JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

DAR E RECEBER FEEDBACK



Costuma ser um momento tenso para profissionais de todas as áreas e níveis hierárquicos. Não é só o temor de ser avaliado, mas quem precisa comentar sobre o desempenho também está sob pressão.




Enquanto o profissional que recebe o feedback pode ficar receoso de ser humilhado, aquele que está falando tem medo que o outro fique ofendido e deixe de gostar dele.

E este medo pode fazer com que as duas partes entrem num modo defensivo - gerando um desgaste emocional e comprometendo a eficácia do processo
O cuidado com todas as etapas da reunião pode evitar que a tensão prejudique este momento importante de troca.

Segundo o levantamento feito pela jornalista Cláudia Gasparini, da revista Exame, existem 8 regras universais que garantem o sucesso em qualquer nível hierárquicoOs tópicos em negrito correspondem ao texto da jornalista, mas usei minhas palavras:
1. Comece sempre pelo que há de bom: 
Falar sobre os pontos positivos pode garantir um início leve da reunião. Importa ressaltar as qualidades realmente observadas, algo de fato sentido no outro. A sinceridade no elogio diminui as defesas do outro e a tensão na conversa pode se reduzir.
2. Jamais seja genérico
Comentários positivos e negativos precisam ser palpáveis. É preciso que o outro construa uma imagem concreta do que é dito. Trazer exemplos citando dias e horários da situação descrita em que foram cometidos os deslizes. A finalidade é trazer a discussão para um plano objetivo, legitimando a crítica feita.

3. Crie um ambiente estratégico
Não é em qualquer lugar que um feedback deve ser dado. Conversa na frente da equipe, por exemplo, acaba servindo para deixar o outro preocupado com a possibilidade de ser humilhado. O ideal é que a pessoa decida onde deseja conversar.
4. Estabeleça regras para a conversa
Pedir no início que o outro apenas escute é uma maneira desejável de evitar o jogo de acusações e defesas. Isso pode ajudar a conter as ações extremadas. Deixar ao outro a liberdade de fazer anotações posteriores, caso deseje.

5. Evite o tom acusatório
"Eu sinto que você" ou "me deu a impressão de que você fez" é melhor do que fazer afirmações do tipo "você é" ou "você fez". Comentar dando a ideia de uma percepção pessoal torna o outro mais receptivo porque coloca aquele que fala numa posição humana de poder ser falível ao observar um fato.
6. Escute também
Depois de falar, escute permanecendo também até o fim sem retrucar. Vale também ir anotando as observações do outro.
7. Conclua de forma rápida
A discussão não deve ser sem cessar, mas uma breve recapitulação do que foi dito, com objetividade. É melhor concluir logo e deixar o outro refletindo sobre o assunto.
8. Dê reforço positivo
A conversa produziu alterações visíveis na conduta da outra pessoa? Não deixe de dizer a ela que você observou. Porém, para não beirar ao artificialismo, é importante não exagerar na dose.

Regina Bomfim
Psicóloga Clínica
Contato: 21 98186-1952/ 99489-2311

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