JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

CRISES: PARA QUEM?



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Por Maria Tereza Maldonado

Atravessar crises, individuais ou coletivas, envolve riscos e oportunidades. A crise rompe o equilíbrio vigente e nos coloca em busca de um novo equilíbrio. Portanto, a mudança é inevitável – para melhor ou para pior. Envolve perdas e ganhos, gerando a necessidade de criar novos recursos para enfrentar a situação.


Na travessia das crises, a pergunta-bússola é: O que posso fazer de melhor para abrir bons caminhos? “Reclam/ação” – em vez de nos afundarmos em desânimo e pessimismo, investimos energia em ações eficazes, observando o cenário com atenção e o máximo de serenidade possível.

É preciso refazer o orçamento, cortar custos e repensar o que é indispensável e o que é supérfluo? Podemos viver bem com menos recursos sendo mais criativos para criar estratégias de sobrevivência em cenários desfavoráveis.

Além das crises inevitáveis que a vida nos apresenta, há aquelas que criamos para nós mesmos quando cultivamos mágoas crônicas, atribuindo a outras pessoas a causa de nossa infelicidade ou criando a ilusão de que é possível ser bem-sucedido no amor ou no trabalho sem passar por episódios de fracasso e frustração. Persistência para vencer obstáculos e resiliência para enfrentar as dificuldades sem sair de cena são ferramentas indispensáveis para viver no mundo instável e imprevisível em que estamos.

Em vez da rigidez de condutas que há muitos deixaram de ser eficazes (se é que algum dia foram…), precisamos cultivar a flexibilidade para melhor nos ajustarmos a contextos de rápidas mudanças, que caracterizam o século XXI. Se o plano que consideramos ideal for inviável, precisamos formular outro mais adequado às circunstâncias presentes, em vez de sentar e chorar desconsoladamente ou ficar com raiva da vida que não nos oferece o que queremos.

Quando pensamos no caminho percorrido, podemos perceber a sucessão de obstáculos que já foram vencidos. Aprender a andar, a comer com as próprias mãos, a ler e escrever. Enfrentar experiências de rejeição e exclusão, de insegurança quanto à nossa competência, de arrependimento por escolhas que não trouxeram bons resultados. Tudo isso pode ampliar nossos recursos e reforçar a crença de que seremos capazes de continuar enfrentando novos desafios, refazendo metas, construindo sonhos e nos esforçando para concretizá-los.

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