resultados de um estudo que teve como foco o efeito emocional das mensagens eletrônicas recebidas durante horas de folga, de segunda a sexta-feira.
- Observamos o tom dos e-mails e o tempo que as pessoas levavam para respondê-los.  Quando se trata de mensagens com tons negativos. Isso nos deixa nervosos, o que tira muito do nosso foco e dos nossos recursos para nos manter engajados com outras coisas - afirmou Butts à revista "Time".

Ou seja, quando fora do horário de trabalho, e-mails impedem que as pessoas prestem atenção ou se engajem na sua vida fora das obrigações profissionais. Aqueles com tom negativo, então, têm o poder de arruinar o seu humor.

As pessoas que misturam trabalho e vida social tendem a sofrer mais com o fenômeno.

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